Pai Zuello

Em 1990, a vidente Mãe Dinah surpreendia o País com suas previsões. Estava na tevê, e tinha coluna em jornais. Previu que o Brasil não ganharia a Copa do Mundo, tampouco Ayrton Senna o Grande Prêmio de Interlagos – o que de fato aconteceu. Previu também a morte dos músicos do conjunto  Mamonas Assassinas. Outras tantas previsões, no entanto, não se confirmaram. Continue lendo “Pai Zuello”

A lauda em branco

A maior angústia de um repórter, depois de um dia de trabalho na rua, desses que não dá nem para almoçar, era, antigamente, ficar olhando para a lauda de papel em branco, ou ter a sensação de que ela olhava para ele, sem que no meio de campo surgisse a bola a ser chutada; isto é, a inspiração para cravar a primeira linha. Continue lendo “A lauda em branco”

Climão!

Dias antes do encontro de líderes mundiais organizado pelos Estados Unidos para discutir o clima, Jair Bolsonaro enviou uma carta ao presidente americano Joe Biden pedindo ajuda para fiscalizar a Floresta Amazônica.

Deve ter sido mais ou menos assim: Continue lendo “Climão!”

Caminhada

Há uma figura – um homem… um velho – que pode ser vista em solitária caminhada, quando o sol da tarde arrefece. O tipo vence uma quadra, e chega ao lago do condomínio de ares campestre onde vive. Lá estão os cisnes (são três). Navegam em formação, um atrás do outro. Na margem, há pessoas apreciando a paisagem, às vezes conversando. E pescadores. Continue lendo “Caminhada”

A leitora

O que um número – 403 – pode significar na vida de uma pessoa apaixonada por livros? No caso de Dena Brandão, significa que ela leu, em seu e-book, essa quantidade de obras em 2019. Nem que tenha sido um pequeno trecho, descartado se não a agradou. O número foi mandado a ela pelo Kindle, da qual é cliente – assídua, como se vê. Continue lendo “A leitora”

O Baile!

O baile, ou os bailes que costumam acontecer no suntuoso Palácio do Planalto, têm sido bastante movimentados ultimamente, com um intenso troca-troca de dançarinos. Continue lendo “O Baile!”

Doces Olheiras!

Os acontecimentos da semana me fizeram lembrar da música “Doces Olheiras” composta por João Bosco e Aldir Blanc, especialmente o trecho que diz: “escândalos, paixões e correrias, têm sido assim os meus dias…” É só substituir “meus dias” por “dias deles” (dos ilustres representantes da República da Banânia), e tudo se encaixa. Continue lendo “Doces Olheiras!”

Agora Vai!

Oba! Mudamos o Ministro da Saúde! Sai Pazuello, entra Queiroga!

Depois da série de tropeços cometidos pelo ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Congresso começou a fazer pressão para que ele pegasse sua mochila e fosse acampar em outro terreno. Muito justo, diante do absurdo número de mortos provocado pela Covid-19 e da inércia dele diante da gravíssima situação. Continue lendo “Agora Vai!”

Pé na Jaca!

Até que ponto a novela imita a vida ou a vida imita a novela?

Nesta semana, personagens do nosso cenário político enfiaram o “Pé na Jaca” e acabaram criando um clima de “Bang-Bang” no país, com decisões pra lá de polêmicas em assuntos diretamente ligados à vida dos brasileiros. Continue lendo “Pé na Jaca!”

Do Tocantins aos sons dos tempos do onça

Para ouvir a valsa “Carrossel”, com André Kostelanetz e sua orquestra de concerto, girei várias vezes a manivela, movi o braço com a peça onde se encaixa a agulha e baixei-os sobre o disco que girava. Gesto comum nas primeiras décadas de 1900. Se não citei uma corneta, é porque meu gramofone não tem o dispositivo. É um modelo portátil. Continue lendo “Do Tocantins aos sons dos tempos do onça”