Ou Faça-me Seu, em português, é o nome do programa de combate às doenças sexualmente transmissíveis adotado pelo governo da Argentina.
Quando morre um imortal
Quando morre um imortal, os mortais pensam na morte ou dela fogem como o diabo da cruz. Já fugi dela, mas com as mortes de familiares, amigos e amigas se sucedendo sem fim, desde a minha infância e juventude, acabei com ela me acostumando. De modo que tenho alguma coisa a pensar e dizer, após tantas aparições. Continue lendo “Quando morre um imortal”
O desafio da pacificação
Há sempre boa vontade com presidentes, quando tomam posse. Não poderia ser diferente com os discursos de Lula no Congresso e no parlatório do Palácio do Planalto. Ainda mais quando o novo presidente assume o posto após quatro anos de conflitos frequentes de Jair Bolsonaro com instituições. Saudável que suas palavras e os gestos tenham despertado sentimentos de esperança quanto à nova fase a ser vivida pelo país. Continue lendo “O desafio da pacificação”
Começou
Ano novo, vida nova! Mais um início, chances de dias melhores. Para além da embriaguez de otimismo e esperança – vícios danados e deliciosos que não nos largam -, me pego a comemorar não o futuro, mas o passado recente: o fim do governo Bolsonaro. Uma sensação de alívio, mesmo momentânea, visto que não será nada fácil dar tratos à bola quando tantos ainda insistem na planura da Terra.
É nessa arena que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de mostrar o seu melhor jogo, colocando a frente ampla em campo, mesmo a contragosto de muitos dos seus.
Acabou
O Capitão das Trevas sai de cena do jeito que sempre foi: grosseiro, tosco, sem um pingo de educação, de respeito às instituições e às pessoas.
Em seu primeiro pronunciamento após os dois meses de silêncio, falou como sempre falou: de maneira confusa, sem clareza, sem limpidez. Mas o recado que tentou passar para seu gado poderia ser resumido em algo assim:
– Eu bem que tentei dar o golpe, mas, pô, não tive a ajuda que eu esperava. Aí não deu, então desculpa aí qualquer coisa, talkey?
Um monstro. Um rato. Um verme.
Riocentro às avessas
Quiseram repetir o Riocentro e se deram mal. Em 30 de abril de 1981 a bomba explodiu no colo de um dos dois militares à paisana que estavam dentro de um Puma estacionado em frente ao centro de convenções no Rio de Janeiro. O que estava manuseando a bomba morreu despedaçado na hora e o outro, que estava na direção, foi levado em estado gravíssimo para o hospital. Continue lendo “Riocentro às avessas”
Vocacionados para a política
Em janeiro de 1919 Max Weber, um dos três autores fundamentais da sociologia, ao lado de Émile Durkheim e Karl Marx, proferiu para estudantes da Universidade de Munique a conferência intitulada “A política como vocação”. Um ano depois seu texto foi publicado, tornando-se um marco do pensamento sociológico moderno. Weber classificou os políticos em dois tipos: os que viviam da política e os que viviam para a política. Continue lendo “Vocacionados para a política”
Com o pé esquerdo
Boa parte das pessoas se sente envergonhada ou no mínimo constrangida quando não faz o que diz, descumprindo promessas ou compromissos firmados. Na política, a regra é o inverso. Contam-se nos dedos aqueles que honram a palavra empenhada – mão que não inclui nem o presidente da República que sai nem o que entra na próxima semana. Jair Bolsonaro encerra seu período no sentido avesso ao prometido, estimulando ações golpistas e sem impor a propagandeada agenda liberal, e Luiz Inácio Lula da Silva provoca desconfianças antes mesmo de assumir. Continue lendo “Com o pé esquerdo”
Acabou, Acabou, Acabou!
Acabou a Copa do Mundo. Acabou o mandato do Coiso. Acabou a paciência com as velhas raposas que infestam o Congresso. Acabou o ano.
Estertores
Com o abandono do emprego no Palácio do Planalto, a recaída da depressão pós-parto das urnas eletrônicas e a total falta de coragem de dizer à sua manada que deixe os quartéis em paz, porque não vai ter golpe, o presidente ora em processo de despejo demonstra de forma dramática o que espera para o pós-Réveillon. Continue lendo “Estertores”
Camilo ministro
Governadora do Ceará em fim de mandato, Izolda Cela tinha todas as credenciais para ser ministra de Educação. Seu nome está ligado às reformas educacionais do Ceará, responsáveis por levar o ensino fundamental do Estado a dar um salto no ranking nacional. Hoje 87 das 100 escolas do ensino fundamental com melhor desempenho são cearenses. Continue lendo “Camilo ministro”
Fétidos poderes
As relações entre os poderes Executivo e Legislativo costumam ser pouco ou quase nada republicanas. Não raro, mal cheirosas. Por aqui, o toma lá dá cá começou ainda no Império e funciona a todo vapor desde a Velha República. O tempo passou, o mundo mudou, e as moedas continuam as mesmas: farta distribuição de cargos e de dinheiro público. É esse binômio podre e o poder que ele confere aos seus operadores que estão por trás de toda a celeuma envolvendo o acintoso orçamento secreto, a PEC da Transição, as mudanças na Lei das Estatais e a formação do novo governo. Continue lendo “Fétidos poderes”
Diminutivo só no nome
Carlinhos, no diminutivo, assim é que era chamado o grande Carlos Brickmann, o domador de palavras. Brincava com elas em textos brilhantes, assim como brincava com a vida. Continue lendo “Diminutivo só no nome”
Parte 2 – A Emancipação
A era da Caloi 10. Cabe uma breve explicação: Nesse momento eu tinha em torno de 13 ou 14 anos e o surgimento dessa bicicleta de 10 marchas foi uma quebra de paradigmas que só se compara à queima dos sutiãs nos anos 60. Continue lendo “Parte 2 – A Emancipação”
O Brasil devastado (2)
“A impressão que se tinha é de que não havia gestão e que tudo era decidido aleatoriamente.”
“Os dados dão a entender que o governo Bolsonaro aconteceu na Idade da Pedra, em que não havia palavras ou números.” Continue lendo “O Brasil devastado (2)”
