Há algum tempo… uns dez anos, vinha acariciando a idéia de trocar meu equipamento de som. Para ser sincero, o que tentei foi encontrar novas caixas acústicas para o antigo, um Gradiente velhão, de três décadas. Continue lendo “Frank, Ella, Billie… tudo pro lixo”
As cartas conversavam
Minha mãe, que se foi há alguns anos, sempre gostou de uma boa conversa.
Especialistas em signos, luas, sóis e mapas astrais talvez pudessem explicar sua extraordinária vocação verbal. Até quando escrevia, conversava. Continue lendo “As cartas conversavam”
No bar do Careca
Meio-dia de sol e céu azul, vou pela sombra no rumo do bar do Careca, onde vou buscar um vidro de pimenta malagueta que ele curtiu e guardou para mim. Continue lendo “No bar do Careca”
Os homens da fronteira
Viajar é mais, eu vejo mais, já disse em parceria com Toninho Horta. Mas quando não se trata de um jipe antigo rodando pelos caminhos de Minas e sim de um percurso em que se atravessa a linha divisória de países, a experiência nem sempre é tranqüila. Continue lendo “Os homens da fronteira”
Mr. Davenport
Malcolm Davenport, marinheiro inglês a caminho do Caribe, naufragou no Atlântico próximo da foz do Rio Amazonas no comecinho do século passado. Bom nadador, foi o único a se salvar, ajudado por precário salva-vidas a que se agarrou com unhas e dentes. Continue lendo “Mr. Davenport”
Pequenas preciosidades
Um pouco antes de começar essa crônica, remexendo em velhos livros, encontrei um de Murilo Rubião, escritor mineiro que só vi uma vez, quando fui à Imprensa Oficial de Belo Horizonte, que ele dirigia, entregar um trabalho ao escritor Jaime Prado Gouvêa. Continue lendo “Pequenas preciosidades”
As flores do bem, as flores do mal
O perigo pode morar nas flores, é o que constatei recentemente. Quando alguém abre a porta e, do outro lado, surge um braço carregando um buquê, é certo que corações se derretam. Quem envia expõe sua gentileza e homenageia quem recebe com o melhor de sua humanidade. Continue lendo “As flores do bem, as flores do mal”
Favre e o sonho
A grande verdade é que nós, os seres humanos, fomos feitos para a fábula. Poucos conseguem se inserir nela, alcançá-la, porém todos buscam, e a prova mais evidente disso é o imenso sucesso das dezenas de loterias que a Caixa Econômica Federal explora. Continue lendo “Favre e o sonho”
Felizes são os peixes
Café tomado, dentes escovados, roupas e bolsa em relativa ordem, percorro com calma, do meu jeito, os 11 ou 12 quarteirões que me separam de um dos meus mais antigos amigos paulistanos. Continue lendo “Felizes são os peixes”
Certa manhã nas areias de Copacabana
Vinte anos de idade, meio confuso diante do que estava acontecendo nos últimos dias, eu fora poucas vezes ao Rio de Janeiro. O desconhecido, as pessoas, o mar, a cidade enorme me assustavam. Continue lendo “Certa manhã nas areias de Copacabana”
Mal rompe a manhã
É esquisito, mas, ás vezes, tenho a sensação de que já fui feliz. Completamente. Continue lendo “Mal rompe a manhã”
Viajando no Padre Antonio Vieira
Viajei com meus amigos para Bilbao, para enfrentar um desafio e buscar uma vitória. Enfrentamos os obstáculos e conquistamos o que queríamos, ao final de três longos dias de muita conversa e chuva. Continue lendo “Viajando no Padre Antonio Vieira”
Concerto para clarineta
Sempre que chove à noite como hoje aqui em Campinas, uma chuva mítica e de lentos espantos, lembro de Lars Bjenikold. Imagine uma pequena cidade perdida no litoral do Pará, onde a estação das águas provoca dias de umidade tão intensa que as gotas de vapor chegam a escorrer em nossa própria alma. Pois ali eu tinha uma casinha, franciscana e simpática, há tempos. Continue lendo “Concerto para clarineta”
O repórter vai atrás do diamante puro
Falo por mim, mas sei que repórteres adoram quando acham (ou lhes cai no colo) um personagem sob medida para sua matéria. Agora, esse personagem é como diamante. A menor imperfeição compromete a qualidade. Continue lendo “O repórter vai atrás do diamante puro”
Culpa de quem?
Mesmo tendo sido criada em fazenda, custei a conviver com tratores.
Meu pai, mineiro, antigo, cauteloso, incapaz de um passo maior que as pernas, pelejava com arados e carros de bois. Continue lendo “Culpa de quem?”
