“Por que Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega não?” “Por que Margaret Thatcher pôde ficar 12 anos no poder, e (Hugo) Chávez não?” Continue lendo “Lula não tem noção do que é democracia”
Fernando Brant e um tempo melhor
Posso estar errado, é claro, mas tenho certeza, poderia até apostar, que pouca gente, mesmo entre os fãs de carteirinha de Milton Nascimento, se lembra de uma canção dele que tem estes belos versos:
“queria ver um filme de amor”
e
“me lembro de um tempo melhor“. Continue lendo “Fernando Brant e um tempo melhor”
O Picolé de Chuchu
Tetra governador do estado de São Paulo e líder absoluto para retornar ao Palácio dos Bandeirantes de acordo com o Datafolha – tem 26% das intenções de voto contra 17% do petista Fernando Haddad -, Geraldo Alckmin é a noiva da vez. Seu nome aparece nas listas de desejos do PSD, PSB e até do PT de Lula. Mas sua aposta pode ainda estar no tucanato: registrou-se para votar nas prévias de hoje que definem o candidato do PSDB à Presidência da República e, dependendo do resultado, desfaz as malas que já estavam prontas para deixar a legenda. Continue lendo “O Picolé de Chuchu”
Troca de Carinhos!
Na corrida para alcançar o pódio, seja lá como for, os políticos não se intimidam diante dos obstáculos e nem mesmo diante de xingamentos, desde que seus lugares ao sol estejam garantidos. Continue lendo “Troca de Carinhos!”
Motociata das Arábias
Ele pode não ter porrete para dar o golpe que gostaria de dar, mas tem maluquice de sobra sob o capacete para dar golpes de publicidade inesperados, para não dizer tresloucados. Eu nem acreditei quando vi o homem e sua escolta desfilando de motocicleta nas Arábias. Temos aí uma nova forma de fazer campanha eleitoral: se não é no asfalto ou dentro d’água, é nas areias do deserto. E não importa se é em Brasília, na Praia Grande ou em Dubai. Em qualquer lugar e a qualquer hora, é sempre hora de fazer alguma coisa muito ridícula para chamar a atenção. Continue lendo “Motociata das Arábias”
A malhação de Moro
Este observador, não profundo conhecedor dos meandros ardilosos da política, está perplexo com a malhação do judas promovida contra Sérgio Moro por articulistas da grande imprensa, como aconteceu nestes dias na Folha. O que me consta: Lula foi condenado, pelo episódio do triplex, por onze magistrados. O primeiro, Moro, na primeira instância. Continue lendo “A malhação de Moro”
Mala sem alça
Ele não está ouvindo direito. Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco não tem mais partido pra ele. Quem vai querer carregar uma mala sem alça? Se se contentasse com o Senado, poderia sair por qualquer partido da direita. Mas tem um DNA de broncossauro no núcleo de suas células, quer arrombar a porta do ônibus lotado com um pontapé, botar o motorista pra fora e sentar na cadeirinha. Ainda não entendeu que menino mimado e teimoso dorme sem sobremesa. Continue lendo “Mala sem alça”
O terceiro timoneiro
Ao alçar Xi Jinping à condição de “líder essencial” – status só concedido a Mao Tsé Tung e Deng Xiaoping -, o Partido Comunista da China volta a mergulhar nas águas profundas do culto à personalidade. Continue lendo “O terceiro timoneiro”
Sopa de letrinhas
Jair Bolsonaro se filiará ao PL de Valdemar Costa Neto, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no Mensalão do PT. Será seu nono partido desde 1988, quando se elegeu vereador do Rio de Janeiro pelo PDC. De lá para cá passou pelo PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL. Por essa última se elegeu presidente, mas também não esquentou a cadeira – ficou pouco mais de um ano. Sozinho, Bolsonaro personifica a barafunda do sistema partidário, no qual as siglas são apenas um punhado de letras sem qualquer significado, boa parte delas criada para dividir o generoso quinhão dos fundos partidário e eleitoral. Continue lendo “Sopa de letrinhas”
Sudoku!
Nesta tarde fria e chuvosa de primavera (primavera?) resolvi jogar Sudoku em vez de escrever o texto da semana.
Comecei pelo nível fácil e levei ou pouco mais de 5 minutos pra resolver. Me entusiasmei que nem o Paulo Guedes e parti logo para o nível Expert. Continue lendo “Sudoku!”
Adiós compañeros
Se tem um dia para esquecer foi terça-feira, 9/11/2021. O STJ caiu na armadilha dos defensores do indefensável 01 e o processo por peculato no seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro voltou à estaca zero. Há sério risco de tudo virar uma grande pizza fria por decurso de prazo. É só embromar um pouco mais. Continue lendo “Adiós compañeros”
Às favas os escrúpulos liberais
Quando assumiu o papel de czar da economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes tripudiou sobre todos seus antecessores desde a redemocratização. Segundo ele, o país teria experimentado mais de 30 anos de governos social-democratas, responsáveis, no seu entendimento, pelo baixo crescimento econômico. Sem deixar pedra sobre pedra, e desconhecendo qualquer contribuição dos governos anteriores, prometeu a recriação do Brasil por meio de um choque ultraliberal. Continue lendo “Às favas os escrúpulos liberais”
Sem militares não há ditadura
Toda e qualquer ditadura é militar. Não existe ditador civil, de esquerda ou de direita, sem apoio das forças armadas. Continue lendo “Sem militares não há ditadura”
Fim da farra
A primeira providência é dar nomes aos bois. RP9, reedição das emendas do relator extintas em 1993 depois do escândalo dos anões do orçamento, é moeda de troca do governo para obtenção de maioria parlamentar. Sem firulas, trata-se de uma espécie de mensalão oficial, do qual o presidente Jair Bolsonaro se tornou dependente. Uma corda de salvação do governo, lançada pelos ávidos líderes do Centrão, que se esgarçou na sexta-feira a partir da liminar suspensiva da ministra Rosa Weber, com imensas chances de se romper de vez na votação do pleno do STF, prevista para esta semana. Continue lendo “Fim da farra”
Um Convidado Bem Trapalhão!
Na comédia de Blake Edwards, Peter Sellers faz o papel de um ator indiano atrapalhado que destrói o set de filmagens e, por engano, acaba sendo convidado para uma grande festa na casa do produtor. Nem precisa dizer que lá criou uma série de confusões. Continue lendo “Um Convidado Bem Trapalhão!”



