É uma pena que tenham sido apenas três apresentações do show de Fafá de Belém no projeto Sala de Estar, do Sesc Pompéia. Quem viu, viu, quem não pôde não terá a oportunidade de ver – e é impressionante como Fafá tem uma legião de fãs absolutamente apaixonados. Continue lendo “Fafá, uma emoção”
Marina morena, faça o que te der na telha!
Ousei dizer que acho machista a letra de “Marina”, o grande clássico de Dorival Caymmi, e meio mundo caiu sobre minha cabeça. Continue lendo “Marina morena, faça o que te der na telha!”
Marina – não a neta, mas a canção
A letra de “Marina”, esse grande clássico da canção brasileira, é um horror.
Escrevo a frase e quase tremo por tê-la escrito. Como assim, apedrejar dessa maneira um Caymmi? Continue lendo “Marina – não a neta, mas a canção”
Vambora
Deu um branco, e eu não sabia de quem era a música. Continue lendo “Vambora”
Regina Dias corre o risco
Em seu primeiro show em Sampa, Regina Dias, cantora veterana, mais de 30 anos de carreira, correu o risco de misturar Michel Legrand com Bia Mestriner. Stevie Wonder com João Pernambuco e Marco Araújo. Kurt Weill, o parceiro de Bertold Brech, com a dupla Clarisse Grava-Felipe Radicetti. Continue lendo “Regina Dias corre o risco”
Onde Paul, Dylan e Sinatra se encontram
Paul Mc Cartney é uma espécie de Tchaikovsky da música pop: nem seus críticos mais implacáveis e enjoados, que atribuem todo o mérito da rebeldia dos Beatles nos anos 60 a John Lennon, negam a genialidade dele como melodista. Continue lendo “Onde Paul, Dylan e Sinatra se encontram”
Sir Paul: 1.000!
À minha direita tinha uma moça nascida cinco anos depois do fim dos Beatles. Quando Paul lançou Band on the Run, com sua segunda banda, em 1973, a mãe da moça e eu nos preparávamos para nos casarmos. À minha esquerda estava um casal que eu nunca tinha visto na vida, e com certeza jamais vou voltar a ver – um casal simpaticíssimo, aí na faixa dos 30 anos de idade. Continue lendo “Sir Paul: 1.000!”
Infra para ver Sir Paul: 0
A fila era imensa. Se bifurcava, se dividia em duas! Hordas de Gérsons, de brasileiros espertos, furavam a fila em vários lugares, em especial ali, na bifurcação, na esquina de Avenida Antártica com a Rua Padre Antônio Tomás – e não havia ninguém, absolutamente ninguém, para organizar a zorra. Continue lendo “Infra para ver Sir Paul: 0”
Emmylou conta a tragédia de Lillian
A história de Lillian, moça pobre do interiorzão bravo, daquele lugar de fim de mundo de terra vermelha, é triste a não mais poder. É uma daquelas histórias de gente que não teria saída nenhuma na vida mesmo – estava fadada a ser tragédia. Continue lendo “Emmylou conta a tragédia de Lillian”
Bibi Ferreira, que coisa extraordinária
Eu não estava psicologicamente preparado para ver o espetáculo que é Bibi Ferreira canta Sinatra.
É de uma beleza, de uma grandeza, de uma emoção acachapantes, violentas. Continue lendo “Bibi Ferreira, que coisa extraordinária”
Batendo na porta do céu
Bob Dylan e Paul Simon bateram na porta de Deus praticamente ao mesmo tempo. Uma diferença de dois anos – o primeiro numa canção de 1973, o segundo em 1975. Uma diferença mínima; quase nada, ainda mais agora, já tanta água passada sob a ponte. Continue lendo “Batendo na porta do céu”
O Brasil deveria conhecer Regina Dias
A música brasileira é tão esplendidamente rica, tão variada, tão povoada por criadores, intérpretes e instrumentistas magistrais, que muitas vezes grandes artistas, como, só para dar pouquíssimos exemplos, Sidney Miller, Walter Franco, Tavinho Moura, Renato Teixeira, Almir Satter, não são considerados do primeiro time. Ou, no mínimo, não são lembrados como deveriam. Continue lendo “O Brasil deveria conhecer Regina Dias”
A Chico o que é de Chico
Se Chico tivesse escrito na vida somente “Teresinha”, já seria um dos compositores mais geniais do mundo.
Fez algumas centenas de canções. Seguramente mais de uma centena delas são absolutamente geniais. A mais fraca de todas, se é que existe, é ótima. Continue lendo “A Chico o que é de Chico”
Mudanças
Há canções que fazem sucesso extraordinário, tocam no rádio e nos bares e na TV sem parar, grudam na cabeça das pessoas como chiclete – e daí a pouco somem, desaparecem, são esquecidas. E há canções que ficam. Continue lendo “Mudanças”
Duas canções, coincidências demais
O narrador da canção “Demais”, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, anda falando demais, bebendo demais, rindo demais, contando anedotas demais. Não larga o cigarro e dirige seu carro depressa demais. Continue lendo “Duas canções, coincidências demais”


