Que se lixem as atenuantes

zzzzzmichelle

Está escuro. Mesmo no escuro, sei bem que estou corado. É desse intenso, rubro pra­zer, que só se tem no escuro de uma sala de cinema, que quero falar. Confesso-me. São pra­ze­res gra­tui­tos, indes­cul­pá­veis. Que se lixem as ate­nu­an­tes. É para ser cul­pado? Sou. Continue lendo “Que se lixem as atenuantes”

Vê-se tudo e ladra um cão

zzzzzmanuel

Não sei se é a vida, não sei se é a morte, sei é que se vê tudo. Eu que dos mor­ros da Gabela, numa manhã de cacimbo, jul­guei ter visto os arre­do­res do infi­nito; eu que de um avião vi nas­cer o Sol no Sara e, de outro, vi a inter­mi­ná­vel bran­cura do Árctico, vi agora, num filme, esse tudo que é toda a terra, todo o cosmos. Continue lendo “Vê-se tudo e ladra um cão”

De punhos cerrados

Vítimas da elite, ícones da luta democrática, guerreiros do povo, heróis injustiçados. Foi assim, com a mesma desfaçatez com que chamou o mensalão de caixa dois ou piada de salão, que a tríade petista José Dirceu-José Genoíno-Delúbio Soares se apresentou para iniciar o cumprimento das penas impostas pelo STF. Continue lendo “De punhos cerrados”

Na hora do chá

Há tempos não nos víamos, mas nos reconhecemos de imediato. Não há cabelo branco, rugas, artrite, dor, que impeçam uma colega de jardim de infância de reconhecer a outra. Às vezes, com as do colégio, isso é difícil, mas as do jardim… sei não, não há dificuldade alguma! Será que é por que o olhar é o mesmo? Continue lendo “Na hora do chá”