Houve um tempo, ali pela primeira metade dos anos 1970, o Brasil mergulhado no pior momento da ditadura militar, a Argentina ainda em um de seus períodos democráticos pré novo golpe de 1976, em que Astor Piazzolla parecia arroz de festa aqui. Houve um mês em que vi Astor Piazzola no Teatro Municipal e no Bosque da Biologia da USP. Continue lendo “Saudade de Piazzolla, do Brasil…”
Vó nos tempos de pandemia
Até cerca de dois anos atrás, quando Lulu frequentava a escola normalmente, eu e a mãe dela, minha filha, ficávamos inventando coisas para que ela não ficasse entediada em casa. Continue lendo “Vó nos tempos de pandemia”
Uma arma apontada para minha cara
A solidão e os eternos amantes
É fascinante que Georges Moustaki tenha escrito uma canção chamada “Ma Solitude” e Barbara, uma canção chamada “La Solitude”.
E é fascinante que tenham os dois cantado a solidão como se ela fosse uma presença forte, grudenta, pegajosa. Como se fosse uma companheira, uma amante. Continue lendo “A solidão e os eternos amantes”
“Nunca pensei que pudesse ficar tão velho”
A melodia é lenta, bem lenta, triste. Os versos, é claro, ficam mais belos – e mais doídos – no original: “I never thought I’d get this old, dear / Never had a reason to live so long”. Continue lendo ““Nunca pensei que pudesse ficar tão velho””
Chove aqui dentro
Ouvíamos música na sala enquanto chovia no escritório, no quarto da Marina e nosso quarto. Continue lendo “Chove aqui dentro”
Um problema que os outros não têm
No dia em que completávamos 2 meses inteiros de quarentena, o exato dia em que caiu o segundo ministro da Saúde do Brasil em meio à pandemia, um dia depois que Carlos Alberto Sardenberg escreveu em O Globo que o Brasil tem – além da crise sanitária e da crise econômica – um problema que nenhum outro país do mundo tem, que se chama Bolsonaro, choveu dentro do meu apartamento. Continue lendo “Um problema que os outros não têm”
A pale blue dot
A fotografia da Terra tirada do ponto mais distante dela está fazendo 30 anos. Continue lendo “A pale blue dot”
Sons do Natal
E então é Natal, como nos lembra Simone, essa mulher que chega aos 70 anos belíssima como o pôr-do-sol visto do Porto da Barra da cidade em que nasceu. Quando John Lennon canta exatamente a mesma frase, and so this is Christmas, ninguém enche o saco – ela reclamou, com carradas de razão. Já se é ela, todo mundo chia. Continue lendo “Sons do Natal”
Vão sumir
Pertinho da minha casa há uma ruazinha especialmente charmosa, bonita, gracinha. Tem uma única quadra, e é planinha, planinha, o que é uma absoluta raridade neste meu bairro, construído em cima de morros altos – Perdizes tem mais ruas íngremes do que San Francisco, só que sem a vista da baía. Deveria figurar no Guinness. Continue lendo “Vão sumir”
Antônimos, opostos, antípodas
Gosto de antônimos, de palavras antípodas, de jogos de palavras que são o contrário de sinônimos. Continue lendo “Antônimos, opostos, antípodas”
A menudo los hijos se nos parecen
Está aí o post, não precisa mais nada. O post são essas fotos, essas duplas de fotos, esses combos.
Parecido com o que disse a Vera no post logo abaixo deste aqui: não precisa de texto.
Disco-voador na Benedito Calixto
Na Praça Benedito Calixto, onde ficava, no subsolo de uma loja, o pequenino teatro Lira Paulistana – o palco do que veio a ser conhecido como a Vanguarda Paulista, onde surgiram para o Brasil o grupo Rumo, o Premeditando o Breque que iria virar Premê, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé, o Paranga, Passoca – deve ter pousado um disco-voador. Continue lendo “Disco-voador na Benedito Calixto”
Parque, o Minhocão já é. Quando tiver dinheiro, é derrubar
Aos 69 anos bem vividos, bem fumados e bem bebidos, participei pela primeira vez de uma prova de 5 quilômetros, uma Track & Field Run Series. A saída e a chegada eram no Memorial da América Latina, e praticamente todos os 5 quilômetros eram no Minhocão – desde o Largo Padre Péricles, em Perdizes, até a altura da Marquês de Itu, já em Santa Cecília, junto do Centro. Ida e volta.
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O menos ruim é não fazer nada com o Minhocão
Se eu pudesse fazer um pedido, uma sugestão ao prefeito Bruno Covas, seria assim: – “Pô, Bruno, desista dessa idéia de Parque Minhocão, vai. Pense melhor. Se você anunciar que abandonou a idéia, que vai encaminhar para que sejam feitos mais estudos, pesquisas, tenho a certeza de que esse será um grande legado para a cidade.” Continue lendo “O menos ruim é não fazer nada com o Minhocão”














