Uns pelas tetas, outros pelo país

O Datafolha – insuspeitíssimo, por certo – contou mais gente pró-Dilma em São Paulo nesta quarta-feira, 16, do que gente contra Dilma, no domingo, 13. Foram, segundo o instituto, 55 mil com bandeiras e roupas vermelhas, contra apenas 40 mil com bandeiras e roupas verde-amarelas. Continue lendo “Uns pelas tetas, outros pelo país”

Um par de estalos

zzmanuel - vale

As lágri­mas de Faces são as lágri­mas da vida. Fil­ma­das por John Cas­sa­ve­tes em 16mm e ampli­a­das para 35, são lágri­mas cheias de grão, como o grão da vida que nos faz cho­rar no dia-a-dia. Fil­ma­das à mão – qual tripé, qual dolly –, são lágri­mas de Lynn Car­lin, uma não actriz, que Cas­sa­ve­tes esco­lheu por ter os mes­mos “olhos gor­dos” de Gena Rowlands. Continue lendo “Um par de estalos”

O fantasma de Collor

Perto de jogos decisivos da Seleção todo brasileiro é técnico de futebol. Diante de uma gripe ou um simples mal estar, dá dicas, receita remédios, vira médico. Agora, o que não falta é analista jurídico, cada um mais criativo do que o outro. Seja para fazer vingar ou para melar o pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Mas o que importa mesmo está em outra esfera: impeachment é um processo político ao qual Dilma, por soberba e talvez ignorância, se autocondenou. Continue lendo “O fantasma de Collor”

Hora de aprender

Enquanto o interlúdio democrático por aqui se desenvolve aos socos e pontapés, além de alguns puxões de cabelos e taças de vinho atiradas em direção a insuspeitados galanteadores extemporâneos, a sábia lição que condensa nossa crise em poucas e curtas palavras vem do oráculo de sempre: o eterno presidente Lula, que resume a sapiência brasileira acumulada ao longo de cinco séculos. Continue lendo “Hora de aprender”

Alea jacta est

Em 49 A.C., após um longo tempo de indecisão, Júlio Cesar atravessou o Rubicão, entrando na cidade de Roma depois de pronunciar sua célebre frase “a sorte está lançada”. O vice-presidente Michel Temer não é um Júlio Cesar, está longe disto. Mas, com sua carta à presidente Dilma Rousseff, tomou um caminho sem volta. Atravessou seu rubicão. Continue lendo “Alea jacta est”

Dias tristes

Não consigo compreender a explosão de alegria no plenário da Câmara ao saber que Eduardo Cunha acolhera o pedido de impeachment contra a presidente da República.  Ela, incompetente e arrogante, ele, um parlamentar acusado de corrupção, vinham travando uma batalha há meses, cada um preocupado com seu destino, nenhum dos dois preocupado com o Brasil. Não vejo motivos para alegria. Continue lendo “Dias tristes”

Jogos vorazes

Vamos tentar colocar um pouco de ordem nessa bagunça.

Sim, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, não é um homem digno de confiança. Corre contra ele um processo do Conselho de Ética que visa tirar-lhe o cargo ou até o mandato. Continue lendo “Jogos vorazes”