Marina, omissão e oportunismo

Um taxativo não ao impeachment seguido de um sim aguerrido ao processo que corre no TSE para a cassação da presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. Essa é a posição oficial da Rede, o partido de Marina Silva, que, entre outras modas, apelidou de “elo nacional” a reunião de sua executiva realizada neste último fim de semana, em Brasília. Com a postura, Marina e sua Rede agridem a Constituição, os órgãos de investigação do país e a Justiça. Continue lendo “Marina, omissão e oportunismo”

Democracia de resultados

Democracia não tem dono, embora muitos se arvorem em tutelá-la. Não permite ser ditada por mandatários políticos ou econômicos. Muito menos tem espaço para ser transformada em democracia de resultados, de conveniência, como preconiza o grupo de advogados que assinou a “Carta aberta em repúdio ao regime de superação episódica de direitos e garantias verificado na Operação Lava Jato”, publicada na sexta-feira nos principais jornais do país. Continue lendo “Democracia de resultados”

Os senhores da razão

zzzzzznojo - maior

“O tempo é o senhor da razão”.

No tempo em que Fernando Collor de Mello começava a perder a penugem de “caçador de marajás” e o país ia percebendo o que escondia atrás daquela máscara de gladiador olímpico, ele saía a correr aos domingos dando entrevistas coletivas imaginárias através dos dizeres estampados em suas camisetas. Continue lendo “Os senhores da razão”

Não são só os 10,67%

Nas jornadas de 2013, quando milhares foram às ruas nas principais cidades do país, um slogan chamou a atenção: não são só os 20 centavos. Parodiando os jovens daquelas manifestações, diríamos que não são só os 10,67% da inflação de 2015, a maior dos últimos 13 anos, que preocupam os brasileiros. Continue lendo “Não são só os 10,67%”

Os 13 trabalhos de Hércules

Parece que o Governo Federal finalmente voltou seus olhos para a Escola e deixou de pensar só nas universidades das quais tanto se gaba o Lula. E bolou um programa para uma Base Nacional Comum que possa atender todas as escolas brasileiras. Excelente idéia, desde que deixem espaço para que os professores dos diversos Estados e municípios do país enriqueçam a Base com temas e assuntos de interesse local. Continue lendo “Os 13 trabalhos de Hércules”

Sua excelência, a versão

Os fatos são os fatos, ou os “hechos son los hechos”, como costumam afirmar os espanhóis.  Mas no governo Dilma Rousseff não é bem assim. Aliás, é inteiramente ao contrário. Os fatos não importam e sim a versão, galgada à condição de “sua excelência” pela estratégia do lulo-petismo de não largar o osso, de se manter no poder a qualquer custo. Mesmo à custa da verdade. Continue lendo “Sua excelência, a versão”

O que faltou, e falta, é educação

Lula disse em Madrid ao jornal El País (11 de dezembro): “Eu sei que isto não agrada aos portugueses, mas Cristóvão Colombo chegou a Santo Domingo [atual República Dominicana] em 1492 e, em 1507, já ali tinha sido criada a Universidade. No Peru, em 1550, na Bolívia em 1624. No Brasil, a primeira universidade surgiu apenas em 1922”. Continue lendo “O que faltou, e falta, é educação”

Novas e velhas calamidades

Em mais um capítulo de sua luta tenaz contra a aritmética e a racionalidade econômica, o PT espera que o novo ministro da Economia, Nelson Barbosa, cumpra o seu dever, jogue o ajuste fiscal no lixo, faça respiração boca-a-boca nos números estragados, e leve o País ao milagre da ressurreição do crescimento. Continue lendo “Novas e velhas calamidades”

O ódio na política e a política do ódio

A divisão do Brasil de alto abaixo, as idéias raivosas que poluem as redes sociais e lamentáveis episódios de truculência e intransigência fazem relembrar, nesta virada de ano, um dos grandes filmes de Bernardo Bertolucci: 1900. Não é o caso de analisar sua genial narrativa, um pouco maniqueísta, é verdade, da luta de classes no século passado e da ascensão de duas ideologias totalitárias tão marcantes do século XX; o fascismo e o comunismo. Continue lendo “O ódio na política e a política do ódio”

Pistola à cinta

zzmanuel

Can­tora de bole­ros, mexi­cana e pre­da­dora por opção, Cha­vela Var­gas tem uma vida dese­nhada para filme. E o cinema fez-lhe jus­tiça: nos fil­mes de Almo­dó­var, que tão bem lhe pilha a música, e no docu­men­tá­rio que lhe pro­du­ziu o meu amigo Alvaro Lon­go­ria. Não são fil­mes, são ramos de flores. Continue lendo “Pistola à cinta”