Jóias das arábias

A sabedoria popular recomenda não mexer no mau cheiro sob pena de piorar o fedor. O caso das jóias das arábias, presente do príncipe saudita para o casal Bolsonaro, comprova o dito. Quanto mais se sabe da espantosa história apurada pelo Estadão, mais complicada fica a posição do ex. Bolsonaro, que não vê ilegalidade no mimo, jamais escondeu sua preferência pelos sauditas nas negociações envolvendo a Petrobras, até para a privatização da estatal brasileira. Uma relação que além da “afinidade” com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman envolve bilhões de dólares. Continue lendo “Jóias das arábias”

“Gestão Bolsonaro agiu para liberar jóias de R$ 16,6 milhões para presidente e Michelle”

“BRASÍLIA – O governo Jair Bolsonaro (PL) tentou trazer ilegalmente para o País colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em € 3 milhões, o equivalente a R$ 16,5 milhões. As joias eram um presente do regime saudita para o então presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro e foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos. Estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que viajara ao Oriente Médio em outubro de 2021. Continue lendo ““Gestão Bolsonaro agiu para liberar jóias de R$ 16,6 milhões para presidente e Michelle””

Boa companhia

O presidente Lula não está mais sozinho em sua batalha contra os juros altos. Inflação causada por anomalias no lado da oferta não se combate com aumento de juros. A definição é do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, para quem o presidente Lula tem toda razão de se preocupar: elevação de juros nessas situações são desnecessárias, ilógicas e levam o país para a recessão, com graves consequências para a produção, o emprego e a renda da grande maioria da população. Continue lendo “Boa companhia”

Cem Anos de Podridão!

Agora que as caixas pretas dos sigilos impostos por Jair Bolsonaro estão sendo abertas, podemos esperar por algumas bombas de alto poder de destruição. Pra ele, claro! Afinal Bolsonaro, sozinho, decretou 1.108 sigilos de 100 anos durante sua gestão. É sigilo bagaray. Aí tem!

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O que restará aos humanos?

No mundo em que vivemos o trabalho desempenha importante função social, dando um sentido à vida das pessoas. Não ter emprego é quase como não ter vida. Desde a primeira revolução industrial vivemos na “sociedade do trabalho”. Essa realidade vem sendo alterada profundamente com o advento da Inteligência Artificial. O fenômeno já tinha sido observado por Yuval Harari em 2016, quando escreveu o livro Homo Deus: uma breve história do amanhã, e fez a previsão de que até 2050 surgiria uma nova classe social: a dos inempregáveis. Continue lendo “O que restará aos humanos?”

De volta ao passado, a bordo do trem-bala

Na economia, o governo Lula 3 parece estar em acelerada marcha a ré rumo ao passado. Rumo a algo parecido com os tenebrosos tempos de Dilma 2, em que Guido Mantega propunha a “nova matriz econômica” – o “nova” aí indicando aquelas idéias de 1917, do Estado todo-poderoso. Continue lendo “De volta ao passado, a bordo do trem-bala”

Que crise!

Li na imprensa, e não nas mídias sociais, que são antros de boatarias e pseudo notícias de agentes da direita e extrema direita, que os investimentos estrangeiros na B3 aumentaram durante o mês de janeiro. E não foi pouca coisa. Do dia 2 ao dia 31 subiram 3,9%, enquanto o tal “mercado” chiava e vertia lágrimas de crocodilo contra o que via como ameaças à política econômica liberal por parte do recém empossado governo Lula. Continue lendo “Que crise!”

Miséria eterna

Santo Amaro do Maranhão: 16.129 habitantes. Apenas 4,2% têm trabalho remunerado, 60% deles recebendo até meio salário mínimo. O município, na rabeira entre os mais pobres do país, paga R$ 4 mil por mês para cada um de seus 11 vereadores. O absurdo se repete em mais da metade das cidades brasileiras, 32,5% delas – 1.704 das 5.570 – incapazes de arcar com suas despesas funcionais, sobrevivendo de repasses federais e estaduais. A 237 quilômetros da capital São Luís, a Santo Amaro maranhense é só uma ponta da indecente teia de gastos públicos que abastece privilegiados e eterniza a miséria. Continue lendo “Miséria eterna”

Uma guerra longe do fim

Quando invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia tinha como estratégia alcançar a vitória por meio de uma guerra de curta duração. A enorme superioridade bélica em relação ao país invadido alimentava sua esperança de conquistar no teatro de operações três objetivos estratégicos: frear a expansão da OTAN em direção às suas fronteiras, consolidar a Crimeia como território russo e estabilizar a russificação das províncias ucranianas de Lugansk e Donetsk. Continue lendo “Uma guerra longe do fim”

É o mínimo que se espera de um governante

“Eu não esqueci. E você?”, escreveu a ex-deputada bolsonarista Joice Hasselman no Twitter, às 18h05 da segunda-feira de carmaval. 20/2. Abaixo, aquilo que não dá para esquecer: “Bolsonaro ignorou tragédia na Bahia em 2021 para tirar férias e andar de jet ski” – e, para ilustrar, um filmete do ex em festa no mar de Santa Catarina e um do atual presidente da República, sobrevoando as áreas devastadas pelas chuvas no Litoral Norte de São Paulo. Continue lendo “É o mínimo que se espera de um governante”

O mesmo enredo

Ao contrário da máxima de que no Brasil o ano só começa depois do carnaval, em 2023 o país acordou muito antes e em ritmo acelerado. Para o bem e para o mal. De um lado e de outro da insuportável rixa que há anos nos rege. Continue lendo “O mesmo enredo”

“Os nativos estão inquietos”

– “Os nativos estão inquietos.”

Paulinho Nogueira costumava falar essa frase cada vez que os aparelhos de TV da redação mostravam os desfiles das escolas de samba, enquanto nós, da editoria de Reportagem Geral do Jornal da Tarde, ficávamos à espera da chegada dos textos e das fotos enviados pelos nossos colegas na avenida. Continue lendo ““Os nativos estão inquietos””

“Bolsonaro não é conservador nem liberal, só reacionário e autoritário.”

Jair Bolsonaro disse ao Wall Street Journal que voltará ao Brasil para liderar a oposição. Se não quiser perpetuar a dialética infernal que recolocou no Planalto o lulopetismo – responsável pelos maiores escândalos de corrupção e a pior recessão da Nova República – nem a espiral de degradação que desembocou no 8 de Janeiro – o maior atentado à democracia desde a ditadura –, a direita, seja a liberal, seja a conservadora, deve fugir desse “líder” que nega todos os seus valores mais caros. Continue lendo ““Bolsonaro não é conservador nem liberal, só reacionário e autoritário.””