Vai encarar o voto nulo?

Esta é a terceira eleição majoritária que acompanho aqui no Blog do Noblat (*). Nas vésperas da primeira que acompanhei, a de 2006, Verissimo encerrou uma crônica em O Globo com este delicioso comentário: “(…) não deixa de ser divertido – no nível da caricatura mais primária, da pantomima para criança – ver o desespero da nobreza inconformada com a evidência de que o barbudo mal nascido vai ficar, outra vez, com a princesa”. Continue lendo “Vai encarar o voto nulo?”

Os dialetos

Se os linguistas se dedicassem ao estudo da linguagem dos signos aplicada à política poderíamos descobrir resultados surpreendentes, como a insuspeitada distância que existe entre significado e significante nesse estranho dialeto politiquês Continue lendo “Os dialetos”

Xô!

Dilma Rousseff acertou no diagnóstico: o pessimismo está no ar.

Também pudera. Só hienas, acostumadas a rir de sua própria desgraça, alimentariam sentimento distinto diante da inflação alta que esburaca o bolso principalmente dos mais pobres, do crescimento pífio a sinalizar redução na oferta de emprego, de serviços públicos cada vez mais precários, da escalada da corrupção. Continue lendo “Xô!”

Na beleza de um, a beleza do outro

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Ela meteu-lhe os dedos à boca e salvou-lhe a vida. É bom que se saiba que eles se ama­ram. Podem não se ter amado em géne­ros, mas fosse qual fosse o amor que se tive­ram, Eli­za­beth Tay­lor e Mont­go­mery Clift amaram-se. O coup de fou­dre aconteceu-lhes em A Place in the Sun, filme encan­de­ado pela beleza dos ros­tos deles. Continue lendo “Na beleza de um, a beleza do outro”

A Saúde em coma

Saúde frequenta o discurso de 110% dos políticos. Durante o período eleitoral, então, falam tanto do tema que põem em risco a sanidade do eleitor. Até candidatos à Presidência da República abusam de coisas genéricas como “mais saúde”.

Mas, efetivamente, governos só se mexem quando muito pressionados. Continue lendo “A Saúde em coma”

Locke é cinema em alta voz

Se nunca viram um filme em alta-voz, expe­ri­men­tem. Esque­çam o 3D, o Imax e cor­ram a ver Locke, pequena, monó­tona e exal­tante obra-prima. Em Under the Skin e Blue Ruin, os mais belos fil­mes de estreia do ano, os car­ros eram pro­ta­go­nis­tas, uma ope­rá­ria Ford Tran­sit com a que já sabem Scar­lett ao volante, um arrui­nado Pon­tiac que ter volante já era uma sorte. Continue lendo “Locke é cinema em alta voz”

Era só o que nos faltava…

Acabamos de perder um brasileiro que se rebelava contra a Teoria de Darwin e argumentava, com um pregador de roupas na mão, que nem em cinco milhões de anos um macaco faria um objeto tão simples e tão útil. Ariano dizia que nem se a mãe do Papa lhe pedisse ele concordaria que descendemos dos macacos. Continue lendo “Era só o que nos faltava…”

Por uns segundos a mais

Na quarta-feira, 16, o TSE realiza audiência pública para debater as instruções sobre a propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV, que começa dia 19 de agosto e se estende até 2 de outubro. Hora mais do que propícia para colocar em xeque esse instrumento que deveria esclarecer o eleitor, mas que tem prestado enorme desserviço à democracia. Continue lendo “Por uns segundos a mais”