O orteguismo matou a Revolução Sandinista

O anúncio de Daniel Ortega de que a Nicarágua não voltará a realizar eleições representa a certidão de óbito da Revolução Sandinista. A sentença de morte foi proclamada justamente quando a revolução completa 47 anos da vitória que derrubou a dinastia Somoza. O movimento que nasceu prometendo democracia e justiça social encerra sua trajetória abolindo o direito que lhe conferiu legitimidade: o voto. Continue lendo “O orteguismo matou a Revolução Sandinista”

Elas decidem a eleição

Mulheres. Maior contingente do eleitorado – 52,8% -, são elas que decidem a eleição. Excelente para o presidente Lula, que deve a elas a melhoria dos índices de aprovação de seu governo, e péssimo para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rejeitado por 54% delas de acordo com a última rodada da Genial/Quaest. Um cenário que dificilmente será revertido. Continue lendo “Elas decidem a eleição”

Olhe para o mapa

No momento em que Javier Milei volta a tensionar as relações entre Brasil e Argentina, convém recordar um episódio frequentemente atribuído ao general João Figueiredo. Durante a Guerra das Malvinas, ao ser questionado por um diplomata americano sobre a razão de o Brasil demonstrar maior compreensão em relação à posição argentina, o então presidente teria caminhado até um mapa da América do Sul e respondido: “Olhe para o mapa. Veja com quem o Brasil tem mais de mil quilômetros de fronteira. A Inglaterra fica do outro lado do oceano; a Argentina continuará aqui amanhã, no ano que vem e daqui a cem anos.” Continue lendo “Olhe para o mapa”

O Brasil e o mundo rejeitam Trump

Donald Trump é o ocupante da Casa Branca menos confiável na História. Tem avaliação negativa de 76% dos 42 mil entrevistados em 36 países pelo Pew Research Center, instituição independente norte-americana, referência global em dados demográficos e tendências de políticas públicas/sociais. No Brasil, a aprovação das práticas trumpistas é baixíssima, com 81% rejeitando as tarifas (não só contra o Brasil), 76% contrários à guerra no Irã e só 33% apoiando a captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela. Números impactantes que tiveram pouca repercussão por aqui, mesmo com Trump sendo um dos principais eixos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Continue lendo “O Brasil e o mundo rejeitam Trump”

A Copa merece escolas abertas

O Brasil tem bons motivos para celebrar a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027. Será a primeira edição do torneio disputada na América do Sul, reunirá 32 seleções e colocará o país no centro de um movimento de valorização do futebol praticado por mulheres. O evento ocorrerá de 24 de junho a 25 de julho, em oito cidades brasileiras. Continue lendo “A Copa merece escolas abertas”

Carnificina

É chocante e preocupante que, depois de tantos escândalos e falcatruas protagonizados por si e sua famiglia, um inexpressivo e insosso ladrão de galinhas — no dizer de Ciro Gomes que a própria madrasta reprisou —, filho mais velho do ora presidiário ex-presidente da República — golpista, ladrão de jóias, falsificador de carteira de vacinação, peculatário, misógino e genocida —, tenha um terço das intenções de voto do eleitorado brasileiro no primeiro turno e chegue perto da metade no segundo.  Continue lendo “Carnificina”

Pés de barro

Micheque estava com medo. 

 Não sabia se podia levar uma saraivada de ovos “amigos” na rua ou coisa pior. Provou o veneno que a gangue que escolheu para também chamar de sua expele contra desafetos ou quem simplesmente a desafia.  Continue lendo “Pés de barro”

O jogo que interessa ao Brasil

A narrativa política sobre o tarifaço de Donald Trump não pode estar acima dos interesses nacionais. Só será possível preservá-los se houver uma leitura realista tanto da correlação de forças entre o Brasil e os Estados Unidos quanto do significado dos movimentos do presidente americano, que acaba de também tributar o Canadá com uma tarifa de 50% sobre parte de suas exportações. Continue lendo “O jogo que interessa ao Brasil”

Inveja

Parece que a polarização mudou de esquerda x direita para apoiador do tarifaço x contra o tarifaço. Essa nova distinção é interessante para os candidatos governistas e aliados, mas melhora pouco o quadro sócio-político brasileiro. Nossos problemas ganham um adicional inesperado e as reformas estruturantes que realmente importam ficam em segundo plano. Continue lendo “Inveja”

Trump quer o Brasil

Donald Trump quer, sim, as terras raras do Brasil. Quer regalias para as suas bigtechs e seu etanol, quer o fim do Pix, cujo pecado é ser gratuito. Mas a nova taxação de 25% a produtos brasileiros não se limita a quereres pontuais. Trump quer o Brasil. Quer porque quer esta terra rebelde que não se curvou à sua “química”, insistindo em impedir que ele se torne dono das Américas, plano que imaginava próximo. Continue lendo “Trump quer o Brasil”

O Brasil além dos candidatos

O Brasil caminha para sua terceira eleição presidencial consecutiva marcada mais pela rejeição do que pela esperança. Em vez de discutir projetos nacionais, o debate público continua dominado por nomes, temperamentos e biografias. Ao final, muitos eleitores sentem-se condenados a escolher apenas o mal menor. Continue lendo “O Brasil além dos candidatos”

Frenéticas

Na minha bolsa de apostas favorita — que não é uma Beth qualquer — o tal de 01 está em baixa desbragada na facção bolsonarista, enquanto Micheque, a madrasta santinha, está em alta disparada em outra facção do mesmo grupo.  Continue lendo “Frenéticas”

E agora, Valdemar?

Valdemar Costa Neto, dono do PL, tinha metas auspiciosas para 2026: disputar a eleição presidencial com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), chapa que considerava imbatível, e eleger uma bancada recorde de 120 deputados federais e 30 senadores. O roteiro começou a ruir a partir da opção dinástica do chefe do clã pelo primogênito. Teve de engolir a candidatura de Flávio, ficando sem um puxador de votos no Rio de Janeiro. Já não tinha concorrente de peso ao Senado em São Paulo desde que o deputado cassado Eduardo preferiu o Tio Sam ao Brasil, com custo para lá de nocivo para a legenda. Não bastasse, perdeu Michelle, sua maior aposta, que pode até se eleger, mas deixou de ser cria sua. Continue lendo “E agora, Valdemar?”

A conta chega depois

Às vésperas do período eleitoral, Lula chegou a inaugurar um túnel de irrigação sem uma gota d’água. A pressa tinha uma explicação. Pela legislação eleitoral — que o presidente classificou como uma “papagaiada desgraçada” —, candidatos à reeleição ficam impedidos de participar de inaugurações e lançamentos de obras, a publicidade institucional é suspensa e novos programas não podem ser anunciados. Continue lendo “A conta chega depois”

Três mulheres

Será que para se defender de três mulheres o sujeito precisa ter uma pistola de repetição em casa? Ou será que é para defender as três de um ataque de bandidos que poderiam aparecer de repente por lá para sequestrá-las? Continue lendo “Três mulheres”