Escolas cívico-militares e polarização ideológica

Durante quatro anos, a educação foi palco de uma guerra ideológica, promovida pelo então presidente Jair Bolsonaro e seus ministros da área. Professores foram estigmatizados e as escolas tratadas como se fossem centros de manipulação ideológica de esquerda. Continue lendo “Escolas cívico-militares e polarização ideológica”

O balcão da Esplanada

O acertadíssimo reforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ministra da Saúde Nísia Andrade – “Tem ministros que não são trocáveis” – pode ter efeito contrário ao pretendido. Se por um lado Lula deixou clara sua indisposição de ceder à pressão do Centrão nas áreas sociais, por outro escancarou os demais setores do governo à cobiça dos políticos do União Brasil, Republicanos, PP e até do PL do ex Jair Bolsonaro. Resultado: o loteamento dos “trocáveis” está acelerado. Continue lendo “O balcão da Esplanada”

Parabéns, Fê!

“Seus filhos não são seus filhos, são filhos da vida.” Esse princípio básico, ensinado por Gibran Kalil Gibran, aprendi adolescente, com uns poucos anos mais do que tem hoje minha neta Marina, tão mais bem informada do que eram sua mãe e este seu avô aos 10 anos de idade. Continue lendo “Parabéns, Fê!”

Mau cheiro

Concordo plenamente com o presidente Lula quando diz que a criminalização da política é ruim para o país porque acaba gerando titicas como o inominável. Continue lendo “Mau cheiro”

Sem as cotas raciais, retrocesso à vista

A Suprema Corte dos Estados Unidos reabriu o debate sobre as cotas raciais ao contrariar sua jurisprudência anterior e considerá-las inconstitucional. A guinada veio na esteira da onda de retrocessos civilizatórios patrocinada pela Corte. As cotas raciais como política afirmativa foram instituídas nos Estados Unidos nos meados dos anos 60, como uma conquista de uma árdua luta pelos direitos civis, nas quais se projetaram a obstinação do Rosa Parks e a determinação de Martin Luther King. Continue lendo “Sem as cotas raciais, retrocesso à vista”

Do nada se vai ao longe

Personagem para uma história: uma garota de 18 anos. É tudo o que me ocorre diante da tela em branco do laptop. O que faço com a jovem? Bem, coloco-a em um cenário promissor… isso quando criar um, o que ainda não aconteceu. No entanto… vamos dizer que ela esteja em uma loja de carros, com o pai. Opa, já tenho alguma coisa. O pai vai comprar um carro para a filha. Por quê? Fácil. Ela conseguiu entrar na faculdade. Continue lendo “Do nada se vai ao longe”

A política venceu

Nem fácil, nem barata. A reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada não é a dos sonhos de ninguém, e sim a possível. Teve idas e vindas, ameaças, brigas e caras feias, perdas e ganhos, e até concessões absurdas, como a dada às organizações religiosas. Mas fora o ex Jair Bolsonaro, que se auto-derrotou mais uma vez, o país venceu. A política venceu. Continue lendo “A política venceu”

Desterro

 Os juízes votaram pela inelegibilidade. Eu voto pelo desterro. Sou pela punição à moda antiga, dos tempos AD ou AC, de Sólon, Platão, Aristóteles e demais ilustres cidadãos da Magna Grécia. O desterro era a punição de máxima humilhação para os que infringissem as leis da democracia na Grécia Antiga. Continue lendo “Desterro”

O antigo versus o moderno no Brasil

A História do Brasil tem sido marcada por um constante conflito entre o arcaico e o moderno. Esse embate atravessou séculos e influenciou muitos aspectos da sociedade brasileira. O país só conseguiu avançar quando o novo foi capaz de sobrepujar o antigo, deslocando os interesses arraigados nos aparelhos do Estado. Exemplos notáveis dessa transformação foram a derrocada da oligarquia cafeeira e o fim da República Velha, que impulsionaram o Brasil em direção à industrialização e à modernidade durante os governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Continue lendo “O antigo versus o moderno no Brasil”

Inelegível enquanto dure

Tchau, querido! Imbroxável, imorrível, inelegível! Essas e outras frases, memes e brindes ocuparam as redes e os bares em comemoração à punição de Jair Bolsonaro, proibido pelo TSE de disputar eleições até 2030. Festa legítima de quem aturou o ex por quatro anos, ou melhor, quase 30 anos. Mas como no Brasil dois mais dois nem sempre somam quatro, é preciso incluir na conta a conveniência da vez. Pelo menos é o que dita a história recente de presidentes e ex-presidentes condenados – todos perdoados. Continue lendo “Inelegível enquanto dure”