Há 40 anos nascia na Ceilândia, a próspera cidade satélite da capital do maior país da América do Sul, uma menina bonita que chegou para alegrar a casa dos felizardos papais Vicente e Maria das Graças. Recebeu o nome de Michelle. Continue lendo “Uma Linda História de Amor!”
Nicarágua, a Revolução traída
O escritor Eric Nepomuceno foi um entusiasta da Revolução Sandinista desde o seu primeiro momento. Estava em um apartamento em Paris onde iria encontrar Regis Debray quando recebeu um bilhete do escritor francês, desculpando-se por faltar ao encontro porque estava partindo para a Nicarágua onde chegava ao fim a sanguinária ditadura de Anastasio Somoza. Por 40 anos Somoza governou o país como se a Nicarágua fosse uma grande fazenda de propriedade de sua dinastia. Continue lendo “Nicarágua, a Revolução traída”
O extravagante Reino Brasil
Com salário de R$ 9,5 mil, o “digital influencer” Jair Renan Valle Bolsonaro, do alto de seus 25 anos, virou auxiliar parlamentar sênior do senador Jorge Seif (PL-SC). A nomeação, estampada no Diário Oficial da União do dia 8 de março, segue o padrão do clã, cujo sobrenome frequenta contracheques públicos há 30 anos, com mais de uma centena de parentes, amigos do peito e familiares desses amigos. Ainda que mais escancarados do que a maioria, os Bolsonaros não são exceção. Os cargos de livre nomeação em todas as esferas públicas são cabides de emprego para parentes e cupinchas, imoralidade enraizada na política brasileira, independentemente de partido ou ideologia. Continue lendo “O extravagante Reino Brasil”
Tudo Jóia?
A piada da semana nas redes sociais é sobre uma hipotética conversa entre tripulantes de aviões da FAB:
- É aí? Tudo jóia?
- Não! Metade é cocaína.
Campeão das liberdades
“Rejeito doutrinas de poder arbitrário. Abomino ditaduras de todo o tipo, militares ou científicas. Coroadas ou populares. Detesto estados de sítio, suspensões de garantias, razões de Estado e leis de segurança pública.” Continue lendo “Campeão das liberdades”
Jóias das arábias
A sabedoria popular recomenda não mexer no mau cheiro sob pena de piorar o fedor. O caso das jóias das arábias, presente do príncipe saudita para o casal Bolsonaro, comprova o dito. Quanto mais se sabe da espantosa história apurada pelo Estadão, mais complicada fica a posição do ex. Bolsonaro, que não vê ilegalidade no mimo, jamais escondeu sua preferência pelos sauditas nas negociações envolvendo a Petrobras, até para a privatização da estatal brasileira. Uma relação que além da “afinidade” com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman envolve bilhões de dólares. Continue lendo “Jóias das arábias”
“Gestão Bolsonaro agiu para liberar jóias de R$ 16,6 milhões para presidente e Michelle”
“BRASÍLIA – O governo Jair Bolsonaro (PL) tentou trazer ilegalmente para o País colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em € 3 milhões, o equivalente a R$ 16,5 milhões. As joias eram um presente do regime saudita para o então presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro e foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos. Estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que viajara ao Oriente Médio em outubro de 2021. Continue lendo ““Gestão Bolsonaro agiu para liberar jóias de R$ 16,6 milhões para presidente e Michelle””
Boa companhia
O presidente Lula não está mais sozinho em sua batalha contra os juros altos. Inflação causada por anomalias no lado da oferta não se combate com aumento de juros. A definição é do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, para quem o presidente Lula tem toda razão de se preocupar: elevação de juros nessas situações são desnecessárias, ilógicas e levam o país para a recessão, com graves consequências para a produção, o emprego e a renda da grande maioria da população. Continue lendo “Boa companhia”
Cem Anos de Podridão!
O governo acerta
Nestes seus dois primeiros meses, o governo Lula 3 vem acertando em várias áreas.
Sem pretender abarcar todos os acertos já apresentados em tão pouco tempo, gostaria de no mínimo citar alguns deles. Continue lendo “O governo acerta”
O que restará aos humanos?
No mundo em que vivemos o trabalho desempenha importante função social, dando um sentido à vida das pessoas. Não ter emprego é quase como não ter vida. Desde a primeira revolução industrial vivemos na “sociedade do trabalho”. Essa realidade vem sendo alterada profundamente com o advento da Inteligência Artificial. O fenômeno já tinha sido observado por Yuval Harari em 2016, quando escreveu o livro Homo Deus: uma breve história do amanhã, e fez a previsão de que até 2050 surgiria uma nova classe social: a dos inempregáveis. Continue lendo “O que restará aos humanos?”
De volta ao passado, a bordo do trem-bala
Na economia, o governo Lula 3 parece estar em acelerada marcha a ré rumo ao passado. Rumo a algo parecido com os tenebrosos tempos de Dilma 2, em que Guido Mantega propunha a “nova matriz econômica” – o “nova” aí indicando aquelas idéias de 1917, do Estado todo-poderoso. Continue lendo “De volta ao passado, a bordo do trem-bala”
Que crise!
Li na imprensa, e não nas mídias sociais, que são antros de boatarias e pseudo notícias de agentes da direita e extrema direita, que os investimentos estrangeiros na B3 aumentaram durante o mês de janeiro. E não foi pouca coisa. Do dia 2 ao dia 31 subiram 3,9%, enquanto o tal “mercado” chiava e vertia lágrimas de crocodilo contra o que via como ameaças à política econômica liberal por parte do recém empossado governo Lula. Continue lendo “Que crise!”
Miséria eterna
Santo Amaro do Maranhão: 16.129 habitantes. Apenas 4,2% têm trabalho remunerado, 60% deles recebendo até meio salário mínimo. O município, na rabeira entre os mais pobres do país, paga R$ 4 mil por mês para cada um de seus 11 vereadores. O absurdo se repete em mais da metade das cidades brasileiras, 32,5% delas – 1.704 das 5.570 – incapazes de arcar com suas despesas funcionais, sobrevivendo de repasses federais e estaduais. A 237 quilômetros da capital São Luís, a Santo Amaro maranhense é só uma ponta da indecente teia de gastos públicos que abastece privilegiados e eterniza a miséria. Continue lendo “Miséria eterna”
Uma guerra longe do fim
Quando invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia tinha como estratégia alcançar a vitória por meio de uma guerra de curta duração. A enorme superioridade bélica em relação ao país invadido alimentava sua esperança de conquistar no teatro de operações três objetivos estratégicos: frear a expansão da OTAN em direção às suas fronteiras, consolidar a Crimeia como território russo e estabilizar a russificação das províncias ucranianas de Lugansk e Donetsk. Continue lendo “Uma guerra longe do fim”




