no café, o menino:
pedi uma história de vida e você contou uma história de morte.
nada disso, mocinho. minha história é de vida. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 42”

Por Sérgio Vaz e Amigos
no café, o menino:
pedi uma história de vida e você contou uma história de morte.
nada disso, mocinho. minha história é de vida. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 42”
pai, leia uma história antes de nós dormirmos. uma história de vida.
uma história? vou então ler uma que eu traduzi do Esperanto.
como se chama?
O pássaro todo maravilha. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 41”
na manhã seguinte, durante o café:
vovô, o diabo existe?
existe. diabo é o nome da burrice humana. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 40”
percebi aos poucos que nenhum de nós conseguira dormir. de vez em quando alguém se mexia. meu pai era o mais discreto. finalmente, o menino:
estamos deitados, cada um no seu colchão. temo que o menino não durma logo porque hoje, ao contrário da tarde de ontem, quando ele ficou perambulando com os cães, hoje ele dormiu praticamente o dia inteiro. comeu em horas erradas e não falou absolutamente nada. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 38”
pai, qual é a música mais triste que você conhece?, perguntou-me meu filho. já estamos deitados nos nossos colchões. o dia foi pesado. meu pai não conseguiu esconder aqueles olhares em que eu comecei a perceber um tipo de censura muda. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 37”
meu filhinho como que está só em presença da morte. Isaías falou e Pedro repetiu, séculos depois:
toda a carne é erva
e todo o seu encanto é uma florzinha campestre; Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 36”
não gostaria de viver novamente aquela manhã. não podemos escolher: atendemos ao telefone e alguém nos dá a notícia; abrimos a porta e nos deparamos com a notícia; recebemos o telegrama ou a carta e ei-la, a notícia. a coroa do silêncio. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 35”
Capitalismo e Socialismo.
Primeiro movimento: nem alegre nem triste. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 34”
Kamala estragou alguns canteiros. meu pai nunca se impacientou.
os grandes fazem o mesmo. irracionais são o que são. vamos ensinando, talvez eu cerque este trecho do jardim pra você. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 33”
há um apavorante silêncio em torno de mim. sei bem que há sons me envolvendo mas não sou capaz de decifrá-los. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 32”
levantei-me com o sol alto. como foi que consegui dormir tanto? os colchões onde dormem meu pai e meu filho estão com os lençóis e os cobertores dobrados. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 31”
vovô, qual é a diferença entre as torres gêmeas e Hiroxima? Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 30”
a arte é uma forma de fantasia controlada. resolvo, como quero, cada detalhe e vou distribuindo as tarefas de meus personagens, sendo eu mesmo um deles. estou pensando estas coisas. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 29”
vovô!, quantas crianças?, onde?, com que bichos?, por quê?, e o que aconteceu com todas?