Por que insistem em chamar de “regulação da mídia” , ou “marco regulatório”, ou “controle social da mídia” aquilo que no fundo é uma vontade –com perdão do jogo de palavras – incontrolável de controlar conteúdos? Continue lendo “Censura sem dor”
Uma carta
Geraldão,
Se você resolver doar o Beto, remeta para o meu endereço. Foram gratificantes os dias que passamos juntos. Continue lendo “Uma carta”
A desgraça da mentira
12 de agosto de 2005. Lula vestiu o semblante de vítima e foi à TV. Em rede nacional, no horário nobre, o presidente pediu desculpas pelo envolvimento do governo e dos seus no que o país apelidou de mensalão. Continue lendo “A desgraça da mentira”
Coisas do Mundo
De vez em quando, ao ver alguém sendo entrevistado, me imagino lá, na berlinda.
Resposta a resposta, ensaio a minha, enquanto espero a alheia. Continue lendo “Coisas do Mundo”
A Espécie Humana. Capítulo 17
pai, hoje eu vou te ajudar a preparar a comida da cachorrada. não está já na hora? Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 17”
Ele precisa se mancar
O “cara” está indo embora mas está deixando a casa toda arrumadinha.Vai passar a faixa para dona Dilma no começo do ano novo, mas com a consciência do dever cumprido. Afinal, como ele disse na campanha, dona Dilma é ele, ele é dona Dilma. Continue lendo “Ele precisa se mancar”
Ainda por cima inventamos o Natal
Como se não bastasse tudo o mais, ainda por cima inventamos o Natal.
Como se não bastassem o câncer, a aids, o enfarte, Continue lendo “Ainda por cima inventamos o Natal”
Dois casos d’amor
I
Quando a conheci, em 1991, no século passado, ela estava com 21 anos e não poderia haver coisa mais linda na face da terra. Como ostentava na mão direita vistosa aliança, nem foi preciso perguntar se era noiva. Continue lendo “Dois casos d’amor”
Muito longe da guerra do Rio
No quarto dia da guerra do Rio, enquanto ônibus, vans e vidas ardiam em chamas, a presidente eleita Dilma Rousseff discutia a conveniência de dividir o Ministério das Cidades em dois – Habitação e Saneamento – e assim fatiar melhor o bolo entre o PT e os partidos aliados, cada um mais guloso que o outro. Continue lendo “Muito longe da guerra do Rio”
Chi-Chi-Chi-le-le-le!
No deserto do Atacama, o lugar mais seco do mundo, e um dos menos povoados, uma multidão inusitada dividiu, com grande parte do planeta, a comoção de vivenciar uma ressurreição. Continue lendo “Chi-Chi-Chi-le-le-le!”
Escrevendo o futuro
Ler, compreender, escrever. O estudante capaz de dominar esses três momentos está pronto para desenvolver com sucesso sua vida. Continue lendo “Escrevendo o futuro”
A Espécie Humana. Capítulo 16
durante o café, o menino falou:
pai, eu esqueci de perguntar. onde está o morcego? Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 16”
Nada ameaça a imprensa. Nada?
Li num jornal que o ministro Franklin Martins disse que “a imprensa não está nem um pouco ameaçada.” Sempre fico tranqüilo quando ouço o ministro dizer essas coisas. A imprensa é livre no Brasil, embora não seja boa, ele nos ensina. Pode ser que concordemos com ele, embora não pelas mesmas razões. Continue lendo “Nada ameaça a imprensa. Nada?”
É duro brincar nos tempos do politicamente correto
Politicamente correto, na época de Monteiro Lobato, era um deputado, um senador, que agia com correção. Hoje, é uma forma de patrulhamento à lupa de impropriedades existentes, ou supostas, nas manifestações humanas. Continue lendo “É duro brincar nos tempos do politicamente correto”
Barbáries
Domingo, 21 de novembro. O segundo turno das eleições de Burkina Faso deve terminar daqui a pouco com a recondução do atual presidente Blaise Compaorè, chefe supremo do país desde 1987 depois de um golpe de estado que matou o ex, Thomas Sankara, de quem Compaorè fora ministro. Continue lendo “Barbáries”
