Em pleno transe da Copa, vem um sujeito (este seu criado) falar em… comidinhas caseiras. Assunto descansado, mas como absorvê-lo na atmosfera de conflito e luta que está no ar? Continue lendo “Comidinhas caseiras”
João Geada e Chico Gasparzinho
Eu tinha 7 anos, não mais que isso, quando vivi uma das experiências mais excitantes da minha ainda curta vida. Minha família morava numa fazenda ao lado da pequena vila de Guatapará, a 42 km de Ribeirão Preto. Continue lendo “João Geada e Chico Gasparzinho”
A excomunhão
Lá pelo final dos anos 50 do século passado, depois de um período internado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, voltei para a casa de meus pais. Nessa quadra da minha vida, aproveitando o tempo de internação, já fizera a primeira comunhão com o aprendizado do Catecismo católico, ensinado por padres e freiras, tempo em que ele era ainda ministrado quase todo em latim. Continue lendo “A excomunhão”
Boas piadas no país da Copa
Anunciamos a chegada do vôo 746 vindo de Recife. A aeronave já está posicionada no finger 4 do terminal 2. Informamos que o sistema automático de processamento depositará as bagagens no receptor 16, em dez minutos. Continue lendo “Boas piadas no país da Copa”
Canalha, cretino, cafajeste…
É claro que você já esbarrou nele. Todos o fizemos, voluntária ou involuntariamente. É onipresente e na maior parte do tempo ostenta um sorriso com variações de moldura: ora ligeiramente encoberto por um espesso bigode, ora calculadamente pendurado no canto da boca desenhada em um rosto bem escanhoado. Continue lendo “Canalha, cretino, cafajeste…”
Eu, a “prima”, o terno e a valeta
Quando leio qualquer coisa sobre Ribeirão Preto, viajo de volta ao passado na garupa das muitas lembranças dos tempos em que vivi nessa metrópole interiorana, que fez parte da minha infância e juventude. É bem verdade que eu só ia à cidade de vez em quando ou por precisão, pois morava em Guatapará, um dos seus distritos, hoje município emancipado, localizado a pouco mais de 40 quilômetros, no vale do médio Rio Mogi Guaçu. Continue lendo “Eu, a “prima”, o terno e a valeta”
Mariana
Foi numa madrugada fria de junho de 1978 que conheci o verdadeiro Hector Gulberti. Argentino, cara de cantor de tango, um dia viera pedir-me emprego na redação do Jornal da Cidade, de Jundiaí, do qual eu era o redator-chefe. Apresentou-me como única credencial a declaração verbal de que trabalhara na diagramação do El Clarín, diário de Buenos Aires. Continue lendo “Mariana”
Uma casinha pequenina
O sol quente, tão quente quanto no verão, fazia estalar as sementes de mamona espalhadas no terreirão. E era inverno. Chovera quase toda a noite, a estrada era uma faixa pontilhada de poças multiformes em todo o estirão, até onde a vista alcançava. Continue lendo “Uma casinha pequenina”
Gabo
O caixão com o corpo do Gabriel García Márquez teve que ser levado na mão, por trezentos metros. Vencida mais ou menos a metade, um homem que segurava uma das seis alças (parece que era o Vargas Llosa) sentiu-se mal e teve que desistir. Continue lendo “Gabo”
Um belo fruto tropical
No outubro de 1986 as águas haviam baixado com o fim das chuvas, depois do inverno rigoroso daquele ano acima da linha do Equador. Embora o céu ainda carregasse suas nuvens para lá e para cá, ora fechando, ora abrindo, o verão tropical foi chegando. Continue lendo “Um belo fruto tropical”
No inverno daquele junho
Andou pé-ante-pé no silêncio da madrugada, fios de claridade vazando pelas frestas da janela. Cuidou de não acordar a mãe, rosto marcado pela dor que povoava seu sono. Parou ao lado da cômoda onde uma solitária rosa, temporã florescida no inverno daquele junho, consumia um resto de vida alimentada pela água fria na caneca de ágata. Continue lendo “No inverno daquele junho”
Um quê de Vietnã
Quem não conhecia Roraima lá pelos idos dos anos 80 e chegava pela primeira vez a Boa Vista surpreendia-se com a cidade. Mas se nela havia uma face bela, que encantava, também havia outra, horrenda, que assustava. Continue lendo “Um quê de Vietnã”
Zé e os amigos do Zé
Nos anos 80, ainda no começo da corrida do ouro que trouxe para o então Território Federal mais de 50 mil aventureiros, eu acabara de me instalar em Boa Vista como correspondente do Estadão, JT e Agência Estado quando conheci Zé Mato Grosso. Continue lendo “Zé e os amigos do Zé”
Devaneios
Eis-me sentado em confortável poltrona me envolvendo com um livro policial islandês. É o terceiro do mesmo autor, Arnaldur Indridason, que leio. Continue lendo “Devaneios”
O golpe
Eu tinha 17 anos e acompanhava com muito interesse a movimentação política. Lia jornais, ouvia rádio e vi, ao vivo, pela televisão, o comício do dia 13 de março, no Rio. Estudava no Colégio Estadual, instituição pública de ensino exemplar. Continue lendo “O golpe”
