A primeira década do século representou os anos dourados da Classe C, também chamada de Nova Classe Média. Nesse período, ela tornou-se majoritária, reunindo cerca de 50% da população. Mais brasileiros passaram a ter acesso a bens de consumo sofisticados, realizaram o sonho do carro zero, puderam, pela primeira vez, viajar de avião e chegaram ao ensino superior. Continue lendo “A nova classe média não é mais a mesma”
É para comparar
Possivelmente pela perigosa proximidade do adversário nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Lula anunciou reajuste no Bolsa Família a dias da eleição. Os riscos da medida, que além do desgaste de ser incontestavelmente eleitoreira tem chance razoável de não “chegar a tempo” ao eleitor, pode vir a ser compensada se jogar luzes sobre o benefício, marca de impacto de Lula, em vigor há 23 anos. A despeito das críticas, a equipe do presidente-candidato aposta que, assim, traz o debate para o seu campo, desnudando o seu opositor, que nada teria para mostrar, nem mesmo atividade legislativa nos seus mais de sete anos como senador e outros 16 como deputado fluminense. Continue lendo “É para comparar”
“Perca” de Tempo!
Falar que o “julgamento” marcado para a última terça-feira no STF foi perda de tempo não tem o mesmo peso do que o popular “perca” de tempo, que estava na boca de todos que esperavam uma resposta suprema para o imbróglio vorcarez em que se meteram alguns membros da nobre casa. Continue lendo ““Perca” de Tempo!”
O Supremo precisa ser maior que seus ministros
O Supremo Tribunal Federal atravessa uma crise gravíssima. E a tumultuada sessão desta semana mostrou que ela está longe do fim. O embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça contaminou o plenário, expôs divergências entre os ministros e colocou em xeque a capacidade da Corte de administrar seus próprios conflitos. Continue lendo “O Supremo precisa ser maior que seus ministros”
Sigilo pró-Flávio
A quebra parcial de sigilo dos inquéritos sobre o Master quase não trouxe novidades. A maioria das diligências e dos envolvidos já era conhecida em vazamentos, tão corriqueiros que, na prática, inutilizam o segredo de investigações – não raro estabelecido e mantido em benefício dos suspeitos. Flávio Bolsonaro é prova disso. Continue lendo “Sigilo pró-Flávio”
Algo Cheira a Podre!
E não é no reino da Dinamarca.
É aqui mesmo no reino da Banania, e não se trata só de algo, mas de muitos algos. Continue lendo “Algo Cheira a Podre!”
O sufoco de Lula
O empate entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial Quaest mostra uma mudança do quadro político, com o favoritismo de Lula cada vez mais ameaçado. A pesquisa BTG/Nexus confirma a alteração do cenário e é a primeira a apontar uma vantagem de Flávio no segundo turno, de um ponto. Continue lendo “O sufoco de Lula”
Memories
Entre dois corruptos, quem você prefere? O que rouba mas faz ou o que rouba e nada faz? Continue lendo “Memories”
Togas nas urnas
Ministros do Supremo Tribunal Federal sempre foram personas políticas, mas suas interferências eram mais sutis, pouco ou quase nada percebidas pelo público. Tudo mudou a partir do julgamento do Mensalão, com a inesquecível capa preta do então ministro Joaquim Barbosa, cuja fama ele imaginou, sem sucesso, transformar em votos. O ativismo do STF ganhou tração, tornando-se mais vistoso com a Lava-Jato. E não mais refluiu. Hoje, a Corte Constitucional não só reflete, mas atiça a nefasta polarização política do país. Todas as partes no imbróglio mais recente entre entes supremos sabem disso. Continue lendo “Togas nas urnas”
A eleição da desesperança
Biografias
Mario Covas, um gigante da política brasileira, dizia que a biografia era o melhor cartão de visitas de um homem público. Nas disputas eleitorais das quais participou, antes e depois da ditadura militar, convidava o eleitor a comparar o histórico de vida dos candidatos, evidenciando a coerência e o compromisso com a democracia. Acreditava que o cidadão preferia ouvir um não “verdadeiro” a promessas vazias. Tinha ojeriza à mentira. Eram outros tempos e a política de hoje não tem qualquer semelhança com aquela época. Biografias, então, contam-se nos dedos quem pode exibi-las. Continue lendo “Biografias”
Sabatina
Como gosto de fazer umas continhas de vez em quando, calculei o acumulado do PIB brasileiro nos mandatos Lula, Dilma, Temer e Jair. Continha de porcentagem. Não sei se sabem fazer, mas é só reduzir à unidade o percentual de cada ano e ir multiplicando um pelo outro. Quando o PIB de um ano for negativo, divida em vez de multiplicar. Os contadores sabem fazer isso dormindo. Os economistas não chegam a tanto, razão pela qual meu professor de lógica matemática dizia que seriam os primeiros a ir para o paredão de fuzilamento num eventual governo dele. Continue lendo “Sabatina”
Coisos no ar
A Globo passou a semana entrevistando os candidatos à Presidência da República, aqueles da série A que estão que estão pleiteando o primeiro lugar junto com os cavalinhos do Fantástico, pondo em xeque suas declarações e suas intenções. Continue lendo “Coisos no ar”
Cheiro de recessão no ar
O slogan de Lula, “Brasil, pronto para mais”, está descolado da vida real. Enquanto sua campanha tenta vender otimismo, anunciando um novo ciclo de prosperidade em um eventual quarto mandato, sinais de desaceleração indicam que 2027 pode ser bem menos favorável do que sugere a propaganda eleitoral. Continue lendo “Cheiro de recessão no ar”
O filho do pai e o pai do filho
Investigar indícios de crimes contra a administração pública é obrigação do Estado, independentemente de quem seja o suspeito. Deveria ser assim para qualquer um – excelências eleitas ou nomeadas, autoridades de diferentes escalões, seus parentes e amigos. A regra, portanto, tem de valer para Fábio Luís, primogênito do presidente Lula, e também para o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex. Isso posto, seria conveniente calibrar a balança e esmiuçar com mais apuro os sacos de denúncias e vazamentos, que, em períodos eleitorais, costumam, propositalmente, misturar bugalhos aos alhos. Continue lendo “O filho do pai e o pai do filho”

