Hoje em dia não existe mais o risco de tirarem a escada e o pintor ficar com a broxa na mão. Pelo menos em termos literais. Estou vendo no meu prédio, nestes dias. Os pintores sentam-se no que poderia se chamar andaime móvel, seguro por cordas, e vêm descendo, pintando, andar por andar. Vinte e três andares. Continue lendo “Com a broxa na mão”
Turismo na Estação Espacial
Em busca de assunto ameno, assim que iniciamos os trabalhos à frente de uma bebidinha e uns tira-gostos, começo a falar do turismo na Estação Espacial Internacional, que a Nasa programa para 2020. Continue lendo “Turismo na Estação Espacial”
Por que não um mórmon no STF?
Pela fala de Bolsonaro, o próximo candidato à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal terá que ter um novo atributo. Acima dessas obviedades de currículo, passado ilibado, qualidades pessoais, estará a religião que professa. A nota de corte, por assim dizer, é se o elemento é ou não evangélico. Se não for, estará fora. Continue lendo “Por que não um mórmon no STF?”
O termômetro
Fico um tanto irritado com os dias de hoje, em que nada mais é natural. Até há pouco, havia um termômetro no alpendre. Quando o filete de mercúrio descia, nos começos de madrugada, nos preparávamos para o frio. Continue lendo “O termômetro”
Nem o construtor suporta o Minhocão
O Estadão deste sábado, 18, abriu uma arte em seis colunas na primeira página sobre o Elevado João Goulart, ex-Elevado Costa e Silva, o Minhocão. A reportagem é sobre a tentativa de se produzir um fenômeno que vem sendo tentado ao longo dos anos. Transformar o elevado em uma aprazível passarela de lazer. Continue lendo “Nem o construtor suporta o Minhocão”
O homem com a muleta
Ao colocar o pé no terceiro degrau da escada, saindo da portaria do meu prédio, vi o homem. Estava do outro lado da rua, inerte; parecia ter estado assim havia semanas. No entanto, mal toquei a calçada, fez um gesto. Apanhou uma bengala, largada na mureta da casa em frente, e pôs-se a caminhar. Continue lendo “O homem com a muleta”
Se Rembrandt fosse brasileiro
Sob um céu crepuscular, o menino deitado às margens do Reno vê as pás do moinho refletidas na água. Súbito, é tomado de intensa emoção, pois parece enxergar naquelas pás a cruz de Cristo. As sombras, as cores, cambiam com o avançar dos minutos, e isso agora o atordoa. Continue lendo “Se Rembrandt fosse brasileiro”
Onde ele está com a cabeça?
Concluí recentemente que comprar em feiras-livres é arriscado. Isso de compre um jiló e leve três. E, de quebra, um abacaxi. E se for mercadoria ruim? Em política pode ser ainda pior. Compre um Bolsonaro e leve quatro. E ganhe um Olavo de Carvalho. Continue lendo “Onde ele está com a cabeça?”
Bolsonaro precisa de várias assessorias de imprensa
Bolsonaro tem que entender que só está no comando do navio, não é o dono dele. (Me veio um arrepio, lembrei do Titanic.) E precisa urgentemente melhorar sua comunicação com a Imprensa, o que significa com a população. Não é só falar com a turma pelas redes sociais. Continue lendo “Bolsonaro precisa de várias assessorias de imprensa”
Um choro – e lá se vão R$ 32 milhões
Um certo Chorão causou prejuízo de R$ 32 bilhões à Petrobrás. Não que fosse sua intenção fazê-lo. No ano passado, anunciando-se como motorista particular, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, por Goiás – mas não levou. Hoje, tem como principal prerrogativa ser um dos líderes dos caminhoneiros. Continue lendo “Um choro – e lá se vão R$ 32 milhões”
Vem aí o Lulllapallocci
Um novo espetáculo para embalar fãs empolgados poderá agitar novamente o Autódromo de Interlagos. No mesmo espaço do recém terminado Lollapalooza, surgirá o… Lullapallocci. Isto é, Lulapalocci. Como, se o ex-ministro não poupou o ex-presidente em seus depoimentos à Justiça? Continue lendo “Vem aí o Lulllapallocci”
Matou o expediente e foi ao cinema
Aquele matou a família e foi ao cinema. Este fez pior. Matou o expediente de presidente da República e foi ao cinema! Em plena terça-feira! Deixou na mão os interesses de 210 milhões de brasileiros. Continue lendo “Matou o expediente e foi ao cinema”
Chegou a Brigada de Combate a Incêndios
Já que o porta-voz porta muito pouco a voz de Bolsonaro, e ele continua a falar pelos cotovelos (ou pelo intestino), alguém no Palácio teve uma boa ideia. Por que o presidente não lê as suas falas, escritas por um competente ghost writer? Continue lendo “Chegou a Brigada de Combate a Incêndios”
Quando as imagens vinham em palavras
“Atenção, atenção! Aqui fala o seu Repórter Esso, testemunha ocular da História”. Era 28 de agosto de 1941. O locutor Romeu Fernandes fazia a primeira transmissão do programa da Rádio Nacional do Rio: a aviação alemã havia atacado a Normandia, na França. Continue lendo “Quando as imagens vinham em palavras”
O político no divã
No divã:
Doutor, nunca, em tantos anos na política, imaginei viver uma situação como a que me traz aqui. Já estou no quinto mandato, tive tudo o que o cargo oferece… vou ser sincero, doutor, muito, muito mais do que esperava. Mais do que o senhor e o Ministério Público poderiam imaginar. Continue lendo “O político no divã”


