abro os olhos e vejo que meu pai tem papéis na mão. meus papéis! não tenho coragem para falar. sei que estou sonhando. e ele: Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 56”
A Espécie Humana. Capítulo 55
liguei a fita de Gounod. e sentei-me, colocando sobre as pernas um travesseiro onde deitei a cabeça de meu filho.
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Profissão, silêncio
Ele era magro tal um alfinete de cabeça e silencioso qual uma noite em Alcobaça. Quase nem fazia barulho para andar, como um gato. Sabia que, a todo barulho, corresponde o silêncio. Ficava com este lado da moeda. Continue lendo “Profissão, silêncio”
A Espécie Humana. Capítulo 54
coloquei o menino sobre as almofadas do grande banco de cimento e o cobri. sentei meu pai no canto e fiz com que se cobrisse com seu enorme casaco preto. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 54”
A Espécie Humana. Capítulo 53
aos poucos, aquietamo-nos. ele separou-se e me olhou como olharia um pai saído da lenda. eu sorri e falei:
paz, paz, Mercutio, paz.
você fala sobre o nada! Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 53”
A Espécie Humana. Capítulo 52
vocês sabem que hoje é o dia em que o ano velho se vai embora. e ele quer festa. festa! depois, pra ele, coitadinho, só o grande silêncio e a saudade. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 52”
A Espécie Humana. Capítulo 51
estamos chegando. passamos a ponte e eu dobro à esquerda. ao virar para entrar na nossa estradinha…
pai, pai! veja! está tudo aceso! Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 51”
A Espécie Humana. Capítulo 50
um abraço e um beijo.
foi tudo bem?, filho. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 50”
A Espécie Humana. Capítulo 49
estive de pé, um tempo, assombrado. minha cabeça delira. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 49”
A Espécie Humana. Capítulo 48
chamei-a de Morte mas acho que me enganei quando a desenhei. é a Vida. seus véus voam de leve e a coroa tem um brilho de lua. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 48”
A Espécie Humana. Capítulo 47
meio que durmo, meio que devaneio… não sei se tenho febre, mas tremo por um nada. ando de cá para lá, quarto, sala, cozinha, banheiro, quero sair à rua mas trocar-se é tão demorado e eu acabo comendo uma fruta ou um pão com leite se sair à noite comerei algo, não, não sairei à noite. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 47”
A Espécie Humana. Capítulo 46
me escondo na toca mais escura,
cavo meus túneis protetores,
abro janelas camufladas Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 46”
A Espécie Humana. Capítulo 45
eis-me aqui, no apartamento. o menino ficou em São Paulo e eu voltei. após uma limpeza, coloquei o mínimo necessário: um colchão no chão, um chuveiro e uma tábua sobre três tijolos. sobre a tábua coloquei vasos com plantas. no chão da sala ainda uma peneira grande cheia de frutas. na cozinha foi deixado um fogãozinho de duas bocas, que funciona. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 45”
A Espécie Humana. Capítulo 44
mexemo-nos na cama. o menino já deve ter dormido. num momento, meu pai rompe com o silêncio. Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 44”
A Espécie Humana. Capítulo 43
à noite, deitados, pergunto a meu pai:
que música pra hoje?, pai. mas o menino é mais rápido:
pai, ponha uma música… que não seja clássica.
posso escolher? Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 43”
