Viajar é mais, eu vejo mais, já disse em parceria com Toninho Horta. Mas quando não se trata de um jipe antigo rodando pelos caminhos de Minas e sim de um percurso em que se atravessa a linha divisória de países, a experiência nem sempre é tranqüila. Continue lendo “Os homens da fronteira”
Mr. Davenport
Malcolm Davenport, marinheiro inglês a caminho do Caribe, naufragou no Atlântico próximo da foz do Rio Amazonas no comecinho do século passado. Bom nadador, foi o único a se salvar, ajudado por precário salva-vidas a que se agarrou com unhas e dentes. Continue lendo “Mr. Davenport”
Dilma mente, a campanha de Dilma mente
Então ficamos sabendo, pela entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional no dia 9 de agosto, que o Brasil é um dos países com maior crescimento econômico do mundo, e ao mesmo tempo não cresce mais por culpa do governo FHC, que acabou há quase oito anos; que a inflação em 2003, quando Lula assumiu, estava “descontrolada” e o país vivia em instabilidade. Continue lendo “Dilma mente, a campanha de Dilma mente”
Mais do mesmo
Até o próximo debate, e há pelo menos outros quatro ou cinco planejados, muito ainda vai se falar sobre o primeiro embate televisivo da campanha de 2010. Da estréia meio trôpega, mas sem maiores tropeços de Dilma Rousseff, à confirmação do carisma quase zero do candidato José Serra, pouco ou quase nada deverá ficar na memória do eleitor. Continue lendo “Mais do mesmo”
Pequenas preciosidades
Um pouco antes de começar essa crônica, remexendo em velhos livros, encontrei um de Murilo Rubião, escritor mineiro que só vi uma vez, quando fui à Imprensa Oficial de Belo Horizonte, que ele dirigia, entregar um trabalho ao escritor Jaime Prado Gouvêa. Continue lendo “Pequenas preciosidades”
As flores do bem, as flores do mal
O perigo pode morar nas flores, é o que constatei recentemente. Quando alguém abre a porta e, do outro lado, surge um braço carregando um buquê, é certo que corações se derretam. Quem envia expõe sua gentileza e homenageia quem recebe com o melhor de sua humanidade. Continue lendo “As flores do bem, as flores do mal”
A Espécie Humana. Capítulo 0
pode o velho conviver com o adulto que ele foi um dia? ou com o menino?, cuja lembrança já está quase de todo apagada! Continue lendo “A Espécie Humana. Capítulo 0”
Um romance, um capítulo por semana
Para quem gosta de escrever, transformar o material escrito em livro sempre foi um grande problema. Dependia-se da boa ou má vontade dos editores, ditadores que, antigamente, funcionavam como árbitros da estética e hoje são, quase sempre, apenas fazedores de dinheiro. Continue lendo “Um romance, um capítulo por semana”
Abre as asas sobre nós
Deve-se, então, limitar a liberdade do indivíduo para que ele não se torne nocivo aos demais.
(John Stuart Mill, “A liberdade”)
O humorista está proibido de satirizar os políticos; os pais estão proibidos de dar palmadas nos filhos; os torcedores de futebol estão proibidos de brigar a menos de 5 km dos estádios; os políticos de ficha suja estão proibidos de se candidatar a cargos eletivos; as pessoas estão proibidas de fumar em recintos públicos; não se pode beber e dirigir. Continue lendo “Abre as asas sobre nós”
Favre e o sonho
A grande verdade é que nós, os seres humanos, fomos feitos para a fábula. Poucos conseguem se inserir nela, alcançá-la, porém todos buscam, e a prova mais evidente disso é o imenso sucesso das dezenas de loterias que a Caixa Econômica Federal explora. Continue lendo “Favre e o sonho”
Aventuras de um casal paulistano em L.A.
Fala, Sérgio.
Tenho novidades. Fomos pra Los Angeles novamente, estou repleto de novas historinhas maravilhosas! Continue lendo “Aventuras de um casal paulistano em L.A.”
As lágrimas de Lula
O poder é uma droga forte, vicia, causa dependência. Isso é sabido. Portanto, nada mais natural do que a melancolia de um presidente quando o mandato, e ainda por cima de oito anos, se aproxima do fim. Cabe tudo. Reclamações, desconfortos, muxoxos, engasgos e até lágrimas. Continue lendo “As lágrimas de Lula”
Felizes são os peixes
Café tomado, dentes escovados, roupas e bolsa em relativa ordem, percorro com calma, do meu jeito, os 11 ou 12 quarteirões que me separam de um dos meus mais antigos amigos paulistanos. Continue lendo “Felizes são os peixes”
Certa manhã nas areias de Copacabana
Vinte anos de idade, meio confuso diante do que estava acontecendo nos últimos dias, eu fora poucas vezes ao Rio de Janeiro. O desconhecido, as pessoas, o mar, a cidade enorme me assustavam. Continue lendo “Certa manhã nas areias de Copacabana”
Velho candidato
A Itália tem uma tradição de cultuar seus velhos mais importantes, que tiveram uma vida marcante e construíram obras para a posteridade, e costuma reverenciá-los, chamando-os de “grandi vecchi” (grandes velhos). Continue lendo “Velho candidato”
