É sempre assim. Do vandalismo golpista de 8 de janeiro à mortandade de Ianomâmis, da seca aguda às enchentes que desabrigam e matam, da violência que pôs o Rio Grande do Norte de joelhos frente ao crime organizado aos brutais assassinatos dentro das escolas, todas as ações governamentais – ainda que necessárias – são improvisos. Não se trata de um problema restrito ao Lula 3, que amanhã chega aos 100 dias. Tampouco ao presidente anterior, cuja missão foi destruir. Sob qualquer batuta, o Brasil só funciona em estado de emergência. Continue lendo “Sob o domínio do improviso”
Semana Mais ou Menos Santa!
Na caminhada de hoje, dia de escrever o texto, senti o clima um pouco diferente. Uma manhã com cara de outono, meio enevoada, escondendo o azul do céu que só apareceria mais tarde junto com um sol um tanto ou quanto opaco. Continue lendo “Semana Mais ou Menos Santa!”
Bagunça e ameaça de retrocesso na educação
Quando os três maiores jornais do país defendem exatamente o mesmo ponto de vista, é bom prestar bastante atenção ao que eles estão dizendo. Porque é dificílimo, para não dizer impossível, que eles estejam errados. Continue lendo “Bagunça e ameaça de retrocesso na educação”
Fake news
Retrocesso no Ensino Médio
A descontinuidade de políticas públicas já causou muito mal à educação brasileira, trazendo enormes prejuízos para nossa juventude e ao país. Mais uma vez estamos diante desse risco. Apesar de ter chegado ao chão da escola apenas em 2022, o Novo Ensino Médio vem sendo bombardeado por corporações sindicais de professores, entidades estudantis e por parlamentares do campo da esquerda. Advogam sua revogação pura e simples, sem apresentar nenhuma alternativa a não ser o retorno ao velho sistema. Continue lendo “Retrocesso no Ensino Médio”
Um país sem trégua
O Brasil é um país sem trégua. Sempre que respira um pouco arranja um jeito de abrir o gás para infestar o ambiente. O anúncio do novo arcabouço fiscal – uma ideia engenhosa e simples, embora de difícil execução – atraiu os holofotes e conseguiu aliviar o ambiente no dia em que o ex Jair Bolsonaro, com todo o peso que ele carrega, regressou ao país. Mas se o clima parecia desanuviado, o Congresso Nacional tratou de estragar. Continue lendo “Um país sem trégua”
Alhos e bugalhos
Comparar alhos com bugalhos é coisa que se aprende no colégio a não fazer. Mas virou moda fazer. O tratamento dado pela Folha à mais nova pesquisa do DataFolha sobre a quantas anda o governo Lula, três meses após a posse, é um exemplo chocante.
Forças Armadas ensaiam a volta aos quartéis
Depois de quatro anos de ordens do dia laudatórias ao 31 de março de 1964, este ano não haverá pronunciamento das Forças Armadas. A decisão tomada pelo ministro da Defesa, em sintonia com os três comandantes militares, se deu sob o impacto negativo do 8 de janeiro e tem objetivos de curto e longo prazo. No imediato visa a não jogar lenha numa fogueira cujas labaredas ainda não se extinguiram totalmente. Não falar da data – nem contra nem a favor – é uma maneira de distensionar o ambiente. Dentro e fora dos quarteis. Continue lendo “Forças Armadas ensaiam a volta aos quartéis”
Assassinato na sala de aula
Riobaldo, personagem imortalizada por Guimarães Rosa na sua obra seminal Grande Sertão: Veredas, dizia que viver é perigoso. Parafraseando o grande escritor, dar aula passou a ser perigoso diante da onda de problemas com a saúde mental que invadiu o ambiente escolar, agravados no período da pandemia. Continue lendo “Assassinato na sala de aula”
Lula versus Lula
Luiz Inácio Lula da Silva é o opositor mais efetivo ao governo Lula 3. Antes mesmo de completar 100 dias, age como seu antecessor, que também jogava contra o seu próprio mandato. Além da língua solta, que constrange até aliados, os dois têm como prática eleger culpados para pendurar nas costas deles seus insucessos. Jair Bolsonaro dizia que o STF não o deixava governar. Lula antecipa-se em debitar a conta no Banco Central, que estaria mantendo a taxa de juros em 13,75% só para inviabilizá-lo. Mais do que inverdades, trata-se de oportunismo barato. De ambos. Continue lendo “Lula versus Lula”
A Terra plana de Lula
Adélio Bispo, o que deu a facada, estava a serviço do PT, é claro. As urnas eletrônicas não são confiáveis – são manipuladas pela Justiça Eleitoral para dar vitória ao PT. Ministros do STF trabalham pelos interesses do PT. Governadores e prefeitos mandaram as pessoas ficar em casa por causa daquela gripezinha porque queriam mesmo era ferrar a economia, ferrar o governo dele. Continue lendo “A Terra plana de Lula”
O criador das turbulências
Um ministro teve a idéia genial de fazer as companhias aéreas venderem passagens a R$ 200,00. Outro teve a idéia genial de tabelar os juros dos empréstimos consignados em 1,7%. Levaram bronca do presidente Lula em reunião ministerial: era para os ministros pararem de anunciar genialidades antes de consultar o núcleo do governo. Continue lendo “O criador das turbulências”
Pérolas!
Duas pérolas saídas de bocas de gente do mundo político marcaram a semana:
A do Lula: “Só vou ficar bem quando foder com o Moro”.
A da Michelle: “a única joia aqui presente são vocês”. Continue lendo “Pérolas!”
A “ressureição” do anticomunismo
O anticomunismo jamais deixou de existir no Brasil. Ora submerge nas camadas profundas da sociedade, ora vem à luz do dia, com uma eco nas massas. Tem sido assim desde os primórdios da Revolução Russa. Imaginava-se que, com o fim da “Pátria mãe do Socialismo” – a extinta União Soviética –, ele havia desaparecido da face da Terra e do Brasil. Ora, se o comunismo tinha deixado de existir, não havia mais sentido, nem base material, para o temor de sua implantação em nosso país. Continue lendo “A “ressureição” do anticomunismo”
A doença do populismo
Com 32.801 domicílios e cerca de 130 mil habitantes, o Sol Nascente, no Distrito Federal, é a maior favela do país, de acordo com o IBGE-2022. Desbancou a Rocinha e o Rio das Pedras, no Rio de Janeiro; está à frente de Beiru (Tancredo Neves), em Salvador, e da paulistana Heliópolis. No entorno da rica Brasília, centro do poder, existem outras 35 favelas com sub-habitações, sem água tratada e coleta de esgoto. A maioria delas resultante da irresponsabilidade de Joaquim Roriz, conhecido como “o governador que dá casa”, que, a partir dos anos 1990, distribuiu lotes a rodo para se eleger e reeleger. Continue lendo “A doença do populismo”

