De pai pra filho, de filho pra pai

Outro dia vi no Caderno 2 do Estadão que estava estreando um filme sobre Laura Pausini. Não conheço coisa alguma de Laura Pausini, a rigor, mas tenho simpatia por ela, assim, do nada, e então, numa dessas noites em que, depois de ficar escrevendo sobre filmes e bebendo algumas, vou me juntar a Mary na sala e lá procuro músicas ao léu, ao random, ao shuffle no YouTube, caí em Laura Pausini cantando “Strani Amori”. Continue lendo “De pai pra filho, de filho pra pai”

A música que enfeitiçou uma geração

Desde que li a notícia da morte de Gary Brooker, não paro de ouvir “A Whiter Shade of Pale”, a canção de 1967 que fez um extraordinário sucesso no mundo todo. Seja botando a música para tocar no YouTube na TV, com as imagens na telona e o bom som do aparelhão, seja ela pairando na minha cabeça, quando não há absolutamente nenhum aparelho elétrico-eletrônico ligado. Continue lendo “A música que enfeitiçou uma geração”

Se você a vir, diga um oi por mim

Você está longe da pessoa que ama demais, desesperadamente; por algum motivo qualquer, não importa saber qual. Você está desesperadamente longe da pessoa que ama demais – e acontece de um amigo seu estar indo para a cidade da sua amada.

E então você pede ao amigo que, por favor, dê um recado a ela. Continue lendo “Se você a vir, diga um oi por mim”

Chico Buarque cancela a arte – e a História

Durante um bom tempo da minha juventude e do início da maturidade, ali entre os 16 e os 40, meus maiores ídolos musicais foram Bob Dylan e Chico Buarque de Hollanda. Não que não sejam mais meus ídolos, agora na velhice; de forma alguma. Continuam sendo, sim, e não deixarão de ser nunca – mas é que, depois de velho, deixei de colocá-los assim numa posição mais alta, e os botei junto com os outros tantos. Continue lendo “Chico Buarque cancela a arte – e a História”

Os canadenses

Prometi fazer uma relaçãozinha – e aí ficou um textinho bom. O amigo me autorizou a publicar. Lá vai:

Então, Gil. Pelo que eu sei, os maiores cantores-compositores de música popular do Canadá são mesmo Leonard Cohen, Neil Young e Joni Mitchell. Continue lendo “Os canadenses”

Bob Dylan, 80 anos

80 anos!

Diacho: é ano que não acaba mais. E, no entanto, até que não: parece que não foi há muito tempo que, há exatos 40 anos, o Jornal da Tarde publicou uma matéria de duas páginas no Caderno de Sábado sobre os 40 anos de Bob Dylan. Continue lendo “Bob Dylan, 80 anos”

Saudade de Piazzolla, do Brasil…

Houve um tempo, ali pela primeira metade dos anos 1970, o Brasil mergulhado no pior momento da ditadura militar, a Argentina ainda em um de seus períodos democráticos pré novo golpe de 1976, em que Astor Piazzolla parecia arroz de festa aqui. Houve um mês em que vi Astor Piazzola no Teatro Municipal e no Bosque da Biologia da USP. Continue lendo “Saudade de Piazzolla, do Brasil…”

A solidão e os eternos amantes

É fascinante que Georges Moustaki tenha escrito uma canção chamada “Ma Solitude” e Barbara, uma canção chamada “La Solitude”.

E é fascinante que tenham os dois cantado a solidão como se ela fosse uma presença forte, grudenta, pegajosa. Como se fosse uma companheira, uma amante. Continue lendo “A solidão e os eternos amantes”

A canção de Jennifer Lopez

Histórico, destinado a figurar nas enciclopédias, nos livros – tem presença garantida nas próximas edições do catatau 1001 Dias Que Abalaram o Mundo –, o 20 de janeiro de 2021 foi, é claro, repleto de símbolos. Houve os mais efetivamente importantes, os que mudam o curso dos eventos, como a assinatura dos documentos que garantem a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e à Organização Mundial da Saúde. Continue lendo “A canção de Jennifer Lopez”