Más notícias do país de Dilma (9)

“O governo parece sem rumo, ao sabor das pressões e tutelado pelo ex-presidente.” “A capacidade gerencial da presidente na Casa Civil foi mais produto de marketing eleitoral do que comprovação dos fatos.” “O que se tem é uma presidente à frente de um governo refém das circunstâncias e das pressões.” “O governo não tem a agilidade administrativa que garantiu que teria na campanha. O que se vê é um governo que investe pouco e demora a tomar decisões.”

Como mostram as afirmações acima, nos últimos sete dias os jornais escancararam diversas vezes a verdade: o governo de Dilma Rousseff é incompetente. A propalada capacidade gerencial de Dilma Rousseff é invenção de marketing, mentira – é tão mítica quanto Papai Noel.

Aí vai o nono apanhado de notícias e análises que comprovam isso, publicadas pela imprensa entre os dias 3 e 10 de junho. Nove agrupamentos de provas da incompetência do governo, recolhidas em menos de dois meses. E nem vou entrar aqui na escolha de Ideli Elefante em Loja de Cristais Salvatti para a coordenação política – isso fica para o próximo apanhado, o décimo.

Não acredito que haverá paciência para o eventual leitor examinar todos os parágrafos abaixo. Mas uma olhadinha nos intertítulos em negrito já dá uma idéia da coisa.

* Um governo sem rumo, projetos emperrados

“Aos cinco meses de vida o governo parece sem rumo, ao sabor das pressões e tutelado pelo ex-presidente. A idéia de que a solução é ter uma Dilma da Dilma é evidentemente falta de entendimento da complexidade dos riscos a que o governo está exposto neste momento. De um lado, a capacidade gerencial da presidente na Casa Civil foi mais produto de marketing eleitoral do que comprovação dos fatos, como se vê hoje pelas várias descobertas de que, passada a maquiagem eleitoral, os projetos estão emperrados por falta de capacidade de execução dos empreendimentos. Por outro lado, porque até Palocci, que era mais experiente, foi encurralado pelo excesso de demandas de um voraz PMDB e pelos interesses fragmentados de uma base difícil de administrar.” (Míriam Leitão, O Globo, 7/6/2011.)

* Será Dilma capaz de levar a bom termo a Presidência?

“O que se tem é uma presidente à frente de um governo refém das circunstâncias e das pressões. (…) Quem está apta a deliberar sobre a permanência ou não de um ministro é a presidente. (…) Ela é o árbitro dessa questão. Com todos os ônus e bônus daí decorrentes. Se não é capaz de pesar e medir levando em conta as balizas da lógica, da política, da ética e daquilo que espera dela a sociedade, não será capaz de levar a bom termo a Presidência da República.” (Dora Kramer, Estadão, 7/6/2011.)

* A maquiagem dos projetos anunciados já se desgastou

“A crise revelou que o governo Dilma não tem articulação política. (…) O governo também não tem a agilidade administrativa que garantiu que teria na campanha. Os projetos do PAC ou do Minha Casa, Minha Vida estacionaram; a maquiagem que alguns receberam na campanha para parecerem mais robustos do que de fato eram já se desgastou. O que se vê é um governo que investe pouco e demora a tomar decisões.” (Mìriam Leitão, O Globo, 9/6/2011.)

* MEC gasta R$ 13,6 milhões com livros que ensinam que 10 menos 7 é 4

“O Ministério da Educação pagou R$ 13,6 milhões para ensinar que dez menos sete é igual a quatro a alunos de escolas públicas da zona rural do país. No segundo semestre de 2010, foram distribuídas com erros graves 200 mil exemplares do Escola Ativa, material destinado às classes que reúnem alunos de várias séries diferentes. Foram impressos ao todo 7 milhões de livros – cada coleção do Escola Ativa contém 35 volumes. Os erros foram detectados no início do ano, e um grupo de especialistas contratados pelo Ministério julgou que eles eram tão graves, tão grosseiros e tão numerosos que não bastava divulgar uma “errata” à coleção. Os livros com erros foram distribuídos a 39.732 classes multi-seriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios e todos os Estados do país. Segundo publicação do MEC, essas classes atendem 1,3 milhão de alunos.

Provocado pelo Estado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, pediu à Controladoria-Geral da República (CGU) a abertura de sindicância para apurar o tamanho do prejuízo e os responsáveis por ele. Ao mesmo tempo, mandou uma carta aos coordenadores de escolas da zona rural recomendando que os livros do Escola Ativa não sejam usados em sala de aula. A coleção foi retirada do ar também na internet. (Estadão, 4/6/2011.)

* O MEC é uma “usina de erros”

“Espera-se que no caso do livro didático aprovado pelo MEC em que 10 – 7 é igual a 4 não se acuse os críticos do absurdo de ‘preconceituoso’, nem se tente justificar o erro crasso com a tese esfarrapada de que tudo depende do ‘ambiente social’ em que a falha é cometida. A conta é tão errada quanto a concordância ‘nós pega’ (sic), de outro livro didático oficial. O desleixo do MEC com a qualidade do material pedagógico chegou, enfim, à matemática, território inóspito para ideologias – ainda bem.” (Opinião, O Globo, 7/6/2011.)

* O MEC não se preocupa com o ensino – tem outras prioridades.

“Nos oito anos e meio da atual gerência, a educação brasileira continuou solidamente estagnada na sua situação de calamidade, entre as piores do mundo a cada pesquisa que sai. Os professores não sabem ensinar, os diretores não sabem dirigir e os alunos não conseguem aprender. (…)

As autoridades que mandam hoje no ensino público nacional estão convencidas de que a função principal do MEC não é transmitir conhecimento, mas colocar a sociedade brasileira no molde político e ideológico que elas consideram ideal para o país. Em vez de ensinar, acham que a prioridade do ministério é combater o racismo, resolver o problema da distribuição de renda ou promover a ‘diversidade’ de preferências sexuais. Acreditam que os alunos têm de receber instrução politicamente ‘correta’ e que devem ser treinados para admirar as realizações do governo. (J. R. Guzzo, Veja, 8/6/2011.)

* Um brutal exemplo de como vão mal os preparativos para a Copa do Mundo

“Um balanço apresentado ontem pela Caixa Econômica Federal ao Tribunal de Contas da União (TCU) dá a dimensão do atraso nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Dos 54 projetos de mobilidade urbana (transporte de massas) financiados pelo banco, inscritos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), somente dois receberam repasses até agora. Os demais ainda enfrentam a burocracia federal para concessão dos empréstimos ou providências de estados e municípios para o dinheiro começar a ser liberado.” (O Globo, 10/6/2011.)

* A TV Lula é tão chapa branca que assusta até eles mesmos

“A Câmara de Jornalismo do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) recomendou à TV Brasil que passe a noticiar as denúncias que envolvem o (então) ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, em suspeita de tráfico de influência. (…) De acordo com levantamento feito por essa Câmara, dos dias 16 a 20 de maio a TV Brasil deixou de veicular as notícias sobre o suposto enriquecimento ilícito de Palocci. A notícia com as informações de que o patrimônio de Palocci havia aumentado 20 vezes em quatro anos foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 15, mas só foi citada na TV Brasil pela primeira vez no dia 20. (…) A EBC custa aos cofres públicos cerca de R$ 450 milhões por ano.” (Estadão, 7/6/2011.)

* Assistencialismo do governo faz as pessoas deixarem seu emprego

“Beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pedem demissão do trabalho para se enquadrar no limite de renda para adquirir um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal. Famílias que receberam ontem as chaves de seus apartamentos, em Blumenau (SC), disseram ao Estado que largaram o emprego para ter renda familiar de até R$ 1.395,00, teto estipulado pelo governo para obter o financiamento.” (Estadão, 10/6/2011.)

* Na política externa, o governo continua apoiando as ditaduras

“O sinal de que o Brasil não deve apoiar a resolução contra o regime sírio de Bashar Assad no Conselho de Segurança das Nações Unidas irritou EUA, França, Grã-Bretanha e Alemanha. Diplomatas desses países disseram estar decepcionados com a posição brasileira de não votar a favor do texto que condena o governo sírio pela onda de repressão a opositores que já deixou mais de mil mortos.” (Estadão, 10/6/2001.)

* A faraônica insanidade de Belo Monte fica cada vez mais estatal

“O fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) deve dobrar sua participação no consórcio que vai administrar a Hidrelétrica de Belo Monte (PA). A entidade ficará com parte das ações que serão vendidas pelas construtoras que desistiram do negócio. Se a operação for confirmada, a participação estatal no controle da usina será de praticamente 70%.” (Estadão, 10/6/2011.)

* Recorde de horas sem energia elétrica; apagão no Rio, apagão em SP

“Segundo dados oficiais do próprio governo, o número de horas sem energia elétrica no Brasil em 2009 e 2010 foi o maior da década. Mais impressionante: nem durante o período de racionamento da gestão FHC, em 2000 e 2001, os brasileiros ficaram tantas horas no escuro.” (Veja, 8/6/2011.)

Para lembrar: antes de ser ministra da Casa Civil no governo Lula, e portanto coordenadora dos programas oficiais, Dilma Rousseff foi ministra das Minas e Energia.

“Terça-feira (7/6), no encontro de Eduardo Paes com a equipe de inspeção do Comitê Olímpico, faltou energia duas vezes.” (Ancelmo Gois, O Globo, 10/6/2011.)

“Milhares de pessoas passaram boa parte do dia sem energia – em algumas áreas o apagão persistia até à noite. Por causa do blecaute, houve interrupção no sistema de trólebus de São Paulo e no fornecimento de água de nove cidades na Região Metropolitana e nas zonas sul e leste de São Paulo. (Estadão, 9/6/2011.)

“Pelo terceiro dia consecutivo, moradores da capital e de ao menos oito cidades da Região Metropolitana de São Paulo sofreram com a falta de energia.” “O Procon teve aumento de 235% nas reclamações por causa do corte de energia no Estado de São Paulo em apenas um dia.” (Estadão, 10/6/2011.)

* Brasil Sem Miséria, um plano improvisado – na melhor das hipóteses

“Não pode ser considerado sério, nos termos em que foi apresentado, o programa Brasil Sem Miséria. Ficou claro que o seu lançamento, quinta-feira (2 de junho) – numa solenidade em que a presidente se viu obrigada a proclamar que não é ‘refém do medo’, ao lado de um desenxabido ministro Antonio Palocci, responsável pela crise que assusta o Planalto –, foi uma precipitação. No esforço por mostrar que o governo governa e que a presidente preside, não se deixando travar pelo escândalo que expôs a fortuna do seu braço direito, o titular da sua Casa Civil, incluiu-se a apresentação do plano de combate à miséria entre as aparições públicas de Dilma, destinadas a exibir, ao longo da semana, um quadro de normalidade política e eficiência administrativa do Executivo. O que se viu, porém, foi uma simples colagem, ao que tudo indica improvisada, de projetos que parecem ser um mix das iniciativas do governo Lula no campo social, lembrando o ajuntamento de projetos a que ele deu o pomposo nome de Programa de Aceleração do Crescimento. E essa ainda é uma hipótese beniga. Pior será se se vier a saber que a crise não forçou o lançamento do Sem Miséria antes da hora, no estado em que estivesse, mas que ele é isso mesmo, ou seja, o produto de um trabalho que chegou, sim, ao seu término e espelha o que a equipe da presidente tem a oferecer na matéria.” (Editorial, Estadão, 4/6/2011.)

* Mais promessas que não saem do papel (1)

“As 500 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), prometidas durante a campanha pela então candidata Dilma Rousseff para garantir atendimento médico 24 horas por dia à população, ainda não começaram a sair do papel. Balanço dos primeiros cinco meses do programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que a promessa, com previsão de gastos de R$ 212,5 milhões em 2011, ficou paralisada entre janeiro e maio.” (Estadão, 4/6/2011.)

* Mais promessas que não saem do papel (2)

“Destacados nas promessas de campanha, os investimentos em saneamento básico não deslancharam no atual governo. A execução do Orçamento até abril mostra que só 15,8% dos recursos ao setor foram gastos efetivamente, já incluídos os ‘restos a pagar’, despesas de anos anteriores pagas este ano. (O Globo, 5/6/2011.)

* Em 5 meses, governo não fez nada por vítimas da tragédia na Serra do Rio

“Quase cinco meses depois da enxurrada que deixou 916 mortos e quase 32 mil desabrigados na Região Serrana do Rio, o cenário da tragédia pouco mudou. O Globo revisitou as regiões mais atingidas em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. E encontrou destruição e muitas queixas.” (O Globo, 3/6/2011.)

No dia em que O Globo trouxe a reportagem cujo início está no parágrafo acima, a presidente Dilma Rousseff e o governador do Rio, Sérgio Cabral, em cerimônia no Palácio Guanabara, anunciaram um conjunto de obras no valor de R$ 678 milhões que, segundo eles, dará início ao programa de recuperação das sete cidades atingidas pelas chuvas pouco menos de cinco meses antes. (O Globo, 4/6/2011.)

* O governo planeja criar um novo órgão para fiscalizar o Ecad!

Novas boquinhas à vista para a companheirada lulo-petista, às nossas custas, é claro:

“O coordenador-geral de Regulação em Direitos Autorais do Ministério da Cultura (MinC), Cristiano Lopes, anunciou que o governo pretende criar uma instituição para regular e fiscalizar a arrecadação dos direitos autorais no Brasil. (…) Ao se declarar favorável à fiscalização e regulamentação do Ecad por um órgão estatal, o MinC adota uma postura diferente da defendida pela ministra Ana de Holanda no início de sua gestão. Logo que assumiu a pasta, Ana afirmou em diversas ocasiões que não via nenhuma possibilidade de submeter o Ecad ao Ministério.”  (O Globo, 3/6/2011.)

* “Onde o governo se mete, dá um jeito de ficar com o dinheiro para ele”

O compositor, instrumentista e cantor Dominguinhos definiu, com uma simplicidade franciscana e uma lucidez brilhante, a interferência do governo no processo de arrecadação e pagamento dos direitos autorais:

“Onde o governo se mete, dá um jeito de ficar com o dinheiro para ele. Se o Estado entrar no esquema, a situação vai piorar para o autor.”

E a cantora Sandra de Sá complementa : “Devemos continuar assim: livres. Não dá para ter um órgão do governo cuidando da nossa obra. Ninguém em Brasília sabe como isso daqui funciona. Nós, sim.” (O Globo, 2/6/2011.)

* Este é um governo de visão autoritária

“Estamos diante de uma situação típica de governo de visão política autoritária, que considera que certas informações não são do interesse público, como se coubesse ao governo definir que informações a opinião pública tem o direito de saber. Assim como Palocci disse que o faturamento de sua ‘consultoria’ não é de interesse público, também os boletins médicos não esclareceram à população que a pneumonia da presidente Dilma era dupla e não ‘leve’.” (Merval Pereira, O Globo, 5/6/2011.)

* Este é um governo sem respeito à ética

“Assim como os livros do MEC ensinam que 10 – 7 = 4, e que falar errado é só um preconceito linguístico, o lulismo trouxe conceitos éticos inovadores, como o que aceita o roubo e a corrupção, desde que seja para o partido. Mas, se for em causa própria, basta chamar o partido para defender o companheiro e salvá-lo da cadeia. (Nelson Motta, Estadão e O Globo, 10/6/2011.)

10 de junho de 2011

Outros apanhados de provas da incompetência de Dilma e do governo:

Volume 1 – Notícias de 20 a 27/4

Volume 2 – Notícias de 28/4 a 4/5

Volume 3 – Notícias de 4 a 6/5

Volume 4 – Notícias de 7 a 10/5

Volume 5 – Notícias de 10 a 17/5

Volume 6 – Notícias de 17 a 21/5

Volume 7 – Notícias de 22 a 27/5

Volume 8 – Notícias de 28/5 a 2/6

11 Comentários para “Más notícias do país de Dilma (9)”

  1. É uma vergonha! O caso do Mec é crime! A sra. presidenta continua entusiasmadíssima com o trem bala no Rio de Janeiro. Imagina! Vão gastar milhões para ir de um lugar para lugar nenhum. Deus nos acuda!

Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.