“Perca” de Tempo!

Falar que o “julgamento” marcado para a última terça-feira no STF foi perda de tempo não tem o mesmo peso do que o popular “perca” de tempo, que estava na boca de todos que esperavam uma resposta suprema para o imbróglio vorcarez em que se meteram alguns membros da nobre casa. Continue lendo ““Perca” de Tempo!”

O Supremo precisa ser maior que seus ministros

O Supremo Tribunal Federal atravessa uma crise gravíssima. E a tumultuada sessão desta semana mostrou que ela está longe do fim. O embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça contaminou o plenário, expôs divergências entre os ministros e colocou em xeque a capacidade da Corte de administrar seus próprios conflitos. Continue lendo “O Supremo precisa ser maior que seus ministros”

O frio… sem cuidado vira uma fria

Senhoras e senhores, o autor destas mal digitadas linhas tem a dizer que neste tempo frio só vai abandonar as cobertas de sua cama para fazer pipi. Sejam compreensivos. La vecchiaia é bruta, a velhice é feia, já dizia conhecido dito sobre o fato – e não há remédio que resolva a situação (embora umas doses de um bom scotch poderiam quebrar bem o galho).

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Sigilo pró-Flávio

A quebra parcial de sigilo dos inquéritos sobre o Master quase não trouxe novidades. A maioria das diligências e dos envolvidos já era conhecida em vazamentos, tão corriqueiros que, na prática, inutilizam o segredo de investigações – não raro estabelecido e mantido em benefício dos suspeitos. Flávio Bolsonaro é prova disso. Continue lendo “Sigilo pró-Flávio”

O sufoco de Lula

O empate entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial Quaest mostra uma mudança do quadro político, com o favoritismo de Lula cada vez mais ameaçado. A pesquisa BTG/Nexus confirma a alteração do cenário e é a primeira a apontar uma vantagem de Flávio no segundo turno, de um ponto. Continue lendo “O sufoco de Lula”

R. de reportagem

Naqueles velhos tempos, tudo era singelo no exercício do jornalismo. Máquina de escrever, laudas de papel… O que fez, por exemplo, este enviado especial da Folha de S. Paulo a Corumbá, para cobrir o confinamento do ex-presidente Jânio Quadros, em 1968? Ora, no quarto de hotel datilografei meu texto. Depois liguei de um telefone da portaria o número da assim chamada “cabine”, no jornal. Continue lendo “R. de reportagem”

Togas nas urnas

Ministros do Supremo Tribunal Federal sempre foram personas políticas, mas suas interferências eram mais sutis, pouco ou quase nada percebidas pelo público. Tudo mudou a partir do julgamento do Mensalão, com a inesquecível capa preta do então ministro Joaquim Barbosa, cuja fama ele imaginou, sem sucesso, transformar em votos. O ativismo do STF ganhou tração, tornando-se mais vistoso com a Lava-Jato. E não mais refluiu. Hoje, a Corte Constitucional não só reflete, mas atiça a nefasta polarização política do país. Todas as partes no imbróglio mais recente entre entes supremos sabem disso. Continue lendo “Togas nas urnas”

A eleição da desesperança

A eleição presidencial adentrou na casa dos brasileiros com o início da campanha na televisão, na internet e nas rádios. As sabatinas da TV Globo serviram para apresentar aos brasileiros os presidenciáveis, embora a maioria deles seja figurinha carimbada de outros carnavais. Ou melhor, de outras campanhas. Se entrou nos lares do Brasil, a eleição não encantou. Ao contrário, predomina um clima de apatia, desencanto e exaustão. 

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Biografias

Mario Covas, um gigante da política brasileira, dizia que a biografia era o melhor cartão de visitas de um homem público. Nas disputas eleitorais das quais participou, antes e depois da ditadura militar, convidava o eleitor a comparar o histórico de vida dos candidatos, evidenciando a coerência e o compromisso com a democracia. Acreditava que o cidadão preferia ouvir um não “verdadeiro” a promessas vazias. Tinha ojeriza à mentira. Eram outros tempos e a política de hoje não tem qualquer semelhança com aquela época. Biografias, então, contam-se nos dedos quem pode exibi-las. Continue lendo “Biografias”

Dolly

“A magnífica estrela Dolly Parton morreu e isso é tão triste. Ela era uma mulher tão maravilhosa”, escreveu Sir James Paul McCartney. “Eu a encontrei pela primeira vez no Grand Ole Opry (o teatro de Nashville que é o maior templo da música country), onde ela cantava com o astro country Porter Wagoner e estava para começar sua carreira solo. Ela era tão alegre e cheia de vida que é difícil aceitar a notícia de que ela morreu. Suas composições, seu canto e sua filantropia eram incomparáveis ​​no mundo da música country, e é difícil imaginar viver em um mundo sem Dolly.”

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Sabatina

Como gosto de fazer umas continhas de vez em quando, calculei o acumulado do PIB brasileiro nos mandatos Lula, Dilma, Temer e Jair. Continha de porcentagem. Não sei se sabem fazer, mas é só reduzir à unidade o percentual de cada ano e ir multiplicando um pelo outro. Quando o PIB de um ano for negativo, divida  em vez de multiplicar. Os contadores sabem fazer isso dormindo. Os economistas não chegam a tanto, razão pela qual meu professor de lógica matemática dizia que seriam os primeiros a ir para o paredão de fuzilamento num eventual governo dele.  Continue lendo “Sabatina”

Coisos no ar

A Globo passou a semana entrevistando os candidatos à Presidência da República, aqueles da série A que estão que estão pleiteando o primeiro lugar junto com os cavalinhos do Fantástico, pondo em xeque suas declarações e suas intenções. Continue lendo “Coisos no ar”

Cheiro de recessão no ar

O slogan de Lula, “Brasil, pronto para mais”, está descolado da vida real. Enquanto sua campanha tenta vender otimismo, anunciando um novo ciclo de prosperidade em um eventual quarto mandato, sinais de desaceleração indicam que 2027 pode ser bem menos favorável do que sugere a propaganda eleitoral. Continue lendo “Cheiro de recessão no ar”