Um taxativo não ao impeachment seguido de um sim aguerrido ao processo que corre no TSE para a cassação da presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. Essa é a posição oficial da Rede, o partido de Marina Silva, que, entre outras modas, apelidou de “elo nacional” a reunião de sua executiva realizada neste último fim de semana, em Brasília. Com a postura, Marina e sua Rede agridem a Constituição, os órgãos de investigação do país e a Justiça. Continue lendo “Marina, omissão e oportunismo”
A longa penugem no pescoço
Agora, que já nem é preciso pedir licença a Tom Cruise, comecemos o ano com a límpida e clara nudez de Nicole Kidman. Com ou sem licença de Cruise, despiu-a Stanley Kubrick em Eyes Wide Shut. Continue lendo “A longa penugem no pescoço”
Democracia de resultados
Democracia não tem dono, embora muitos se arvorem em tutelá-la. Não permite ser ditada por mandatários políticos ou econômicos. Muito menos tem espaço para ser transformada em democracia de resultados, de conveniência, como preconiza o grupo de advogados que assinou a “Carta aberta em repúdio ao regime de superação episódica de direitos e garantias verificado na Operação Lava Jato”, publicada na sexta-feira nos principais jornais do país. Continue lendo “Democracia de resultados”
Os senhores da razão
“O tempo é o senhor da razão”.
No tempo em que Fernando Collor de Mello começava a perder a penugem de “caçador de marajás” e o país ia percebendo o que escondia atrás daquela máscara de gladiador olímpico, ele saía a correr aos domingos dando entrevistas coletivas imaginárias através dos dizeres estampados em suas camisetas. Continue lendo “Os senhores da razão”
Não são só os 10,67%
Nas jornadas de 2013, quando milhares foram às ruas nas principais cidades do país, um slogan chamou a atenção: não são só os 20 centavos. Parodiando os jovens daquelas manifestações, diríamos que não são só os 10,67% da inflação de 2015, a maior dos últimos 13 anos, que preocupam os brasileiros. Continue lendo “Não são só os 10,67%”
Chaplin contra Scorsese
O dinheiro é o melhor do cinema. Rios de dólares fizeram sublime a estética dos filmes. Há artes pobres, mas o cinema nunca foi uma delas. Continue lendo “Chaplin contra Scorsese”
Os 13 trabalhos de Hércules
Parece que o Governo Federal finalmente voltou seus olhos para a Escola e deixou de pensar só nas universidades das quais tanto se gaba o Lula. E bolou um programa para uma Base Nacional Comum que possa atender todas as escolas brasileiras. Excelente idéia, desde que deixem espaço para que os professores dos diversos Estados e municípios do país enriqueçam a Base com temas e assuntos de interesse local. Continue lendo “Os 13 trabalhos de Hércules”
Lambuzados e otários
Não é estranho que alguns dias depois de ter dito que “o PT se lambuzou” o ministro Jaques Wagner apareça lambuzado em novas investigações da Operação Lava Jato? Continue lendo “Lambuzados e otários”
Sua excelência, a versão
Os fatos são os fatos, ou os “hechos son los hechos”, como costumam afirmar os espanhóis. Mas no governo Dilma Rousseff não é bem assim. Aliás, é inteiramente ao contrário. Os fatos não importam e sim a versão, galgada à condição de “sua excelência” pela estratégia do lulo-petismo de não largar o osso, de se manter no poder a qualquer custo. Mesmo à custa da verdade. Continue lendo “Sua excelência, a versão”
Warren Beatty e a objectificação sexual do homem
Eu tenho um bocadinho de pena de Warren Beatty. Já não lhe bastava ser tímido e inseguro, o que é até muito compreensível se nos dermos conta de que ele não tem mais de um metro e 88 de altura. Continue lendo “Warren Beatty e a objectificação sexual do homem”
Nem talismã nem patuá salvam
Festas e férias de verão. Aproveitar as comemorações natalinas, o fim de um ano e o começo do outro para impor medidas polêmicas não é novidade. Todas as esferas de governo usam e abusam dessa prática. É a época preferida para aumentar impostos e tarifas de serviços públicos. Continue lendo “Nem talismã nem patuá salvam”
O que faltou, e falta, é educação
Lula disse em Madrid ao jornal El País (11 de dezembro): “Eu sei que isto não agrada aos portugueses, mas Cristóvão Colombo chegou a Santo Domingo [atual República Dominicana] em 1492 e, em 1507, já ali tinha sido criada a Universidade. No Peru, em 1550, na Bolívia em 1624. No Brasil, a primeira universidade surgiu apenas em 1922”. Continue lendo “O que faltou, e falta, é educação”
Novas e velhas calamidades
Em mais um capítulo de sua luta tenaz contra a aritmética e a racionalidade econômica, o PT espera que o novo ministro da Economia, Nelson Barbosa, cumpra o seu dever, jogue o ajuste fiscal no lixo, faça respiração boca-a-boca nos números estragados, e leve o País ao milagre da ressurreição do crescimento. Continue lendo “Novas e velhas calamidades”
O ódio na política e a política do ódio
A divisão do Brasil de alto abaixo, as idéias raivosas que poluem as redes sociais e lamentáveis episódios de truculência e intransigência fazem relembrar, nesta virada de ano, um dos grandes filmes de Bernardo Bertolucci: 1900. Não é o caso de analisar sua genial narrativa, um pouco maniqueísta, é verdade, da luta de classes no século passado e da ascensão de duas ideologias totalitárias tão marcantes do século XX; o fascismo e o comunismo. Continue lendo “O ódio na política e a política do ódio”
Pistola à cinta
Cantora de boleros, mexicana e predadora por opção, Chavela Vargas tem uma vida desenhada para filme. E o cinema fez-lhe justiça: nos filmes de Almodóvar, que tão bem lhe pilha a música, e no documentário que lhe produziu o meu amigo Alvaro Longoria. Não são filmes, são ramos de flores. Continue lendo “Pistola à cinta”





