A Copa merece escolas abertas

O Brasil tem bons motivos para celebrar a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027. Será a primeira edição do torneio disputada na América do Sul, reunirá 32 seleções e colocará o país no centro de um movimento de valorização do futebol praticado por mulheres. O evento ocorrerá de 24 de junho a 25 de julho, em oito cidades brasileiras. Continue lendo “A Copa merece escolas abertas”

O jogo que interessa ao Brasil

A narrativa política sobre o tarifaço de Donald Trump não pode estar acima dos interesses nacionais. Só será possível preservá-los se houver uma leitura realista tanto da correlação de forças entre o Brasil e os Estados Unidos quanto do significado dos movimentos do presidente americano, que acaba de também tributar o Canadá com uma tarifa de 50% sobre parte de suas exportações. Continue lendo “O jogo que interessa ao Brasil”

O Brasil além dos candidatos

O Brasil caminha para sua terceira eleição presidencial consecutiva marcada mais pela rejeição do que pela esperança. Em vez de discutir projetos nacionais, o debate público continua dominado por nomes, temperamentos e biografias. Ao final, muitos eleitores sentem-se condenados a escolher apenas o mal menor. Continue lendo “O Brasil além dos candidatos”

A conta chega depois

Às vésperas do período eleitoral, Lula chegou a inaugurar um túnel de irrigação sem uma gota d’água. A pressa tinha uma explicação. Pela legislação eleitoral — que o presidente classificou como uma “papagaiada desgraçada” —, candidatos à reeleição ficam impedidos de participar de inaugurações e lançamentos de obras, a publicidade institucional é suspensa e novos programas não podem ser anunciados. Continue lendo “A conta chega depois”

O que não pode ser concedido

O Brasil vive uma nova fase de concessões de espaços públicos. Depois de rodovias, aeroportos, portos e saneamento, estados e municípios passaram a recorrer cada vez mais à iniciativa privada para administrar parques, praças e equipamentos urbanos. A participação privada pode ampliar investimentos, melhorar a manutenção, elevar a qualidade dos serviços e aliviar o orçamento público. O desafio começa quando administrar infraestrutura passa a ser confundido com administrar lugares que carregam memória, identidade e formas próprias de convivência. Continue lendo “O que não pode ser concedido”

O candidato que ninguém está vendo

O caso Master deixou de ser apenas um escândalo financeiro. Ao atingir Jaques Wagner, um dos políticos mais influentes e mais próximos do presidente Lula, a investigação alcançou o coração do poder. Mais importante, porém, do que a eventual responsabilidade deste ou daquele personagem, é o efeito político produzido pelo episódio. Continue lendo “O candidato que ninguém está vendo”

O Caso Master e o velho roteiro brasileiro

Quanto mais as investigações avançam e figuras de proa da República são arrastadas para o epicentro do Caso Master, maiores são os temores da sociedade de que um dos maiores escândalos financeiros da história brasileira reproduza a tradição da impunidade de nosso país. Continue lendo “O Caso Master e o velho roteiro brasileiro”

O eleitor encurralado

Há um fenômeno novo nas eleições de 2026. Uma fatia expressiva do eleitorado — os independentes, que representam cerca de 32% do total — manifesta forte desejo de renovação, de superação da polarização e de surgimento de uma liderança capaz de oferecer uma alternativa aos dois polos que dominam a disputa nacional. Mas não encontra no mercado eleitoral uma candidatura que expresse essa expectativa. Sem alternativa, esses eleitores sentem-se encurralados pelos dois campos e desconfortáveis diante da perspectiva de escolher novamente o “menos pior”. Continue lendo “O eleitor encurralado”

Soberania ou segurança, um falso dilema

A crise da segurança pública transformou-se numa das principais questões políticas da América Latina. México, Colômbia, Equador, Venezuela, Honduras e El Salvador convivem há anos com organizações criminosas que desafiam a autoridade do Estado, controlam territórios, corrompem instituições e impõem regras próprias a milhões de cidadãos. Não por acaso, diversos desses grupos foram enquadrados como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump. Continue lendo “Soberania ou segurança, um falso dilema”

A censura mudou de lugar

Nesta semana que passou, a escritora Ana Maria Machado participou da Feira do Livro que aconteceu no Pacaembu, em São Paulo, sob a direção de Paulo Werneck. Ao revisitar episódios de sua trajetória como jornalista e autora, trouxe uma reflexão que merece atenção para além do universo literário. Continue lendo “A censura mudou de lugar”

O terceiro mandato e os velhos atalhos

Duas notícias publicadas nos últimos dias ajudam a compreender um dos principais desafios da economia brasileira. A primeira revelou que decisões recentes do presidente Lula, envolvendo subsídios e contratações compulsórias no setor elétrico, poderão gerar custos bilionários para consumidores e empresas ao longo das próximas décadas. A segunda mostrou a ampliação de linhas de crédito favorecido pelo governo federal, movimento que vem despertando preocupações no Banco Central e entre economistas. Continue lendo “O terceiro mandato e os velhos atalhos”

A batalha pelo voto dos independentes

A eleição presidencial de 2026 pode ser decidida por uma parcela relativamente pequena do eleitorado brasileiro: os chamados eleitores independentes. Mais do que mobilizar suas bases ideológicas já consolidadas, Lula e Flávio Bolsonaro disputam hoje um segmento menor numericamente, mas decisivo em cenários de forte polarização. Continue lendo “A batalha pelo voto dos independentes”

O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça

Uma escola militar do Distrito Federal decidiu retirar de circulação A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, após reclamações de pais que enxergaram na obra referências inadequadas a questões de gênero. A notícia chama atenção por transformar um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira em objeto de suspeita ideológica. Continue lendo “O dia em que Lygia Bojunga virou ameaça”

Falta ao Brasil um Plano Real da Segurança

No início dos anos 1990, a hiperinflação já não era apenas um problema econômico. Transformara-se numa experiência coletiva, moldando hábitos, expectativas e a própria percepção de futuro dos brasileiros. A corrosão diária do poder de compra produzia insegurança permanente. O país parecia condenado à instabilidade. Continue lendo “Falta ao Brasil um Plano Real da Segurança”

A universidade diante de um novo tempo

A recente ocupação da Reitoria da USP por estudantes trouxe novamente à superfície um debate que ultrapassa em muito os limites da universidade paulista. Mais do que um episódio localizado, ela expõe dilemas presentes no ensino superior no Brasil e em boa parte do mundo. Continue lendo “A universidade diante de um novo tempo”