Cem Anos de Podridão!

Estava aqui pensando em como existem ainda algumas pessoas tão longevas com toda esta vida doida que a gente leva. Tem de ter um coração muito forte pra aguentar todo o estresse do dia a dia ou um gene dos bão, como dizem por aí. Continue lendo “Cem Anos de Podridão!”

Depois da reunião de pauta…

Naqueles tempos sem pandemia…

Dia de trabalho começando nas redações dos jornais. Os pauteiros de cada editoria, da política aos esportes, se reúnem e “cantam”, cada um à sua vez, os fatos que serão notícia durante o dia. Decidem como se fará a cobertura deles. No entanto… Diz antigo jargão que notícia não tem hora para acontecer. Continue lendo “Depois da reunião de pauta…”

Piadas de Caserna!

Em novembro do ano passado, o Exército  Brasileiro se manifestou contra mais uma bobagem expelida pelo presidente Jair Bolsonaro quando resolveu abrir sua bocarra pra dizer: “Apenas a diplomacia não dá, né Ernesto? Quando acaba a saliva, tem de ter pólvora, senão não funciona”, achando que estava abafando e fazendo o Biden, que ameaçava entrar com sanções econômicas contra o Brasil por causa dos desmatamentos na Amazônia, tremer de medo. Continue lendo “Piadas de Caserna!”

Só Pensa Naquiiilo!

Quem não conhece esse bordão da dona Bela, a pudica e virginal aluna do professor Raimundo: “Ele só pensa naquiiilo”?

Toda e qualquer pergunta feita pelo professor era uma ofensa aos ouvidos castos da donzela pura e nada bela. Continue lendo “Só Pensa Naquiiilo!”

O senhor dos labirintos

Ah, o Mario Vargas Llosa, romancista de prosa descomplicada, escreveu nesta quinta-feira, 20, no Estadão, sobre um autor que é o seu oposto. Quem já leu Willian Faulkner que o diga. O americano do Mississipi (1897-1962), Nobel de Literatura em 1949, conquistou este leitor pelo espanto. O título da obra já alertava: O Som e a Fúria. Continue lendo “O senhor dos labirintos”

Mafalda, um gauchão macanudo

Folheando a coleção Cem Anos de Fotografia, da Folha, dei com uma imagem assinada por Antonio Carlos Mafalda. Um gauchão que em seus anos de São Paulo chamava linguiça de salsichão, menino de piá e policiais militares de brigadianos (no Rio Grande do Sul equivalentes aos nossos PMs), Continue lendo “Mafalda, um gauchão macanudo”

Pai Zuello

Em 1990, a vidente Mãe Dinah surpreendia o País com suas previsões. Estava na tevê, e tinha coluna em jornais. Previu que o Brasil não ganharia a Copa do Mundo, tampouco Ayrton Senna o Grande Prêmio de Interlagos – o que de fato aconteceu. Previu também a morte dos músicos do conjunto  Mamonas Assassinas. Outras tantas previsões, no entanto, não se confirmaram. Continue lendo “Pai Zuello”

A lauda em branco

A maior angústia de um repórter, depois de um dia de trabalho na rua, desses que não dá nem para almoçar, era, antigamente, ficar olhando para a lauda de papel em branco, ou ter a sensação de que ela olhava para ele, sem que no meio de campo surgisse a bola a ser chutada; isto é, a inspiração para cravar a primeira linha. Continue lendo “A lauda em branco”

Climão!

Dias antes do encontro de líderes mundiais organizado pelos Estados Unidos para discutir o clima, Jair Bolsonaro enviou uma carta ao presidente americano Joe Biden pedindo ajuda para fiscalizar a Floresta Amazônica.

Deve ter sido mais ou menos assim: Continue lendo “Climão!”

Caminhada

Há uma figura – um homem… um velho – que pode ser vista em solitária caminhada, quando o sol da tarde arrefece. O tipo vence uma quadra, e chega ao lago do condomínio de ares campestre onde vive. Lá estão os cisnes (são três). Navegam em formação, um atrás do outro. Na margem, há pessoas apreciando a paisagem, às vezes conversando. E pescadores. Continue lendo “Caminhada”