Debate da Band: o nocaute dos eleitores

Debate eleitoral televisivo nunca foi um passeio. O confronto é parte da disputa democrática, mas precisa servir ao eleitor. No encontro da TV Bandeirantes, Flávio Bolsonaro e Lula fizeram o contrário. Transformaram a oportunidade de discutir o futuro do país em um espetáculo de provocações e acusações, mais próximo das marmeladas da luta livre de décadas passadas do que de um debate presidencial. Continue lendo “Debate da Band: o nocaute dos eleitores”

Quem perdeu, quem ganhou

Está bem, a fila do osso foi culpa do Lula e a Covid também. E quem manda luzinha para os ETs? Ele também. E quem reza para pneus? Ora, é Lula de novo. Isso todo mundo já sabe. Quem duvidar das afirmações, é só perguntar aos desmiolados que vão às manifestações político-evangélicas na Avenida Paulista. Todos, 50% do eleitorado, vão dizer o que escrevi nesta abertura.  Continue lendo “Quem perdeu, quem ganhou”

O rato e o gato

Vi o telequete da Band ontem à noite. Vi que o rato arreganhava os dentes para o gato e, na sequência, fingia que não era com ele e saia assobiando nas costas do gato. O teatrinho foi recorrente. O gato, apesar de muito escolado, deixou-se abalar pela estratégia, que, dizem os marqueteiros do rato, foi desenhada pelo moleque de quinta série que atende pelo nome de Pablo-não-sei-do-quê.  Continue lendo “O rato e o gato”

Mary, bem longe do burburinho…

Lá no meio do Deserto do Atacama, bem longe do burburinho daqui, mas sempre com o raciocínio político aguçado, Mary se lembrou, no telefonema na noite deste sábado, que esta não foi a primeira vez: mais de 35 anos atrás, um outro cara de direita, também alinhadinho e mentiroso, armou uma armadilha para o Lula, ali já finalzinho do segundo turno. Continue lendo “Mary, bem longe do burburinho…”

Culpa do Lula!

Na entrevista à jornalista Renata Lo Prete da Globo, Flávio Bolsonaro mostrou que, além de não ter nenhum conhecimento sobre nenhum assunto, tem uma inexplicável paixão pelo atual presidente Lula. Não deixou seu nome de fora em nenhuma das questões levantadas pela entrevistadora.

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O medo e a disputa pelo futuro

Em seu livro Redes de indignação e esperança, o sociólogo espanhol Manuel Castells analisa o medo como uma emoção fundamental para a manutenção do poder, contrapondo-o à esperança e à possibilidade de transformação social. A campanha de Lula no segundo turno colocou no centro de sua estratégia a arma do medo, na tentativa de reverter a desvantagem expressa nas urnas no primeiro turno e confirmada pelas primeiras pesquisas divulgadas após a votação, nas quais Flávio Bolsonaro aparece à frente nas intenções de voto. Continue lendo “O medo e a disputa pelo futuro”

Toque de telefone põe pra correr

Um simples telefonema pode transformar um repórter em enviado especial. Uma e meia da madrugada, os últimos convidados de uma festa em casa tinham saído. Este que vos escreve estava no quarto, olhando amavelmente para a cama. O telefone toca, Haydeé atende. “É o Mitre”.

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Coração de estudante

De repente, os estudantes foram para as ruas de Norte a Sul do país. Parecia que estavam dormindo ou mortos. Sua ressurreição é o fato mais positivo, inusitado e explosivo, desta campanha eleitoral de favorecimento ao crime organizado — talvez o único positivo, ante a passividade do PT em reagir de imediato e à altura contra seu adversário eleitoral. Continue lendo “Coração de estudante”

Dava para pegar no ar o entusiasmo das pessoas

Sou um veterano bem veterano em manifestações na Avenida Paulista. Por exemplo: apenas oito dias atrás, no sábado, dia 3, tínhamos ido ao último ato da campanha do Lula antes do primeiro turno das eleições. E, diacho, eu nunca tinha visto uma coisa assim como hoje, domingo, dia 11. Continue lendo “Dava para pegar no ar o entusiasmo das pessoas”