A Copa do Mundo é o maior evento planetário. Mexe com as emoções de mais gente, e de maior número de países, do que qualquer outro grande acontecimento. Mais do que as Olimpíadas, a Assembléia Geral da ONU, a cerimônia do Oscar, a passagem de quatro bípedes desplumados pertinho da Lua. Continue lendo “Samba blim, blim blau”
Leonard, Renato e nós, os errantes
Em seu disco de 1979, Recent Songs, Leonard Cohen gravou uma canção imensamente distante de todas as demais de seu repertório, um peixe fora d’água, uma nota destoante, uma surpresa inesperada – “Un Canadien Errant”. Continue lendo “Leonard, Renato e nós, os errantes”
Fernando Portela
A morte de Fernando Portela, na terça-feira, 2 de junho, deixou todo mundo do grupo de WhatsApp do Jornal da Tarde em estado de choque. Várias, várias pessoas – eu inclusive – usaram a expressão “chocado” diante da notícia. Continue lendo “Fernando Portela”
Os últimos minutos de uma instituição da América
Stephen Colbert foi o único sujeito dos Estados Unidos que perdeu seu emprego porque o presidente não aguenta uma piada.
“The first guy in America who’s lost his show because we’ve got a president who can’t take a joke.” Continue lendo “Os últimos minutos de uma instituição da América”
Justiça reprodutiva também é uma questão de fé
Três mulheres, de diferentes religiões – uma socióloga de religião de matriz africana, uma antropóloga católica e uma antropóloga evangélica – assinam belo e importantíssimo artigo no Globo da sexta-feira, 22/5, sobre o que chamam, com toda propriedade, de “Justiça reprodutiva”. Continue lendo “Justiça reprodutiva também é uma questão de fé”
Em defesa do pluralismo, do dissenso
Ao longo dos três últimos séculos, a humanidade conseguiu involuir daquele conceito iluminista de “Não concordo com uma só palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizer” para a ditadura do pensamento majoritário que quer se fazer o único. Para o “Se você não pensa como nós, cale a boca e saia daqui antes que a gente te arrebente, seu fascista”. Ou seus sinônimos na direção oposta, tipo “Ali só tem comunista”, E exatamente nas universidades, que deveriam ser os templos da liberdade de pensamento e expressão. Continue lendo “Em defesa do pluralismo, do dissenso”
Shakira!
Conheço pouquíssimo, pouquissíssimo da Shakira. Quase nada – e no entanto gosto dela, tenho simpatia e admiração por ela. Continue lendo “Shakira!”
Desapego
Há um tempão, meses e meses e meses, seguramente mais de dois anos, eu vinha pensando que tinha finalmente de começar o movimento de me desfazer de discos. Continue lendo “Desapego”
Minha aventura na Rádio Eldorado
Eu tive um programa na Rádio Eldorado.
Foi muito, muito, muito tempo atrás, quase em outra encadernação. (Jornalista não reencarna – reencaderna.) Tinha ridículos 32 e 33 anos. Como sou um eterno guardador de anotações, ao longo de todas as minhas encadenações, achei agora um texto em que reclamava de não ter tempo para arrumar minha estante de livros: Continue lendo “Minha aventura na Rádio Eldorado”
Uma pitada de nonsense na MPB
Se alguém um dia fizesse uma antologia das frases mais bizarras da música popular brasileira, com toda certeza precisariam estar presentes versos de “O trem atrasou”. Continue lendo “Uma pitada de nonsense na MPB”
Não. A grande imprensa não torcia pela soltura de Vorcaro
Os jornalistas às vezes se equivocam. Comentem enganos. Erram. Mesmo os bons, os melhores, os veteranos, os que já dirigiram editoriais e grandes redações – como o meu prezado amigo Nelson Merlin. Continue lendo “Não. A grande imprensa não torcia pela soltura de Vorcaro”
Manoel Fiel Filho, 50 anos
Não houve sequer menção rápida nos três maiores jornais do país, mas no sábado, 17 de janeiro, completaram-se 50 anos da morte do operário Manoel Fiel Filho nas dependências do DOI-Codi, o serviço de inteligência do Exército, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Continue lendo “Manoel Fiel Filho, 50 anos”
Direito a morte digna não é negação da vida
Defender o direito a uma morte digna não é negar o valor da vida — é recusar a ideia de que estar vivo, por si só, seja sempre um bem absoluto. A experiência humana não se mede apenas pela persistência orgânica, mas também pela possibilidade de sentido, autonomia e integridade. Quando viver se transforma em simples manutenção, talvez o desrespeito não esteja no fim, e sim na insistência em não o admitir. Continue lendo “Direito a morte digna não é negação da vida”
A jornalista e o ministro
Uma das perguntas que mais tenho ouvido de amigos e familiares, nestes dias de Festas, é: “Qual o objetivo?”. Continue lendo “A jornalista e o ministro”
Acareação de Toffoli ajuda plano da defesa do Banco Master
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