Em ritmo de Copa do Mundo, tem juiz tomando decisões saídas de sua própria cabeça que mostram, com clareza, qual é o time de sua preferência. Continue lendo “Chama o VAR!”
Leonard, Renato e nós, os errantes
Em seu disco de 1979, Recent Songs, Leonard Cohen gravou uma canção imensamente distante de todas as demais de seu repertório, um peixe fora d’água, uma nota destoante, uma surpresa inesperada – “Un Canadien Errant”. Continue lendo “Leonard, Renato e nós, os errantes”
Soberania ou segurança, um falso dilema
A crise da segurança pública transformou-se numa das principais questões políticas da América Latina. México, Colômbia, Equador, Venezuela, Honduras e El Salvador convivem há anos com organizações criminosas que desafiam a autoridade do Estado, controlam territórios, corrompem instituições e impõem regras próprias a milhões de cidadãos. Não por acaso, diversos desses grupos foram enquadrados como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump. Continue lendo “Soberania ou segurança, um falso dilema”
Fernando Portela
A morte de Fernando Portela, na terça-feira, 2 de junho, deixou todo mundo do grupo de WhatsApp do Jornal da Tarde em estado de choque. Várias, várias pessoas – eu inclusive – usaram a expressão “chocado” diante da notícia. Continue lendo “Fernando Portela”
A censura mudou de lugar
Nesta semana que passou, a escritora Ana Maria Machado participou da Feira do Livro que aconteceu no Pacaembu, em São Paulo, sob a direção de Paulo Werneck. Ao revisitar episódios de sua trajetória como jornalista e autora, trouxe uma reflexão que merece atenção para além do universo literário. Continue lendo “A censura mudou de lugar”
O terceiro mandato e os velhos atalhos
Duas notícias publicadas nos últimos dias ajudam a compreender um dos principais desafios da economia brasileira. A primeira revelou que decisões recentes do presidente Lula, envolvendo subsídios e contratações compulsórias no setor elétrico, poderão gerar custos bilionários para consumidores e empresas ao longo das próximas décadas. A segunda mostrou a ampliação de linhas de crédito favorecido pelo governo federal, movimento que vem despertando preocupações no Banco Central e entre economistas. Continue lendo “O terceiro mandato e os velhos atalhos”
Lesa-pátria
Antes eram só dois — o Bananinha e o neto do Figueiredo, irmanados na luta diária para quebrar a economia brasileira, o Judiciário e o Executivo federal e, em meio ao caos tão sonhado, promover a invasão do território nacional pelas forças militares dos EUA, visando a restabelecer a ordem, a família, a pátria e a liberdade deles de cometer crimes sem castigo. Continue lendo “Lesa-pátria”
Tráfico x terror
É no mínimo curioso que os indivíduos que comemoram a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA sejam, exatamente, aqueles mesmos que afrouxaram o comércio de fuzis e munições no Brasil durante o (des)governo anterior, permitindo que essas e outras orcrins se armassem, livre e legalmente, para atacar cidades, assaltar bancos e carros fortes e estender seus domínios por todo o país, inclusive nossos vizinhos nas três Américas. Continue lendo “Tráfico x terror”
Grande dia?
Em julho do ano passado, o deputado autoexilado Eduardo Bolsonaro aplaudiu o tarifaço de 50% contra o Brasil. Considerou “legítima” a ação de Donald Trump a que o parlamentar, cassado meses depois, chamou de “tarifa Moraes”. No Brasil, seu irmão Flávio vacilou entre críticas e apoio. Defendeu que as sanções de Trump em favor de seu pai deveriam ser “individuais”. Em seguida, se arrependeu e apagou o dito. A ordem era arrotar vitória e consolidar a ideia de que os Bolsonaro tinham influência sobre Trump. Quase um ano depois, o senador, pré-candidato à Presidência, saúda como “grande dia” a ação do governo Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O que pode se configurar como mais uma vitória de pirro. Continue lendo “Grande dia?”
Pato Donald e Pateta!
Sei que já não tem muito mais o que dizer sobre o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, que rolou na última terça-feira, mas é que a enxurrada de memes sobre isso não para e eu acabei pegando carona nesse barco. Continue lendo “Pato Donald e Pateta!”
Dilemas
E agora? O que vão fazer os bozolóides depois que a bomba do Vorcaro e seu ex-Banco Master explodiu no colo do 01? Quem vão pôr no lugar? Vão trocar, não vão trocar? Continue lendo “Dilemas”
PQP!
JBS! BNDES, OAB, TCU, STF, JK, JFK, KFC, FHC, UFC, PCC, BSB…
PQP! É muita sigla!
Já estou misturando tudo! Continue lendo “PQP!”
A batalha pelo voto dos independentes
A eleição presidencial de 2026 pode ser decidida por uma parcela relativamente pequena do eleitorado brasileiro: os chamados eleitores independentes. Mais do que mobilizar suas bases ideológicas já consolidadas, Lula e Flávio Bolsonaro disputam hoje um segmento menor numericamente, mas decisivo em cenários de forte polarização. Continue lendo “A batalha pelo voto dos independentes”
O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça
Uma escola militar do Distrito Federal decidiu retirar de circulação A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, após reclamações de pais que enxergaram na obra referências inadequadas a questões de gênero. A notícia chama atenção por transformar um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira em objeto de suspeita ideológica. Continue lendo “O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça”
Fim da picada
O Bolsa Família dos EUA é mais de uma dezena de vezes maior que o brasileiro e assim mesmo os bozolóides só falam mal do nosso. Lá, o governo paga entre US$ 280 e US$ 1.800 dólares mensais (R$ 9 mil reais ao câmbio de hoje) à população de baixa renda para se manter. O programa existe há décadas e nenhum governo republicano mexe nele para piorar ou melhorar. Está bom assim e em time que está ganhando não se mexe. Continue lendo “Fim da picada”

