Angela Merkel fará falta

Após 75 anos, os alemães irão às urnas no próximo domingo sem que seu primeiro-ministro dispute a eleição. Depois de 16 anos no poder, Angela Merkel sai do palco político para entrar para a história. Em um mundo marcado por forças centrífugas – xenofobismo, racismo, isolacionismo, crise migratória, entre outras – Merkel fez a diferença. Continue lendo “Angela Merkel fará falta”

Vexame anunciado

A 76ª Assembleia Geral da ONU será aberta na terça-feira pelo presidente da República do Brasil, como dita a tradição. Sem os conselhos nefastos do terraplanista Ernesto Araújo, substituído pelo chanceler Carlos Alberto Franco França, há até expectativas de que os vexames das duas edições anteriores não se repitam. Mas em se tratando de Jair Bolsonaro não há qualquer garantia. Se não for um grande mico já será lucro. Continue lendo “Vexame anunciado”

“Ainda vão devolver os R$ 15 bi roubados”

Não basta acabar com a Lava-Jato, a maior, mais efetiva força de combate à corrupção que já houve no Brasil. Não basta. Para os políticos corruptos – tanto de esquerda quanto de direita quanto nem de um lado nem de outro –, é preciso mais. É preciso destruir os instrumentos legais que permitem o combate à corrupção. Continue lendo ““Ainda vão devolver os R$ 15 bi roubados””

Bolsonaro agradece

Adversários históricos desde o final dos anos 30, Carlos Lacerda e o ator Mário Lago, militante do Partido Comunista Brasileiro, se encontraram atrás das grades, logo após o AI-5. Coube a Lacerda quebrar o gelo: “Mário, na cadeia esquerda e direita se falam, não?” Continue lendo “Bolsonaro agradece”

A armadilha da nota oficial

Desde que chegou à Presidência, Jair Bolsonaro faz o Brasil refém do seu humor. Suas agressões, disparates e ameaças movem a política e a economia, incitam e alimentam o ódio e a incivilidade. Da tarde de quinta-feira para cá isso se tornou ainda mais grave. Ele conseguiu parar o país. Não com tanques ou desordem de caminhoneiros sem causa, mas com a desconfiança sobre o que ele fará no dia seguinte. Continue lendo “A armadilha da nota oficial”

O ministro Barroso nos lava a alma

O pronunciamento do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira, 9 de setembro, foi uma peça histórica. Infelizmente, a fala acabou um tanto perdida em meio ao imenso  ruído em torno da nota assinada por Jair Bolsonaro afirmando que falou as frases golpistas e criminosas que falou no 7 de setembro por causa do “calor do momento”. Continue lendo “O ministro Barroso nos lava a alma”

Surreal!

Tive de procurar no dicionário uma palavra que definisse bem os fatos ocorridos nesta semana e achei essa que caiu como uma luva. Surreal: aquilo que se encontra além do real, que denota estranheza, transgressão da verdade sensível, da razão ou que pertence ao domínio do sonho, da imaginação, do absurdo.  Continue lendo “Surreal!”

E agora, Arthur Lira?

“Os discursos de Bolsonaro, em Brasília e em São Paulo, revelam a triste figura (e a distorcida mente autocrática) de um político medíocre e sem noção dos limites éticos e constitucionais que devem pautar a conduta de um verdadeiro Chefe de Estado que seja capaz de respeitar o dogma fundamental da separação de Poderes.” Continue lendo “E agora, Arthur Lira?”

O dia seguinte

Milhares devem ir às ruas na terça-feira em atos cuja ambiguidade dos mobilizadores impede qualquer previsão. Podem dar eco à beligerância do presidente Jair Bolsonaro, acabar em invasão do STF e do Congresso, com quebra-quebra e violência. Ou simplesmente se limitarem a louvar o “mito”. Fora a ficcional hipótese de golpe – com tanques e fuzis -, o dia seguinte será uma quarta-feira como outra qualquer. Talvez de cinzas para o presidente. Continue lendo “O dia seguinte”

Esconde-esconde!

Da forma como a coisa tá ficando pro lado de certos convocados da CPI, os melhores hospitais do país vão acabar tendo de ampliar suas instalações para receber tantos pacientes com o recente surto da Síndrome de Cagaço Aguda. Continue lendo “Esconde-esconde!”

O (des)governo declara que é contra a harmonia

O (des)governo Bolsonaro fez saber ao mundo que não concorda com esta afirmação:

“A Praça dos Três Poderes encarna a representação arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, essência da República.” Continue lendo “O (des)governo declara que é contra a harmonia”