Já repararam como muitos bancos em países de língua inglesa usam em seus nomes a palavra Trust? Não é porque a achem sonora. É porque, para um banco, confiança é o mesmo que oxigênio para nós. Continue lendo “Confiança”
A roda quadrada
A roda já tinha sido inventada e girava razoavelmente bem.
Na verdade, eram três rodas: inflação na meta, câmbio flutuante e superávit primário de 3,1% do PIB. Continue lendo “A roda quadrada”
A Saúde em coma
Saúde frequenta o discurso de 110% dos políticos. Durante o período eleitoral, então, falam tanto do tema que põem em risco a sanidade do eleitor. Até candidatos à Presidência da República abusam de coisas genéricas como “mais saúde”.
Mas, efetivamente, governos só se mexem quando muito pressionados. Continue lendo “A Saúde em coma”
Locke é cinema em alta voz
Se nunca viram um filme em alta-voz, experimentem. Esqueçam o 3D, o Imax e corram a ver Locke, pequena, monótona e exaltante obra-prima. Em Under the Skin e Blue Ruin, os mais belos filmes de estreia do ano, os carros eram protagonistas, uma operária Ford Transit com a que já sabem Scarlett ao volante, um arruinado Pontiac que ter volante já era uma sorte. Continue lendo “Locke é cinema em alta voz”
Era só o que nos faltava…
Acabamos de perder um brasileiro que se rebelava contra a Teoria de Darwin e argumentava, com um pregador de roupas na mão, que nem em cinco milhões de anos um macaco faria um objeto tão simples e tão útil. Ariano dizia que nem se a mãe do Papa lhe pedisse ele concordaria que descendemos dos macacos. Continue lendo “Era só o que nos faltava…”
Mistérios da mente
A palavra esquizofrenia vem do grego e, simplificadamente, significa “dividir a mente em dois”.
Ela define um transtorno da mente que pode ser tratado farmacologicamente ou, dependendo do diagnóstico, por terapias psicanalíticas. Continue lendo “Mistérios da mente”
Falta luz nos postes
Um ano e meio depois da façanha de eleger o prefeito de São Paulo, com 55,5% dos votos, o ex-presidente Lula assiste à queda livre de Fernando Haddad, rejeitado por 47% dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha. Continue lendo “Falta luz nos postes”
Dobrou-se para pintar as unhas dos pés
É nela que deve pensar toda a mulher que hoje pinta as unhas dos pés. Ninguém se dera ao trabalho de se dobrar. Pola Negri dobrou-se, pintou essas unhas térreas e lançou uma moda que persiste. Continue lendo “Dobrou-se para pintar as unhas dos pés”
Viva a Globo News!
Há tempos acompanho na BBC seu excelente programa de entrevistas HARDtalk. Durante muitos anos o apresentador foi Tim Sebastian, cujo estilo de fazer perguntas, direto, um tanto agressivo apesar de sempre polido, gerou uma fantástica audiência para a emissora. Continue lendo “Viva a Globo News!”
É “Tois” no banco
Os guerreiros do “Tóis” aposentaram as suas lanças, os alemães destruíram sua reputação politicamente correta com uma “dança dos gaúchos” que ofendeu os argentinos, e os grandes estádios voltaram a exibir a sua imponência, vazios de público e de futebol. Continue lendo “É “Tois” no banco”
Por uns segundos a mais
Na quarta-feira, 16, o TSE realiza audiência pública para debater as instruções sobre a propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV, que começa dia 19 de agosto e se estende até 2 de outubro. Hora mais do que propícia para colocar em xeque esse instrumento que deveria esclarecer o eleitor, mas que tem prestado enorme desserviço à democracia. Continue lendo “Por uns segundos a mais”
O ouvido fino do meu pai
Sean Connery pai ou Harrison Ford filho guiam com estilo a moto e sidecar de Indiana Jones. Deviam ver-te, pai, a rasgares, na tua BSA, ao sol e à brisa dessa Angola que era e não era nossa. Levavas-me ao Liceu, ao Morro da Lua, à pesca ao Cacuaco. E agora? Não sei por onde andas, pai. Continue lendo “O ouvido fino do meu pai”
Sábias palavras
Em 30 de outubro de 2007, dia em que a Fifa anunciou oficialmente que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014, na presença do presidente da República do Brasil e 13 de nossos governadores, Lula, como sempre palavra fácil, disse o que hoje pesa como chumbo: Continue lendo “Sábias palavras”
Os vivos e os mortos
Aprendi a amar o futebol quando tinha 9 anos e minha família morava em La Paz, na Bolívia.
Morávamos num hotel onde se hospedavam toureiros, vedetes de teatro e delegações de times de futebol estrangeiros. Continue lendo “Os vivos e os mortos”
A Copa não é dela
Animação geral, bandeiras, emoção. Dentro de campo e nas ruas, tudo é festa só. Até a alegria coletiva a campanha de Dilma Rousseff tenta transformar em feito de seu governo. Continue lendo “A Copa não é dela”


