Adriana Calcanhotto é mulher de mil caras. Se fosse atriz, seria do tipo Meryl Streep, Bridget Fonda, Carey Mulligan, que em cada filme têm uma cara – nunca, por exemplo, do tipo Meg Ryan ou Keira Knightley, duas gracinhas, mas que têm a mesma cara em todos os filmes, sejam comedinhas ou dramas pesados. Continue lendo “Adriana de babar”
Zeladoria Gramatical
O grito da sirene morre em uma freada brusca. A equipe desce do carro e invade o restaurante, com a autoridade da fiscalização. “Aqui está tudo certo, casa limpa, alimentos frescos, higiene absoluta” – defende-se o dono. “Sim”, diz o fiscal. “Mas o senhor está preso e vamos enforcá-lo.” Continue lendo “Zeladoria Gramatical”
Dirceu, fiscal de Sarney
José Dirceu é mesmo o máximo. Ministro-chefe da Casa Civil e homem de confiança do presidente Lula, foi desapeado do Planalto em junho de 2005 quando as denúncias do mensalão começaram a esbarrar no chefe-maior, que o tinha como capitão do time. No fim do mesmo ano teve seu mandato de deputado federal cassado. Continue lendo “Dirceu, fiscal de Sarney”
Quase não houve show
Eu tinha um show com o Geraldo Vianna e o Trio Amaranto, no Sesc Palladium, às 8 da noite do último domingo. Depois de uma tarde calma e alegre com filhos e netos, saí de casa com uma hora e meia de antecedência. Com o trânsito normal não demoraria 15 minutos para chegar ao destino. Continue lendo “Quase não houve show”
Na sala ou na cama, chamava-se Slim
Howard Hawks transpirava charme. Ou seja, nunca precisou de transpirar. Nessa noite passeava-se pelo Clover Club e olhava para a pista de dança. Foi então que a viu. Continue lendo “Na sala ou na cama, chamava-se Slim”
Na solidão fria do armário
Por maior que seja, o armário é sempre apertado, escuro. Sufoca, oprime, fere de morte. Dentro dele falta o ar que alimenta, a visão do horizonte. Falta espaço pra sorrir, gritar, só não falta para o choro e o ranger de dentes. Viver no armário machuca a gente e quem nos espera de braços abertos lá fora: a vida, o mundo, o amor.
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A primeira visita de Marina
Aos 48 dias de vida, Marina fez hoje sua primeira visita. Quer dizer, sua primeira visita a uma casa que não a sua. Já havia ido ao consultório do pediatra, mas isso não é bem uma visita, né? Continue lendo “A primeira visita de Marina”
O apartador de brigas
Ironias do destino: precisamos dos préstimos do moralíssimo e pragmático PMBD (“um ajuntamento de assaltantes”, na definição do mercurial fraseologista Ciro Gomes) para evitar – ou pelo menos amenizar – os ataques compulsivos do petismo contra a institucionalidade. Continue lendo “O apartador de brigas”
Más notícias do país de Dilma (97)
Em seu 13ª pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, em apenas dois anos e quatro meses, a presidente da República mais uma vez pintou aquele quadro cor-de-rosa sobre a situação do Brasil que Lula e ela criaram: “enquanto lá foram cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário”. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (97)”
Um homem de moral
Dr. Vanzolini foi uma figura especial. Além de se um cientista de renome internacional, a quem o Brasil deve muito sobretudo por suas pesquisas que dão importância ao Instituto Butantã, de São Paulo, era um grande compositor, autor de letras imortais, boêmio por natureza e grande amante da cidade de São Paulo. Continue lendo “Um homem de moral”
A mão que embala o mal
Se o Ministério Público desagrada, reduza-se o poder do MP. Se o STF causa dissabores, cortem-se as asas do Supremo. Continue lendo “A mão que embala o mal”
Construir, destruir
Semear, plantar, colher. Muita gente no mundo se esmera em construir, para si ou para outros. Formar uma família é um prazer e quase um dever para os que amam a vida e querem que ela prossiga de um jeito amoroso, pacífico e sempre renovador. Se existem tristezas em nossa existência, que ao menos não sejamos responsáveis por elas. Continue lendo “Construir, destruir”
A falta que lhe fez um filme americano
Nos tempos em que eu soletrava entusiasmado a indecidível ratatouille literária que é a prosa do filósofo Gilles Deleuze, apanhei-o a jurar que toda a história da filosofia mais não é do que um interminável conjunto de comentários ao diferencial que são os diálogos de Platão. Terá sido no “Difference et Répetition”?
Meus discos: Nashville Skyline
Estava caminhando quando tocou no iPod “Tell Me That It Isn’t True”. Fazia bom tempo que não ouvia. Repeti uma, duas, três vezes. Em casa, botei pra Mary ouvir, uma, duas, três vezes. Continue lendo “Meus discos: Nashville Skyline”
Três poderes? É muito
Partido bom é partido a favor.
Partindo desse elementar princípio de isonomia e justiça, o partido do governo e seus epígonos, que constituem a base aliada no Congresso, estão tratando de inviabilizar as siglas que ameaçam turvar a reeleição de Dilma no primeiro turno das eleições de 2014. Continue lendo “Três poderes? É muito”



