Em julho, comemoram-se cem anos de nascimento do criador de um trem que não existiu. Embora tenha existido… Falamos de João Rubinato, nascido em Valinhos, em 1910, de família pobre. É ele o autor do grande sucesso do repertório nacional “Trem das Onze”. Embora, na verdade, o autor seja Adoniran Barbosa, morto em São Paulo, em 1982. Continue lendo “O trem que não existiu, mas existiu”
Uma canção de Chico, outra também
Há alguns meses – setembro, outubro – um e-mail de Leonel Prata me contava que ele estava trabalhando na edição de um livro sobre a obra do Chico. O Buarque, é bom que se esclareça. Afinal, convivemos com Chicos e mais Chicos, todos merecidamente conhecidos. Continue lendo “Uma canção de Chico, outra também”
Os dois irmãos
De vez em quando, aqui e ali, perguntam a um escritor quando e como ele costuma escrever.
Cedinho, mal rompe a manhã? De madrugada, o mundo inteiro dormindo? Continue lendo “Os dois irmãos”
Dylan e Joan Baez cantam na Casa Branca as músicas que mudaram os EUA
Bob Dylan e Joan Baez, e mais diversos grandes nomes da música americana, vários deles ligados diretamente à luta pelos direitos civis que resultou no banimento das leis segregacionistas que estiveram em vigor em vários Estados do Sul até meados dos anos 60, reuniram-se na Casa Branca, e cantaram as canções que ajudaram a mudar os Estados Unidos. Continue lendo “Dylan e Joan Baez cantam na Casa Branca as músicas que mudaram os EUA”
A garotinha Joni Mitchell encontra o grande Johnny Cash
Deve ter sido em 1968, ou 1969, talvez até um pouco antes disso: uma Joni Mitchell novinha, mas novinha de tudo, dentuça como uma adolescente, senta-se ao lado do já veterano, respeitado, adorado, mas ainda jovem Johnny Cash – ele devia estar com uns 36, 37, e ela, com uns 25. Continue lendo “A garotinha Joni Mitchell encontra o grande Johnny Cash”
O mistério de Villa-Lobos
No dia 17 de novembro passado, fez 50 anos que Heitor Villa-Lobos morreu. Tido como o maior compositor brasileiro de todos os tempos, muito já foi escrito sobre ele, até um filme contando sua saga resvalou pelas telas. Porém, por incrível que pareça, a maior parte das mais de 1.000 obras que deixou permanece desconhecida para muita gente, com efeitos mais danosos para seus cultores, naturalmente. Continue lendo “O mistério de Villa-Lobos”
Dylan Volume 4 – Um gênio que não pára
Bob Dylan não cabe num texto só. Vou publicar quatro.
Quando Dylan fez 40 anos, em 1981, fiz um longo texto sobre ele para o Jornal da Tarde. Foi o resultado de uma grande, exaustiva, cuidadosa pesquisa. Continue lendo “Dylan Volume 4 – Um gênio que não pára”
O Doutor do Baião
Na sala escura, imagens e sons da mais pura música popular brasileira. Fico pensando em como nossa memória cultural mais esquece do que lembra. Na tela assisto à biografia de um importante compositor e letrista que, ao lado de Luiz Gonzaga, fez dançar e cantar a nossa gente. Continue lendo “O Doutor do Baião”
Eu vi “Disparada” tomar forma (e outras histórias dos festivais)
Em 1966, a cantora Maria Odette defendeu a música “Boa Palavra”, de Caetano Veloso, no II Festival do Música Popular Brasileira da TV Excelsior, e ficou com o quinto lugar. Caetano era ainda um jovem baiano que não se arriscava a subir no palco para cantar. Hoje canta e fala… até demais! Continue lendo “Eu vi “Disparada” tomar forma (e outras histórias dos festivais)”
Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB
A Rede Globo está prestando um serviço inestimável à cultura brasileira. A minissérie Dalva e Herivelto, Uma Canção de Amor, pelo que mostrou nos dois primeiros episódios (exibidos nos dias 4 e 5 de janeiro), é um monumento. Continue lendo “Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB”
O filho de Dona Diva
Não sabia da Dona Diva, mas acompanho com atenção, há muito tempo, o filho dela. Erasmo Carlos é uma unanimidade para quem o conhece, mesmo de longe. Continue lendo “O filho de Dona Diva”
O fim do Fino
José Ferreira da Silva era um fotógrafo magro como um palito; não sei como carregava aquele equipamento pesado da época. Foi ao lado dele que eu, repórter da revista inTerValo, bati à porta do apartamento de Elis Regina no dia 20 de junho de 1967, logo após saber que o programa O Fino da Bossa havia acabado na véspera, havia sido tirado do ar, havia deixado de existir. Continue lendo “O fim do Fino”
Recordações de uma final de festival
Eu sei que estava nos bastidores do Teatro Paramount (hoje Teatro Abril, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, em São Paulo) e corria o ano da graça de 1967. Não me perguntem, por favor, qual era o mês (fazia frio) e muito menos o dia. Na verdade, eu tinha tenros 20 anos de idade e era repórter de uma revista chamada inTerValo, da Editora Abril, a única no país sobre televisão. Continue lendo “Recordações de uma final de festival”
Grande Rei Roberto
Roberto Carlos é demais. É um fenômeno absolutamente extraordinário. Não há nenhum outro como ele. Ao longo do show de Roberto no Maracanã, fiz mil comentários com Mary, atrapalhando que ela visse e ouvisse Roberto. Continue lendo “Grande Rei Roberto”
Porto Alegre, uma fascinante cidade onde não vale o que está escrito
Em Porto Alegre, ao contrário de no Brasil do jogo do bicho, não vale o que está escrito. E a maior atração da cidade é – como dizem a respeito da macheza da gente daquele estranho país ao Sul de Santa Catarina – uma ficção. Ou, no mínimo, uma gigantesca dúvida. Continue lendo “Porto Alegre, uma fascinante cidade onde não vale o que está escrito”
