Um ano tão grave e amargo como o de 2020 faz acelerar a contagem regressiva, aumentar a ansiedade e alimentar expectativas para o tempo vindouro. Mas a virada, mesmo com reza, fé e todas as mandingas, não é capaz de fazer milagres: 2021 começará com o mesmo presidente Jair Bolsonaro – bronco, negacionista, irresponsável -, com crises econômica e social ainda mais agudas, e sem vacina para fazer o país se reerguer. Continue lendo “Os brasileiros impediram o pior”
Feliz o Quê?
Fim da noite de Natal e só agora me lembrei de que não escrevi o texto para a coluna esta semana. Continue lendo “Feliz o Quê?”
O inimigo comum
A história é cheia de exemplos nos quais adversários tidos como irreconciliáveis deixam suas diferenças de lado e se unem para combater o inimigo comum. O caso mais célebre foi a aliança entre Stalin e Churchill, na Segunda Guerra Mundial. No Brasil temos o exemplo da ampla frente democrática que levou à superação da ditadura militar e permitiu ao país ingressar no mais longo período de sua história sem interrupção da democracia. Continue lendo “O inimigo comum”
A mentira como método
Que o presidente Jair Bolsonaro é um mentiroso profissional ninguém mais discute. Não pairam dúvidas quanto ao valor de suas palavras, que, quando muito, beiram moedas de 3 centavos. Mas em sua live semanal, na última quinta-feira, ele surpreendeu até os aliados mais fiéis. Jogou no lixo a dignidade – se é que ela existe – do ministro Kassio Nunes Marques, indicado por ele para o STF, e desencadeou uma nova crise com a Câmara, à beira da sucessão de Rodrigo Maia. Continue lendo “A mentira como método”
Todos os brasileiros do bem
Assim que Caetano começou a cantar a primeira música de sua segunda live nestes tempos da pandemia, “Muito Romântico”, do disco Muito, de 1978, uma das canções que ele fez para Roberto gravar, não consegui me conter, e fiz um post no Facebook: “Putaqueopariu”. Continue lendo “Todos os brasileiros do bem”
Ah, Vai Tomar, Vai!
A guerra de Bolsonaro contra a Coronavac
Poucos países do mundo têm condições de absorver a tecnologia da indústria farmacêutica e ter produção própria da vacina contra a Covid-19. A esmagadora maioria dependerá da importação para imunizar sua população. O Brasil faz parte do seleto grupo que conta com centros de excelência como a Fundação Fiocruz e o Instituto Butantã. O segundo está envolvido no desenvolvimento de uma vacina – a Coronavac – prestes a estar disponível para a aplicação. Continue lendo “A guerra de Bolsonaro contra a Coronavac”
Vacinação já. Impeachment também
“Estupidez assassina”, “irresponsabilidade delinquente”. As duas qualificações se referem ao presidente da República Federativa do Brasil, e estão nas duas primeiras frases de editorial da Folha de S. Paulo, publicado na primeira página da edição deste domingo, 13 de dezembro – por coincidência, o dia do aniversário do Ato Institucional nº 5, o que, em 1968, deu um novo golpe dentro do golpe militar que Jair Bolsonaro não cansa de elogiar. Continue lendo “Vacinação já. Impeachment também”
Qual é a do Bolsonaro? Você sabe?
Não consigo compreender qual é a intenção do Bolsonaro. O que ele diz ao seu público chega a ser difícil de compreender. Não é que ele fale com a linguagem empolada e arcaica do Ernesto Araújo. Não, ele fala como um sujeito que nem sequer cursou o ginasial. O difícil está no miolo de suas palavras, que são absolutamente amalucadas. Continue lendo “Qual é a do Bolsonaro? Você sabe?”
O PT pró-Bolsonaro
Depois de incinerar os valores éticos que dizia encarnar, azeitar parcerias com o diabo, dilacerar o Estado e dinamitar a própria esquerda que se arvorou em liderar, o Partido dos Trabalhadores ensaia mais uma crueldade. Fiel da balança na eleição para presidente da Câmara dos Deputados, o PT pode coroar a primeira vitória política do presidente Jair Bolsonaro no Parlamento. Continue lendo “O PT pró-Bolsonaro”
Festa no Cafofo!
Com o país brilhando no combate à pandemia (afinal, o que são 180 mil brasileiros mortos?), estourando a boca do balão no quesito desemprego (afinal, o que são 14 milhões de desempregados?), nadando de braçada com o alto poder aquisitivo do povo (afinal, quem deixou de consumir óleo de soja a 9 reais o litro ou a farinha a 6 reais o quilo, ou a carne, ou o feijão, ou o arroz, ou a batata, ou…?), só resta comemorar. Continue lendo “Festa no Cafofo!”
A volta dos tucanos
O PSDB está de alma lavada com a vitória de Bruno Covas em São Paulo, depois de ter sido derrotado nas urnas em 2018, quando teve apenas 4,7% dos votos no pleito presidencial. Agora volta a se posicionar no tabuleiro, iniciando um movimento de deixar para trás os dias em que se confundiu com o antipetismo raivoso e mergulhou nas águas da antipolítica. Nascido como um partido de centro-esquerda, guinou perigosamente para a direita a partir de 2014 a ponto de, quatro anos depois, deixar se confundir com o bolsonarismo. Continue lendo “A volta dos tucanos”
Rachadinha não é crimezinho
A primeira obrigação é dar nome aos bois: rachadinha é um apelido simpático para desvio de dinheiro público, peculato no juridiquês. Em geral, a apropriação indébita de proventos de funcionários – fantasmas ou não – também está intimamente ligada à lavagem de dinheiro, esquema que o delinquente forçosamente cria para encobrir a origem da bufunfa garfada. Não raro, associa-se à organização criminosa devido à necessidade de estruturar e comandar redes azeitadas de coleta e de ocultação do delito. Continue lendo “Rachadinha não é crimezinho”
Vacina Pra Quê?
Andando na contramão da ciência e do bom senso, nosso presidente Jair Bolsonaro insiste em jogar um balde de água fria em qualquer intenção de se comprar uma vacina contra a Covid-19. Continue lendo “Vacina Pra Quê?”
A carta-rolha do PT
Maior perdedor ao lado de Jair Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores sai do segundo turno das eleições municipais em meio a um transtorno semelhante ao do antigo PCB, quando veio à luz o famoso Relatório Khrushchov sobre os crimes de Stálin. À época, comunistas não se entendiam e cada cabeça era uma sentença. A crise de identidade foi de tal ordem que, em reunião da direção do Partidão, Carlos Marighella caiu em choro compulsivo, sem conseguir articular coisa com coisa.

