Comissões Parlamentares de Inquérito são instrumentos da minoria, criadas para investigar ocorrências com graves prejuízos para a coletividade. A partir de um fato determinado, puxa-se o fio que pode apontar causas e culpas pelos danos. A CPI da Pandemia terá características diferentes. Como boa parte dos desmandos e omissões do governo federal é amplamente conhecida, registrada em áudio e vídeo e em centenas de mensagens nas redes sociais do próprio presidente Jair Bolsonaro, a principal tarefa da Comissão será a de fornecer as bases legais para responsabilizá-lo administrativa e criminalmente. Continue lendo “Crimes expostos”
Caminhada
Há uma figura – um homem… um velho – que pode ser vista em solitária caminhada, quando o sol da tarde arrefece. O tipo vence uma quadra, e chega ao lago do condomínio de ares campestre onde vive. Lá estão os cisnes (são três). Navegam em formação, um atrás do outro. Na margem, há pessoas apreciando a paisagem, às vezes conversando. E pescadores. Continue lendo “Caminhada”
Eita Semaninha Ruim, Sô!
Já tem dois dias que estou tentando me inspirar em alguma notícia que valha a pena comentar, mas tá difícil. Continue lendo “Eita Semaninha Ruim, Sô!”
Saudade de Piazzolla, do Brasil…
Houve um tempo, ali pela primeira metade dos anos 1970, o Brasil mergulhado no pior momento da ditadura militar, a Argentina ainda em um de seus períodos democráticos pré novo golpe de 1976, em que Astor Piazzolla parecia arroz de festa aqui. Houve um mês em que vi Astor Piazzola no Teatro Municipal e no Bosque da Biologia da USP. Continue lendo “Saudade de Piazzolla, do Brasil…”
Livro não é luxo
Jorge Amado, um dos maiores escritores da literatura brasileira, estaria atônito com a intenção do governo federal de incluir na reforma tributária a taxação de 12% no preço dos livros. Continue lendo “Livro não é luxo”
Vó nos tempos de pandemia
Até cerca de dois anos atrás, quando Lulu frequentava a escola normalmente, eu e a mãe dela, minha filha, ficávamos inventando coisas para que ela não ficasse entediada em casa. Continue lendo “Vó nos tempos de pandemia”
Lelé e fascistóide
Ernesto Araújo era um funcionário inexpressivo do Itamaraty, antes de ser ministro. Nunca tinha sido embaixador. Foi indicado pelos filhos de Bolsonaro porque tinha um blog facistóide de que eles gostavam muito. Continue lendo “Lelé e fascistóide”
Governo de desunião nacional
Unir forças para domar crises é um apelo reincidente de governantes. Em tese, crê-se que a soma de esforços e sacrifícios de todos resultará em ganhos para a coletividade. Por aqui, há tempos esse pressuposto é balela. União nacional tem sido capa de proteção para políticos em desespero, não rara utilizada para detonar inimigos, tratorar incômodos. No governo do presidente Jair Bolsonaro, no qual só a discórdia prospera, pregar união é mais do que um acinte. É sem-vergonhice, desfaçatez, safadeza. Continue lendo “Governo de desunião nacional”
O rega-bofe do aplauso necrófilo
O que pode levar alguém a aplaudir um genocida golpista? Um estrupício, um ergofóbico, como qualificou com perfeição (e uma pequena dose de sofisticação) O Estado de S. Paulo, em editorial do dia 4/4? Um sujeito com quem – segundo descreveu há pouco um empresário – não dá para falar a sério, porque só quer contar piada e falar palavrão? Continue lendo “O rega-bofe do aplauso necrófilo”
Com a Morte Não Se Brinca!
Não mesmo! Com a morte não se brinca de jeito nenhum.
Mas tem gente que insiste em desafiar o calendário da data marcada para cada um e atentar contra vidas ainda a serem vividas. Continue lendo “Com a Morte Não Se Brinca!”
Há muito mais mortes pela pandemia onde Bolsonaro venceu
Ao tomar a votação no segundo turno de 2018 como um indicador da propensão dos habitantes de um município a seguir os péssimos exemplos e orientações do presidente Bolsonaro, vemos o que se espera: a taxa média de mortalidade por covid nos municípios onde Bolsonaro ganhou é 50% maior do que a média nos municípios onde perdeu. Continue lendo “Há muito mais mortes pela pandemia onde Bolsonaro venceu”
O cachimbo do sectarismo
Vem de longe o sectarismo de parcela da esquerda brasileira. Em diversas passagens da nossa história, confundiu quem era o inimigo a ser batido, fazendo o jogo de quem verdadeiramente ameaçava a democracia. Antes dos anos de chumbo, preferiu combater a conciliação de João Goulart em vez de somar forças em torno da candidatura de Juscelino Kubitschek e assim evitar o golpe militar de 1964. Continue lendo “O cachimbo do sectarismo”
A leitora
O que um número – 403 – pode significar na vida de uma pessoa apaixonada por livros? No caso de Dena Brandão, significa que ela leu, em seu e-book, essa quantidade de obras em 2019. Nem que tenha sido um pequeno trecho, descartado se não a agradou. O número foi mandado a ela pelo Kindle, da qual é cliente – assídua, como se vê. Continue lendo “A leitora”
Uma arma apontada para minha cara
O bolsonarismo luta para desestabilizar as polícias
Jair Bolsonaro e seus seguidores lutam incessantemente contra os princípios e as instituições democráticas nas mais diversas frentes. Tentam abalar o respeito das Forças Armadas pela Constituição, procuram dinamitar a imprensa livre, incitam a população contra o Legislativo e o Judiciário. Continue lendo “O bolsonarismo luta para desestabilizar as polícias”





