O mundo brasileiro da política se move em três dimensões paralelas, que não têm contato nem relação entre si. E mesmo esses universos se movem em várias pequenas constelações que também não se comunicam. Continue lendo “Mandela e o roqueiro”
Cadê o Lula?
Quando me acusam de cismar com o Lula, minha vontade é dizer: “e você queria que eu cismasse com quem, no que se refere ao Brasil?”. Continue lendo “Cadê o Lula?”
O pecado é publicar
Controlar a mídia ainda que tardia. Essa parece ser a missão que o ex-secretário de Comunicação de Lula, Franklin Martins, elegeu para si. Continue lendo “O pecado é publicar”
Que se lixem as atenuantes
Está escuro. Mesmo no escuro, sei bem que estou corado. É desse intenso, rubro prazer, que só se tem no escuro de uma sala de cinema, que quero falar. Confesso-me. São prazeres gratuitos, indesculpáveis. Que se lixem as atenuantes. É para ser culpado? Sou. Continue lendo “Que se lixem as atenuantes”
A igreja católica continua católica
O papa Francisco aqueceu tenros e ingênuos corações socialistas com a divulgação da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), que alguns jornais definiram como “a base para a maior reforma” da Igreja em 30 anos. Continue lendo “A igreja católica continua católica”
7 dias de novembro
Toda essa semana foi estranha. Não houve um dia em que notícias, declarações, jornais, blogs, opiniões, não me fizessem ficar irritada. Mesmo quando a notícia era positiva, ela vinha acompanhada de um detalhe abstruso, exasperante, estúpido. Continue lendo “7 dias de novembro”
A democracia de Dilma
Os aeroportos do Galeão, no Rio, e de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, leiloados na sexta-feira, alcançaram valores recordes superiores a R$ 20 bilhões. Mais: ambos foram arrematados por gente para lá de experiente. Continue lendo “A democracia de Dilma”
Vê-se tudo e ladra um cão
Não sei se é a vida, não sei se é a morte, sei é que se vê tudo. Eu que dos morros da Gabela, numa manhã de cacimbo, julguei ter visto os arredores do infinito; eu que de um avião vi nascer o Sol no Sara e, de outro, vi a interminável brancura do Árctico, vi agora, num filme, esse tudo que é toda a terra, todo o cosmos. Continue lendo “Vê-se tudo e ladra um cão”
Os vira-latas
Nelson Rodrigues nos tatuou com essa marca. Agora mesmo houve quem sugerisse que demos uma de vira-lata ao permitir que o Henrique Pizzolato, cidadão italiano, levasse para fora do Brasil o pendrive do Henrique Pizzolato, cidadão brasileiro. Continue lendo “Os vira-latas”
O batmóvel e a democracia
Infeliz do povo que precisa de heróis.
A frase foi colocada pelo teatrólogo alemão Bertolt Brecht na boca de seu personagem Galileu na peça Vida de Galileu. Continue lendo “O batmóvel e a democracia”
A evolução dos textos e os novos leitores
Dos pergaminhos à tela dos modernos computadores, nós leitores sempre nos defrontamos com muitos e diferentes desafios. Tanto no suporte no qual é feita a leitura, como na forma com que se lê. Continue lendo “A evolução dos textos e os novos leitores”
De punhos cerrados
Vítimas da elite, ícones da luta democrática, guerreiros do povo, heróis injustiçados. Foi assim, com a mesma desfaçatez com que chamou o mensalão de caixa dois ou piada de salão, que a tríade petista José Dirceu-José Genoíno-Delúbio Soares se apresentou para iniciar o cumprimento das penas impostas pelo STF. Continue lendo “De punhos cerrados”
Com pena minha, não cheguei a gangster
Não tenho nenhuma vontade de morrer. Se pudesse não morrer, não morria. Mas se fosse um amigo, o meu melhor amigo, a matar-me talvez não me importasse de morrer. Continue lendo “Com pena minha, não cheguei a gangster”
Na hora do chá
Há tempos não nos víamos, mas nos reconhecemos de imediato. Não há cabelo branco, rugas, artrite, dor, que impeçam uma colega de jardim de infância de reconhecer a outra. Às vezes, com as do colégio, isso é difícil, mas as do jardim… sei não, não há dificuldade alguma! Será que é por que o olhar é o mesmo? Continue lendo “Na hora do chá”
Empobrecer não é glorioso
“Enriquecer é glorioso. Socialismo não é pobreza”.
Deng Xiaoping não estava brincando quando, ao suceder Mao no governo chinês, trocou o livrinho vermelho da ideologia delirante pelo livro caixa da eficiência pragmática. Continue lendo “Empobrecer não é glorioso”



