Era em Luanda e tinham nos olhos um aborrecimento escandinavo. No meu Liceu, que agora se chama Mutu Ya Kevela, havia jacarés. Nadavam num tanque fundo e tinham uns bons metros de areia para se aquecerem ao céu aberto do pátio. Continue lendo “E um dia comem-nos”
Por dentro da cabeça do atleta
O competidor de tiro com arma tem tal nível de concentração e preparo mental que percebe os movimentos do coração. Quando o órgão se contrai para bombear o sangue (sístole), ele atira. Se disparar quando o coração relaxa (diástole), a mão pode tremer, e ele errar o tiro. Continue lendo “Por dentro da cabeça do atleta”
Russomano, ironia do destino?
Enquanto o país se prepara para divertir-se com as Olimpíadas, que já começaram, e o julgamento do mensalão, que começa na semana que vem, as picuinhas da política provincial ganham seu tempero de pimenta de biquinho: não ardem muito, não queimam a língua e nem ajudam muito no sabor. Continue lendo “Russomano, ironia do destino?”
Más notícias do país de Dilma (61)
Há tanta notícia estarrecedora a cada dia que acabamos não nos estarrecendo mais. Até porque no dia seguinte, ou nos dias seguintes, surge notícia ainda mais estarrecedora do que a anterior. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (61)”
Fitas de vídeo levam brasileiros para perto de casa
As emoções foram intensas para o brasileiro Fabio Cristino na semana passada.
“O cara não via a filha há 15 anos”, disse Cristino, sobre a novela que ele assistira na noite anterior. Continue lendo “Fitas de vídeo levam brasileiros para perto de casa”
Gol dos mensaleiros. No tapetão
Embora muitos confundam, o Tribunal de Contas da União (TCU) não é uma instância da Justiça. Ainda bem. Caso contrário, a decisão de isentar o Banco do Brasil pelas transações com a DNA, uma das agências de publicidade de Marcos Valério, causaria a maior balbúrdia jurídica da história. Continue lendo “Gol dos mensaleiros. No tapetão”
A beleza e a feiúra
Penso na palavra beleza e me vem a imagem dessas duas crianças sorrindo, brincando em volta de adultos deslumbrados com sua formosura e delicadeza. Continue lendo “A beleza e a feiúra”
O cinema alemão é um écrã demoníaco
Houve alguns anos eufóricos em que o cinema alemão não foi só o cinema alemão. Tal como o crash de 29 foi a mãe dos anos dourados do cinema sonoro americano, o cinema alemão nasceu dos escombros e humilhação da I Grande Guerra. Continue lendo “O cinema alemão é um écrã demoníaco”
A tragédia grega
O altar do deus Dionísio (fecundidade e embriaguez) ficava no centro de um círculo. Nesse círculo um coro dançava e cantava hinos em homenagem ao deus. Continue lendo “A tragédia grega”
Já ouvimos isso antes
Denúncias requentadas, denúncias fraudulentas, falsificações, perseguição. Onde foi mesmo que já ouvimos isso antes? Continue lendo “Já ouvimos isso antes”
Más notícias do país de Dilma (60)
É, de fato, um governo sem rumo, sem projeto, sem programa econômico, sem norte. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (60)”
Esperanto? Pra quê? (5) O que seria resistência cultural?
Quando os franceses introduziram nos países de língua portuguesa um objeto composto de uma lâmpada sobre uma base e uma cobertura para diminuir ou suavizar o impacto da luz, chamado “abat-jour”, o termo foi assumido entre aspas porque era necessário designar o objeto. Continue lendo “Esperanto? Pra quê? (5) O que seria resistência cultural?”
Disney teachings
When I headed to Disney World with my family earlier this week, I hoped for things to go well, meaning peace among the crowds, good weather and safe flights. Other than that, I feared for the splurge of American vacations. Continue lendo “Disney teachings”
Um adeus perdido
Não me lembrava, de jeito nenhum, de ter escrito um texto sobre a obra de Nara Leão para o Jornal da Tarde no dia em que ela morreu. Continue lendo “Um adeus perdido”
Nara. Antenas de sensibilidade, nenhum preconceito
Nara Leão uma vez se comparou a Lech Walesa. Continue lendo “Nara. Antenas de sensibilidade, nenhum preconceito”


