Rapinagem

Já se sabe que a fuga custou o equivalente a R$ 800 mil. Algo como US$ 150 mil. Somente a parte aérea — o vôo de Puerto Iguazú-ARG a Miami-EUA, com escala para reabastecimento em Guayaquil-EQU, fazendo um L maiúsculo com uma perna em direção ao Pacífico e outra rumo ao norte, para evitar o espaço aéreo brasileiro.  Continue lendo “Rapinagem”

Medo

Desautorizado pelo próprio partido e colegas a comprar briga com o TSE para anular o segundo turno da eleição, e acossado pelo ministro Alexandre de Moraes e a Polícia Federal a entregar o passaporte por suspeita de peculato e lavagem de dinheiro, o candidato miliciano derrotado resolveu fazer as malas. Toda vez que a direita sente a lei e a polícia chegarem perto, o chefete de plantão desaparece.  Continue lendo “Medo”

Avacalhação

A uma noite e um dia da eleição, o miliciano disparou. Na mentira. Foram 49 em duas horas. Disparou também na ojeriza ao Nordeste, classificado por ele como lugar imundo e mal cheiroso que vai limpar e perfumar. E como se fosse pouco, disse que Lula dava benesses com uma mão para o povo e retirava com a outra de nove dedos. Levou uma lapada para ficar na história.  Continue lendo “Avacalhação”

Bolsa Família

A direita e a extrema direita brasileira têm ojeriza ao Bolsa Família, cujos fundamentos foram criados por Ruth Cardoso no governo de FHC e Lula ampliou enormemente logo no seu primeiro mandato, como parte de um programa maior ao qual deu o nome de Fome Zero. O sucesso conquistou o mundo. E as elites brasileiras não engoliram o feito.  Continue lendo “Bolsa Família”

Quem perdeu, quem ganhou

Está bem, a fila do osso foi culpa do Lula e a Covid também. E quem manda luzinha para os ETs? Ele também. E quem reza para pneus? Ora, é Lula de novo. Isso todo mundo já sabe. Quem duvidar das afirmações, é só perguntar aos desmiolados que vão às manifestações político-evangélicas na Avenida Paulista. Todos, 50% do eleitorado, vão dizer o que escrevi nesta abertura.  Continue lendo “Quem perdeu, quem ganhou”

O rato e o gato

Vi o telequete da Band ontem à noite. Vi que o rato arreganhava os dentes para o gato e, na sequência, fingia que não era com ele e saia assobiando nas costas do gato. O teatrinho foi recorrente. O gato, apesar de muito escolado, deixou-se abalar pela estratégia, que, dizem os marqueteiros do rato, foi desenhada pelo moleque de quinta série que atende pelo nome de Pablo-não-sei-do-quê.  Continue lendo “O rato e o gato”

Coração de estudante

De repente, os estudantes foram para as ruas de Norte a Sul do país. Parecia que estavam dormindo ou mortos. Sua ressurreição é o fato mais positivo, inusitado e explosivo, desta campanha eleitoral de favorecimento ao crime organizado — talvez o único positivo, ante a passividade do PT em reagir de imediato e à altura contra seu adversário eleitoral. Continue lendo “Coração de estudante”

Lulalá

Vi inteirinha a entrevista de Lula a Igor Coelho no Flow Podcast. Muito bem humorado — sorridente, confiante, racional, afiado —, Lula deu banho. À vontade no estilo do canal, que vai do informal à conversa de botequim, o presidente se sentiu como um peixinho na água.  Continue lendo “Lulalá”

Insegurança jurídica

A família miliciana agradece, penhorada, a decisão do TSE de manter o voto de censura às revelações, não infundadas, sobre um plano para destituir Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil. O TSE não explicou nem identificou o que é ou quem é a tal família miliciana absolvida do suposto crime. O mistério, portanto, continua.  Continue lendo “Insegurança jurídica”

Sabatina

Como gosto de fazer umas continhas de vez em quando, calculei o acumulado do PIB brasileiro nos mandatos Lula, Dilma, Temer e Jair. Continha de porcentagem. Não sei se sabem fazer, mas é só reduzir à unidade o percentual de cada ano e ir multiplicando um pelo outro. Quando o PIB de um ano for negativo, divida  em vez de multiplicar. Os contadores sabem fazer isso dormindo. Os economistas não chegam a tanto, razão pela qual meu professor de lógica matemática dizia que seriam os primeiros a ir para o paredão de fuzilamento num eventual governo dele.  Continue lendo “Sabatina”

Bananão

Sabíamos criar fatos políticos quando eu e milhares de outros militávamos no movimento estudantil, lá se vão 60 anos. Mas nunca nos ocorreu mandar correspondência falsa de filiação em partido político, seja para comprometer um adversário, e muito menos para sabotar nossa própria candidatura. Éramos puros, e não éramos loucos.  Continue lendo “Bananão”