Há umas duas semanas, inesperadamente, ganhei um presente muito especial. Livro. Com dedicatória e tudo. Mais: dedicatória carinhosa, me chamando de “cumadre” – assim, entre aspas –, mandando abraço. E muita saudade. Continue lendo “Cores, traços e afetos”
O Egito, a poesia e a menina
Eis que o poeta me chega pelas mãos de uma leitora. Consolo para esses dias em que me debruço sobre o que se passa no mundo. Diante de ditadores de toda espécie, sempre odiosos, o povo do Oriente se levanta em rebelião. Os ditadores sempre caem, mas deixam em seu rastro uma multidão de oprimidos pela violência e a miséria. Continue lendo “O Egito, a poesia e a menina”
Sinal fechado
Hora de escrever a crônica.
Procuro o mundo, encontro tragédia. Mãe sem filho, avô sem neto, marido sem mulher. Continue lendo “Sinal fechado”
Férias de verão
Abro as janelas para o sol entrar. A cidade, depois de um bocado de chuva, amanheceu luminosa. Essa é uma época em que a maioria viaja, pois é tempo de férias escolares, e a gente que permanece em casa fica torcendo para que todos cheguem bem. Que aproveitem as praias, as fazendas, e descansem para o ano que se inicia. Continue lendo “Férias de verão”
Um dia ponho uma lauda na Remington
Preciso mandar um texto para o Servaz, faz tempo que não me dou ao prazer. Muita correria… O que há de agradável na minha mente (de ruim, basta o noticiário), para botar no papel? Continue lendo “Um dia ponho uma lauda na Remington”
Restos de nada
Olho pela janela, tudo bem, nem tanta nuvem assim, só quatro quadras, vou rapidinho, dá tempo. Continue lendo “Restos de nada”
Alguma poesia
Mês de janeiro, ótima ocasião para um passeio às livrarias, principalmente aquelas que não se dedicam apenas aos sucessos comerciais, aos mais vendidos e procurados. Continue lendo “Alguma poesia”
Tudo, todo dia, o tempo todo
Nove da noite, ruas mal iluminadas, eu vinha – a pé – do trabalho pra casa, ele tocou. Continue lendo “Tudo, todo dia, o tempo todo”
Revendo um velho amigo
Estava de bobeira na esquina de um shopping, depois de dar uma olhada nas prateleiras de uma livraria e não me interessar por nada, quando ouço meu nome. Volto e dou de cara com a simpatia absoluta, o jeito de sempre, do Paulinho, movendo-se com naturalidade a bordo de uma cadeira de rodas. Continue lendo “Revendo um velho amigo”
Na azulíssima manhã
Na charmosa Ilha do Mosqueiro, perto de Belém do Pará, não abundam os gatos, mas, desde que me entendo, abundam os cachorros. Continue lendo “Na azulíssima manhã”
O mundo das mulheres
Encontro na banca de jornais a reedição de um exemplar raro da revista Realidade. Era uma edição toda dedicada à mulher brasileira, proibida pela censura e recolhida em todas as cidades do país. Continue lendo “O mundo das mulheres”
In vino veritas
Ele era um gentil-homem e gostava de vinhos. Não sei se estas duas realidades são siamesas, até porque conheço muitas pessoas que, mesmo sem apreciar um generoso Bordeaux ou alguns brancos de Sauternes-Barsac, são irrepreensíveis cavalheiros. Continue lendo “In vino veritas”
Meu segundo pensamento
Toda vez da primeira vez de uma arrumadeira em casa, penso no destino de minha coleção de caixinhas. Se é que tenho uma coleção de caixinhas. Continue lendo “Meu segundo pensamento”
Mulher cheia de graça
Na foto, o rosto sereno de uma mulher negra, de óculos, 65 anos. Ela não esconde idade, nem sua história. Formada em filologia alemã pela Universidade de Lisboa, essa moçambicana lutou pela independência de seu país, contra o colonizador português. Continue lendo “Mulher cheia de graça”
Guinle e o tijolo
Para ser franco, acho absolutamente fascinante uma pessoa viver longos 88 anos sem nunca ter trabalhado. Principalmente se, nessa quase centenária vagabundagem, usufruiu sempre daquilo que os trabalhadores classificam como “do bom e do melhor”. Continue lendo “Guinle e o tijolo”
