Tomou?

Tomou?

Repetindo aqui a pergunta dos bichinhos da Parmalat pro Bolsonaro: tomou?
Se não tomou a vacina, como ele próprio afirmou, por que então tem um cartão de vacinas atualizado como se tivesse recebido o imunizante? Não só ele. Até a filha menor de idade recebeu o “diploma” de vacinada pra poder viajar com o pai aos Estados Unidos. Continue lendo “Tomou?”

Mário de Andrade caminha

Mário de Andrade caminhava pela Rua Barão de Itapetininga. Sem pressa. O centro da cidade o atraia. Espiou a vitrine de uma livraria, cogitou tomar um café. Mas foi em frente. Na mesma toada branda chegou à Praça da República. Cumprimentou mentalmente o prédio do Colégio Caetano de Campos, deu mais alguns passos e… entrou na estação do metrô.

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Valeu, Xandão!

O gado está quieto. Tudo de orelha em pé. Mas quieto. Nem latidos dos cães mais fiéis se ouvem. No curral, um forte cheiro de estrume exala. Fracos mugidos nos cantos escuros ressoam.                             Continue lendo “Valeu, Xandão!”

Liberdade de expressão e regulação digital

O advento das redes sociais pode ser considerado um grande avanço uma vez que democratizou de forma horizontal a participação dos cidadãos na esfera política. Mas, paralelamente, escancarou o fenômeno milenar das fake news. Continue lendo “Liberdade de expressão e regulação digital”

O Agro que não é pop

A preferência de parcela significativa do agronegócio por Jair Bolsonaro não é novidade. E não há qualquer mal nisso, desde que os alhos não se confundam com os bugalhos. Mas foi o que se viu no quiproquó do Agrishow. E com agravantes. Continue lendo “O Agro que não é pop”

Tiros no pé

Tem alguma coisa estranha acontecendo dentro da cabeça de um monte de gente. Nunca vi um pessoal querendo tanto dar tiros no pé e outros na cabeça como esse da ultradireita neonazista uivando por uma CPI do 8/1. É como se não fossem eles, mas outros, os protagonistas do golpe de estado frustrado — apesar de todo o empenho da PM, da Guarda Presidencial, do GSI remanescente do governo anterior, de muitos milicos de pijama e outros tantos da ativa, todos em pé de guerra na Praça dos Três Poderes naquele dia de circo incomum.  Continue lendo “Tiros no pé”

Inimigo íntimo

O Abril Vermelho do Movimento dos Sem-Terra, com a volta das invasões de terras produtivas, tornou-se em enorme dor de cabeça para Lula. Tudo o que o presidente não precisa é confronto com o agronegócio, responsável por 25% do PIB brasileiro, e com a bancada ruralista, uma das maiores e mais atuantes do Congresso. Continue lendo “Inimigo íntimo”

Amigos da onça

É voz corrente até entre aliados que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido o maior opositor de seu governo. Uma injustiça. Ao indiscutível peso de suas declarações reprováveis – e não foram poucas – somam-se disputas fratricidas entre partidários, multiplicação de invasões de terra lideradas pelos companheiros do MST, rechaço do PT ao arcabouço fiscal do ministro Fernando Haddad e à reforma tributária do expert Bernard Appy, quadro de ouro do petismo. O governo hoje tem um regente que varia o tom, às vezes abruptamente, e uma orquestra em permanente e decidido desafino. Continue lendo “Amigos da onça”

La Violetera, Sarita Montiel y mi madre

Duvido que alguém com menos de, digamos, 60 anos de idade… Hum, 60 talvez seja muito. Melhor começar de novo.

Garanto que ninguém com menos de 50 anos de idade – a não ser que seja um cinéfilo com memória de Rubinho Ewald Filho – sabe quem é Sarita Montiel. Continue lendo “La Violetera, Sarita Montiel y mi madre”

O alinhamento de Lula

Quando Lula visitou a China pela primeira vez, em 2004, vivíamos em um mundo unipolar, hegemonizado de forma absoluta pelos Estados Unidos. Os valores da democracia ocidental tinham se afirmado como vitoriosos diante da hecatombe do chamado “socialismo real”. Os americanos eram então nosso principal parceiro comercial. Apenas 5% das exportações brasileiras destinavam-se ao mercado chinês. Continue lendo “O alinhamento de Lula”

Por que, raios, essa subserviência à Rússia e à China?

É uma questão de lógica, e não é complexa. Ao contrário, é até bastante simples, básica. Invasor é invasor, invadido é invadido.

Argumentar que “a decisão da guerra foi tomada por dois países”, que Volodymyr Zelensky, o do país invadido, é “tão responsável” pela guerra quanto russo Vladimir Putin, o invasor, é um atentado contra a lógica. Continue lendo “Por que, raios, essa subserviência à Rússia e à China?”

A lei? Burle-se a lei

Se o Congresso Nacional resiste em mudar uma determinada lei, faça-se a alteração por decreto; se um estatuto interno desagrada, mexe-se na composição da direção ou do conselho responsável por fixá-lo e pronto. Mesmo não sendo o primeiro e único a lançar mão dessas práticas – o antecessor Jair Bolsonaro as adorava -, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem abusado do expediente, não raro com uma mãozinha do Supremo. Continue lendo “A lei? Burle-se a lei”