A hora mais escura do Afeganistão

Não houve em Cabul cenas como as de Saigon de 1975, com americanos pendurados em helicóptero que decolava do terraço da embaixada americana. Mas houve uma mais trágica: afegãos, em desespero, pendurados em um supercargueiro em plena decolagem e despencando do avião para se estatelar na pista. Continue lendo “A hora mais escura do Afeganistão”

O advogado do presidente

Primeiro foram as notas de repúdio, que, mesmo duras, pouca serventia tiveram. Demorou, mas a reação à fera que se diverte em ser indomável e destruir tudo o que vê pela frente, sejam pessoas ou instituições, veio. O STF decidiu agir, o TSE idem, o Senado e a Câmara, mesmo que tardiamente, também. Só a chefia da PGR, na contramão de muitos dos procuradores, fingiu que nada tinha a ver com isso. Continue lendo “O advogado do presidente”

Impeachment é pouco. Tem que prender

Que Jair Bolsonaro mente, falseia, engana, isso é plenamente sabido. Disso até as emas do Palácio da Alvorada – pobres emas! – estão cansadas de saber. Mesmo assim, as duas revelações que vieram a público nesta sexta-feira são chocantes. Demonstram, da forma mais cabal possível, que o presidente da República não é apenas um mentiroso contumaz: é um criminoso. Continue lendo “Impeachment é pouco. Tem que prender”

Patetadas!

Numa tentativa de intimidar os deputados no dia em que iriam votar a PEC do voto impresso, seu sonho de consumo, Jair Bolsonaro resolveu passar um micão e promover um desfile de tanques de guerra para fazer fumaça. Nesse caso, literalmente. Pelo menos um dos veículos soltou muita fumaça escura, o que gerou um monte de comentários e de memes por parte dos internautas. Continue lendo “Patetadas!”

O dia da vergonha – e da derrota

 

“No dia em que o presidente Jair Bolsonaro promoveu uma das cenas mais ridículas da História do Brasil pelo menos desde a redemocratização, com um anacrônico e acabrunhado desfile de sucatas militares sobre o Eixo Monumental, em Brasília, o Congresso lhe deu duas respostas de que não aceitará mais essas manobras antidemocráticas.” Continue lendo “O dia da vergonha – e da derrota”

Do bico de pena ao voto eletrônico

O Brasil percorreu uma longa trajetória até contar com um sistema de votação que hoje é referência mundial e plenamente confiável. Com o advento da República, ficou para trás o voto censitário do Império. Até então só tinha direito ao voto quem comprovasse determinada condição financeira. A Constituição de 1891 assegurou o voto universal masculino, estendido a maiores de 21 anos, excluindo-se analfabetos e mulheres, ou seja, a maioria dos brasileiros. Continue lendo “Do bico de pena ao voto eletrônico”

Divagações sobre as tentações do poder

Nesta vida, a pessoa precisa se preparar para o longo prazo. Especialmente se tiver um cargo de destaque, como o de presidente da República. Veja o Evo Morales, na Bolívia. Venceu as eleições, fez um bom governo, foi reeleito. Muito justo. No entanto… terminado o segundo mandato, forçou a barra e conseguiu um terceiro, não previsto em lei. Acabou renunciando, para não ser apeado do cargo. Justíssimo. Continue lendo “Divagações sobre as tentações do poder”

O dedo de Lira

Obsessão deletéria do presidente Jair Bolsonaro para semear dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral, justificar e incitar os seus fiéis diante de sua provável derrota em 2022, o voto impresso teve seu pré-sepultamento anunciado na sexta-feira pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL). Por sua vez, no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) tratou de jogar uma pá de cal em outra bizarrice: as danosas mudanças no sistema eleitoral. Duas excelentes notícias resultantes de cálculo político após forte pressão. Continue lendo “O dedo de Lira”

Impeachment, urgente

“Jair Messias Bolsonaro é um presidente contra a Constituição. Comete desvarios em série na sua fuga rumo à tirania e precisa ser parado pela lei que despreza.” Por isso, “a deliberação sobre os pedidos de impeachment torna-se urgente”. Continue lendo “Impeachment, urgente”

O Plano Cohen de Bolsonaro

Governantes de índole totalitária não mentem de maneira desavisada ou inocente. Há sempre um objetivo por trás de suas falácias. Em 1933 o Reichtag (parlamento alemão) foi incendiado por um jovem holandês. Adolf Hitler acusou os comunistas, que nada tinham a ver com a história, e aproveitou o episódio para adquirir poderes absolutos. Um ano depois Josef Stalin usou o assassinato de Serguei Kirov, também um ato isolado, para dar início ao Grande Terror e à farsa dos processos de Moscou. Continue lendo “O Plano Cohen de Bolsonaro”