Olho gordo

Tema único na agenda, na cabeça e no discurso da presidente Dilma Rousseff, o impeachment tem acentuado o distúrbio bipolar que desde sempre acomete o seu governo. Nesta última semana, os altos e baixos que até pouco tempo a psiquiatria classificava como maníaco-depressivos oscilaram com velocidade estonteante. Como espasmos, Dilma, Lula e os seus cantaram vitórias e amargaram derrotas sucessivas. E não conseguiram debelar os surtos. Continue lendo “Olho gordo”

Há as mentiras, os slogans. E há os argumentos

Dilma Rousseff e os que ainda a defendem repetem palavras de ordem, slogans, cânticos, mantras. Não vai ter golpe, não vai ter golpe, não vai ter golpe. Acostumaram-se a crer na velha máxima: se uma mentira for repetida à exaustão, as pessoas passam a acreditar que é verdade. Continue lendo “Há as mentiras, os slogans. E há os argumentos”

Vivandeiras e provocadores

Em momento tão conturbado da vida política nacional é importante registrar um fato: a crise, ao menos por enquanto, passa ao largo dos quartéis. É irrelevante aqui discutir se isto acontece porque os militares já não têm a mesma força política de 1964, ou porque a comunidade internacional e os brasileiros não aceitam mais soluções fora do escopo do Estado de Direito Democrático. Continue lendo “Vivandeiras e provocadores”

Democracia não tem cor

Intolerância, baixaria de todos os lados, muito fígado e nenhum cérebro. Assim tem sido o cotidiano da crise. Um clima de litígio aguçado cotidianamente na sede do Poder Executivo da República. Ali, a presidente Dilma Rousseff promove comícios travestidos de cerimônias oficiais em que a plateia – e ela própria – aplaude a incitação ao ódio, embora finja pregar o diálogo. Continue lendo “Democracia não tem cor”

Lei & Ordem

Os fatos acontecem à velocidade de um raio e dissipam ilusões quanto à capacidade da presidente Dilma Rousseff construir um mínimo de apoio no Parlamento para barrar o processo de impeachment. Continue lendo “Lei & Ordem”

Matar ou morrer

Absolutamente ilhado e sentindo cada vez mais a falta de oxigênio, o governo Dilma Rousseff decidiu ir à guerra. Ou como disse um assessor presidencial: “agora é matar ou morrer”. Dada a ordem, o Palácio do Planalto passou a viver o seu faroeste, muito embora a turma que lá habite esteja mais para Frank Miller (Ian MacDonald) do que para o xerife Will Kane (Gary Cooper), personagens do genial filme de Fred Zinnemann. Continue lendo “Matar ou morrer”

Pele de cordeiro

Luiz Inácio Lula da Silva tem caras, modos e personas variáveis. Traveste-se de acordo com a conveniência. Transita entre a divindade e o desvalido, entre a vítima e o general da tropa. Semeia guerra e ódio e encarna a versão paz e amor quando as circunstâncias o deixam sem saída.  Ruge como leão e rasteja como jararaca. Mas, por mais que tente, sempre que se veste de cordeiro o lobo escapa. Continue lendo “Pele de cordeiro”