Bolsonaro precisa de várias assessorias de imprensa

Bolsonaro tem que entender que só está no comando do navio, não é o dono dele. (Me veio um arrepio, lembrei do Titanic.) E precisa urgentemente melhorar sua comunicação com a Imprensa, o que significa com a população. Não é só falar com a turma pelas redes sociais.

No intuito de colaborar, apresento sugestões. A principal é que ele tenha várias assessorias de Imprensa. A mais importante é a de Catástrofes e Hecatombes. A primeira situação é para quando ele implode acertos importantes, como fez recentemente com a questão da reforma da Previdência, dando uma cotovelada no estômago do Rodrigo Maia.

A segunda é para situações-limite, como a ligação para o presidente da Petrobrás, para suprimir o reajuste do diesel, o que causou aqueles trinta e dois bi de prejuízo. O nome hecatombe, convenhamos, calha muito bem.

Outra providência é trocar o porta-voz por uma porta corta-fogo. Em vez da fala burocrática do general Rêgo (que afinal está cumprindo seu papel), em casos especialmente incendiários a porta seria acionada, e, protegidos por ela, bombeiros entrariam em ação. Falo de políticos hábeis, que tratariam de debelar as chamas.

Por fim, surgiria a assessoria Maria Antonieta, para a ocasião em que o presidente joga brioches para os ricos, como o passaporte para o bispo Macedo.

Nota – Falava-se, em outros tempos, de um jornal do País que tinha uma editoria de Catástrofes e Hecatombes. Mas não lembro o nome.

Abril de 2019

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