Felicidade suprema

Tenho pensado em meus amigos de origem japonesa.

Alguns, de longa, longa data, como Jiro Takahashi, autor do mais belo depoimento que já ouvi sobre o ofício de editor. Anos oitenta, Bienal Nestlé de Literatura, coordenação de Ricardo e Iraty Ramos, amigos de adolescência e de sobrenome, sem parentesco algum. Continue lendo “Felicidade suprema”

Ontem, hoje, amanhã

Meu pai faria cem anos no próximo 16 de maio. Ele queria chegar lá, ao centenário, para comemorar com os seus. Amou a vida integralmente e dizia, Bebel é quem lembra, que a simples presença de uma garrafa de champagne, mesmo fechada, já era um convite para festa. Continue lendo “Ontem, hoje, amanhã”

A cabeça na bandeja

Na gestão de Roger Agnelli, a Vale cresceu 17 vezes e se tornou uma das maiores mineradoras do mundo. No universo corporativo, os indicadores de crescimento, faturamento e lucro que proporciona aos seus acionistas são usualmente considerados fatores decisivos para avaliar o desempenho de um executivo. Continue lendo “A cabeça na bandeja”

Quali x quanti

Com 27 siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, outras sete na fila de espera, duas pré-aprovadas – Partido Democrata Nacional (PDN) e Partido da Mulher Brasileira (PMB) – e outra, o Partido da Pátria Livre (PPL) quase pronta, o Brasil é um dos campeões mundiais em número de partidos políticos. Continue lendo “Quali x quanti”

Thelma

A internet, para quem sabe procurar, reserva surpresas, achados e lembranças. Mas é preciso ter muita ciência, para não cair nessa tsunami de informações excessivas, muitas vezes inúteis e mentirosas. Continue lendo “Thelma”

Liz

Liz Taylor entrou na minha vida com o nome de Leslie. Era uma moça rica do Norte chique, da Nova Inglaterra; um fazendeiro grandão do Texas foi visitar o pai dela, para comprar cavalos. Leslie encantou-se com o cara. O cara, e eu, e mais milhões de pessoas do mundo inteiro nos apaixonamos perdidamente por ela. Continue lendo “Liz”

Inútil!

A Comissão de Reforma Política do Senado faz a pulga coçar bem detrás da orelha. Da velocidade que imprimiu aos trabalhos às cortesias entre desafetos. Continue lendo “Inútil!”

Depois daquele beijo

Essa a tradução brasileira do título do filme Blow up, de Antonioni. Mas a história de um beijo, que eu vou aqui contar, é singela e bela como são todos os amores. Não guarda conexão alguma com ampliações de fotos tiradas, na ficção, em um parque londrino. Continue lendo “Depois daquele beijo”

Liberais em falta

Houve um tempo, mais precisamente durante o vintênio militar, que ser de direita no Brasil não era apenas de bom tom, como era praticamente obrigatório, sob pena de ser mal visto, na mais benigna das hipóteses, ou de ser preso e torturado, na mais policialesca e brutal das hipóteses. Continue lendo “Liberais em falta”