Pato Louco já está circulando com a moto. Hoje o ônibus elétrico não passa na Augusta. Tatu também já chegou; encostou o carrão no meio fio, sentou em cima do capô e agora está tomando um gole de conhaque. O primeiro da noite, para esquentar.
Trate bem uma garota, mesmo sendo um jaburu
(Do baú de textos)
Planeja-se a criação de um espaço na Estação da Luz para o culto da língua portuguesa. É uma ideia dez. Um negócio da hora, mamma mia. Mas, pergunta-se: no que toca aos paulistanos, o que é mesmo essa língua?
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Toque de telefone põe pra correr
Um simples telefonema pode transformar um repórter em enviado especial. Uma e meia da madrugada, os últimos convidados de uma festa em casa tinham saído. Este que vos escreve estava no quarto, olhando amavelmente para a cama. O telefone toca, Haydeé atende. “É o Mitre”.
Brasil na Copa do México
Havia uma juventude barulhenta no avião que levou este repórter, então na revista Afinal, a Guadalajara, no México, para cobrir os jogos do Brasil na Copa de 1986. Mas também lá estava uma distinta senhora, com duas filhas. Ora, ninguém menos do que a esposa do jogador Sócrates, que fez a gentileza de me conceder uma entrevista.
Qual é o seu nome mesmo?
Descoberta de última hora! O nome das pessoas pode indicar sua natureza.
Veja só:
Odair, faz rir. Continue lendo “Qual é o seu nome mesmo?”
Aconteceu na sala de imprensa
Ora, um rosto jovem onde só havia profissionais tarimbados? O lugar era a Sala de Imprensa da Central de Polícia, no centro da cidade, em São Paulo. Boa escola para quem ingressara havia pouco no jornalismo. E assim que o recém-chegado começou a botar as asinhas de fora, como se dizia, redigindo textos mais longos, os colegas se espantaram. Continue lendo “Aconteceu na sala de imprensa”
O frio… sem cuidado vira uma fria
R. de reportagem
Naqueles velhos tempos, tudo era singelo no exercício do jornalismo. Máquina de escrever, laudas de papel… O que fez, por exemplo, este enviado especial da Folha de S. Paulo a Corumbá, para cobrir o confinamento do ex-presidente Jânio Quadros, em 1968? Ora, no quarto de hotel datilografei meu texto. Depois liguei de um telefone da portaria o número da assim chamada “cabine”, no jornal. Continue lendo “R. de reportagem”
Um texto, que bom! Ou não…
Aqui temos três gloriosos lugares-comuns. Ou, como diziam uns e outros, nos antigamentes, três óbvios ululantes. Entrementes (olha a velharia…), diante de reações hostis a essas realidades bem poderíamos responder com um vá às favas! Continue lendo “Um texto, que bom! Ou não…”
Fatos da vida
Ah, as definições…
Quebrou a cara. Antes era o sujeito que tentava um negócio mas nada conseguia. Hoje, é o que anda pela rua com a cara enfiada no celular e não vê o poste.
Trama familiar
Não sei por que cargas d’água fui envolvido por insidiosa trama familiar. O alvo era um acessório de uso profissional que me era caro. A peça, é verdade, tinha lá um tempinho de uso, hã… duas décadas. Tratava-se de uma bolsa de lona verde, com duas divisões, e, costurados fora, dois bolsos. Como as que se vendem em lojas de artigos para caça e pesca. Continue lendo “Trama familiar”
Bossa nova e outras bossas
Ora, recentemente lembrei dos bons momentos da juventude. Estou falando de música… Foi quando pedi licença para Glenn Miller, e seu “Moonlight Serenade”, Ella Fitzgerald e outros prediletos, para me entregar ao samba.
Definições de trânsito
Faixa de pedestre – Bandagem aplicada nos prontos-socorros às fraturas dos pedestres que atravessaram a rua descansados, pela faixa de segurança, achando que ela é mesmo segura.
Era uma vez… E que vez!
Silvinha acorda, abre os olhos, fala – tudo ao mesmo tempo:
“Nossa… o laptop!” Pula da cama, escova dentes, troca a roupa, engole um Toddy, abre a porta da rua. A mãe: “Onde você pensa que vai?” “Encontrar com a Soninha, está com o meu laptop.” A mãe, cruzando os braços. “Você quer dizer, o laptop do seu pai.” “Sim, o nosso laptop.” Continue lendo “Era uma vez… E que vez!”
Um trem corta a noite
Érico tinha nas mãos uma pasta; na outra, um terno pendurado em um cabide. Entrou na Estação da Luz e olhou para a plataforma de embarque. Era cedo. O Santa Cruz não havia encostado. Só às onze e vinte da noite, pontualmente, o noturno partiria para o Rio de Janeiro, por trilhos que cortariam cidades adormecidas.

