Durante a Segunda Guerra, os grandes astros de Hollywood dos anos 30 e 40 costumavam visitar as bases americanas espalhadas pelo mundo. Chegavam discretamente em vôos especiais das Forças Armadas americanas, faziam o que tinham que fazer e, discretamente, iam embora. Segundo a crença geral, o moral dos soldados crescia com a simples aparição dos artistas. Continue lendo “O dia em que Lana Turner se apaixonou por um piloto brasileiro”
As águas rolaram
Num concurso para ver quem bebia mais cachaça e não caísse, o meu querido amigo era um David diante de um Golias. Um gringo pra lá de forte, musculoso, largo e alto era seu adversário. Uma potência em deglutir destilados. Continue lendo “As águas rolaram”
Kits: da tesoura à camisinha
Esta semana lembrei do Código de Trânsito Brasileiro, sancionado pelo Fernando Henrique Cardoso em fins da década de 1990. O presidente vetou inúmeros penduricalhos e exigências plantados por lobbies. Mas ficou um, inesquecível: o kit de primeiros socorros. Continue lendo “Kits: da tesoura à camisinha”
Os dois irmãos
De vez em quando, aqui e ali, perguntam a um escritor quando e como ele costuma escrever.
Cedinho, mal rompe a manhã? De madrugada, o mundo inteiro dormindo? Continue lendo “Os dois irmãos”
Um cinéfilo na selva
O que se fala, aqui na Ilha de Cotijuba, é que com a próxima lua se instala, de vez, a estação das chuvas, o inverno amazônico. Sinais disso há, e estão ali mesmo, nas nuvens escuras que cobrem a Baía de Marajó. Continue lendo “Um cinéfilo na selva”
Fim de férias
Fico igual barata tonta, rodando em volta da estante de livros, querendo garimpar, no meio dos poetas que me cercam, idéias que me iluminem nesse momento noturno em que os fiéis já deixaram a igreja, agora em silêncio, e a noite desce tranquila sobre os nossos ombros. Continue lendo “Fim de férias”
Vítimas de intervalos dentais
O mecânico que me serve há anos virou reparador automotivo. Vendedor de loja agora é agente de negócios. O que há de mal com o nome próprio de honestas profissões? Continue lendo “Vítimas de intervalos dentais”
Títulos milagrosos
Quando publiquei o primeiro livro, em 1977, sonhava com ele nas prateleiras das livrarias. Só entrar e pedir, pensava. O vendedor, solícito, ainda diria que o livro vendia bem, devia ser bom. Continue lendo “Títulos milagrosos”
O mistério de Villa-Lobos
No dia 17 de novembro passado, fez 50 anos que Heitor Villa-Lobos morreu. Tido como o maior compositor brasileiro de todos os tempos, muito já foi escrito sobre ele, até um filme contando sua saga resvalou pelas telas. Porém, por incrível que pareça, a maior parte das mais de 1.000 obras que deixou permanece desconhecida para muita gente, com efeitos mais danosos para seus cultores, naturalmente. Continue lendo “O mistério de Villa-Lobos”
As barreiras
Caem barreiras, mas não aquelas que isolam e dividem as pessoas, as dos preconceitos e das intolerâncias. Caem barreiras de barro, de terra, que matam pessoas felizes a festejar um novo ano. O que une o que se passa na Ilha Grande e outros lugares do Brasil e o livro/disco primoroso que ouço e leio no primeiro dia de 2010? Continue lendo “As barreiras”
Puxa, mãe, você não sabia?
Introdução:
Quando meu filho mais novo tinha dez anos – outubro de 1990 – tivemos uma conversa que transformei em crônica. Hoje, tanto tempo passado, penso que a conversa continua valendo. A crônica, quem sabe? Continue lendo “Puxa, mãe, você não sabia?”
O Doutor do Baião
Na sala escura, imagens e sons da mais pura música popular brasileira. Fico pensando em como nossa memória cultural mais esquece do que lembra. Na tela assisto à biografia de um importante compositor e letrista que, ao lado de Luiz Gonzaga, fez dançar e cantar a nossa gente. Continue lendo “O Doutor do Baião”
Cyd Charisse
Este é que é o grande e fascinante paradoxo: agora que a atriz e dançarina Cyd Charisse morreu, a triste notícia não mexe um milímetro com a certeza que sempre tive sobre a sua eternidade. Nem fez muitos filmes, porém todos que rodou foram absolutamente maravilhosos. Continue lendo “Cyd Charisse”
Meu irmão de longe
Não nascemos do mesmo pai nem da mesma mãe, mas tenho, cada dia mais, certeza de que nos sentíamos irmãos.
Não nascemos nem no mesmo país, mas tenho, cada dia mais, certeza de que falávamos a mesma língua. Continue lendo “Meu irmão de longe”
Juízes de futebol, gatunos ou não
O gatunos do título devo a Nelson Rodrigues, que teceu as mais saborosas crônicas sobre o juiz ladrão. Como diria ele, vamos aos fatos, pelo menos a um deles: Continue lendo “Juízes de futebol, gatunos ou não”
