Pouco depois do choque diante da notícia, me ocorreu que Leonard Cohen estava com pressa de rever Marianne. Continue lendo “So long, Leonard.”
O músico que amava os instrumentos
O músico conversa com seus instrumentos, faz comentários sobre cada um deles. Cinco instrumentos, um a um – o violoncelo, a flauta, o contrabaixo, a percussão, o violão. Continue lendo “O músico que amava os instrumentos”
Robert Allen Zimmerman, o divisor de águas
Ali por 1965, havia entre muitos jovens americanos uma pergunta que era divisora de águas, continental divide: “Do you like Dylan?” Conforme a resposta, quem perguntava podia definir o tipo do interlocutor – se era cool, inteligente, bem informado, pra frente, ou se era conservador ou talvez simplesmente por fora. Continue lendo “Robert Allen Zimmerman, o divisor de águas”
Uma das melhores coisas da vida
Em 1972, meu quinto ano de São Paulo, eu já estava bem melhor de vida. Pude alugar o primeiro apartamento só para mim, depois de dividir quarto de pensionato e apartamentos com amigos. Tá certo que era na General Jardim esquina com Rio Branco, em plena Boca do Lixo – ainda não havia a Cracolândia –, mas era só meu, e pude comprar meu primeiro aparelho de som.
Dylan, Moustaki e a minha mulher
Meu amor, ela fala como o silêncio, / Sem ideais ou violência. / Não tem que dizer que é fiel / Embora seja verdadeira como o gelo, como o fogo. / As pessoas levam rosas, / Fazem promessas. / Meu amor, ela ri como as flores. / Presentes não conseguem comprá-la. Continue lendo “Dylan, Moustaki e a minha mulher”
O tempo, o senhor bonito, el implacable
Il n’y a pas, il n’y aura jamais de temps futur au verbe aimer. Chaque instant est toute une vie, demain est un autre aujourd’hui.
Não existe, e não existirá jamais, o tempo futuro do verbo amar. Cada instante é toda uma vida, amanhã é um outro ontem. Continue lendo “O tempo, o senhor bonito, el implacable”
Tocando em frente, devagar, com maestria
A parceria de Renato Teixeira e Almir Sater anda devagar, nunca teve pressa. Continue lendo “Tocando em frente, devagar, com maestria”
Enfim, o melhor de Renato Teixeira
A música brasileira é uma coisa tão absolutamente rica, multifacetada, diversificada, extraordinária, maravilhosa (sempre achei que é nosso absoluto melhor produto, nossa marca especial, nossa maior expertise), que às vezes, quando pensamos no que é o topo do topo, o primeiríssimo time, o AAA, nos esquecemos de Renato Teixeira. Continue lendo “Enfim, o melhor de Renato Teixeira”
O Rei está de bem com a vida
Nesta antevéspera de Natal em que quase todo mundo passou o dia falando de Chico, quero falar um pouquinho de Roberto. Continue lendo “O Rei está de bem com a vida”
Uma simples, delicada, suave canção de amor
Uma das músicas de Bob Dylan de que mais gosto, não canso nunca de ouvir, e ao contrário, tenho grande prazer a cada vez que ela surge no iPod durante uma caminhada, ou em casa mesmo, não é uma canção revolucionária, de protesto contra a injustiça social, a indústria armamentista, ou sobre o medo da bomba atômica, do apocalipse, do armagedon. Continue lendo “Uma simples, delicada, suave canção de amor”
Sir Elton no Rock in Rio, e uma certeza
Faz 30 anos que o Rock in Rio mexe comigo. Bem, isso é uma frase meio boba, porque faz 30 anos que o Rock in Rio mexe com o Brasil, não é? Continue lendo “Sir Elton no Rock in Rio, e uma certeza”
Os mais belos versos de John Lennon
A mais bela de todas as frases que John Lennon falou e/ou escreveu em sua curtíssima mas muito bem vivida vida não está em nenhuma música dos Beatles, nem em uma de suas milhões de entrevistas, nem no disco que tem “Imagine”, o hino à solidariedade de todos os seres humanos que lançou um ano após o fim da banda mais adorada da história. Continue lendo “Os mais belos versos de John Lennon”
Como um bêbado em um coral da meia-noite
Como um pássaro na gaiola, como um bêbado em um coral da meia-noite, eu tentei, do meu jeito, ser livre. Continue lendo “Como um bêbado em um coral da meia-noite”
Mais trevas
No ano de 1970, eu ainda morava em Paris, fugindo da ditadura no Brasil, quando conheci Elia Kazan, um dos maiores diretores do cinema americano no século XX. Uma noite, na casa do jornalista Michel Ciment (biógrafo de Kazan), o cineasta nos anunciou que havia sido convidado, por uma universidade de São Paulo, a passar uns dias na cidade exibindo seus filmes e dando palestras para os estudantes. Continue lendo “Mais trevas”
Que os anjos te recebam bem, Fernando
Era menino demais da conta quando a música que escreveu com o amigão Bituca foi a segunda colocada na final da parte brasileira do II FIC, Festival Internacional da Canção. Tinha só 20 anos quando o Maracanãzinho inteiro o aplaudiu e a Bituca, em setembro de 1967 – ele só faria 21 no mês seguinte. Continue lendo “Que os anjos te recebam bem, Fernando”









