Crónicas atrás, ignorando-lhe o carpo, metacarpo, pus na minha mão direita o tarso, metatarso, que fui cruamente arrancar ao pé do mesmo lado. Ou seja, meti os pés pelas mãos. Não admira que me tenha estatelado na calçada molhada de Lisboa. Pois bem, podia chover a cântaros ou até cães e gatos, que a actriz e ginasta Debbie Reynolds, com os tarsos, metatarsos que tinha, jamais cairia. Continue lendo “A impertinente falha técnica”
Empresário de estimação
Em março de 2010, o ranking de bilionários da revista Forbes anunciava um feito extraordinário: Eike Batista subira 53 posições em apenas um ano, tornando-se o oitavo homem mais rico do mundo. Um vencedor, um exemplo – “nosso padrão, nossa expectativa, o orgulho do Brasil”, segundo a ex-presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “Empresário de estimação”
“What a nasty man!”
Donald J. Trump, o homem sem argumentos, sem vocabulário, tosco, rústico, que não sabia contestar ou argumentar com sua concorrente do partido democrata, a senadora Hillary Clinton, a não ser usando o bordão que mais o descreve do que a ela, “What a nasty woman!”, vai ocupar a presidência dos EUA por quatro anos sem ter a menor idéia da importância de seu país e da democracia que representa. Continue lendo ““What a nasty man!””
Candidato a Nero
O novo presidente americano, Donald Trump, iniciou seu governo como seriíssimo candidato a Nero do Terceiro Milênio. Continue lendo “Candidato a Nero”
Trump não está só
Usados com fartura pelo recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, populismo e xenofobia, animados por pregações ufanistas, se tornaram ingredientes quase indispensáveis no caldeirão de ideologias extremadas, sejam de direita ou de esquerda. À fórmula, que nada tem de nova, se agregou mais um elemento: a demonização da política e dos políticos, como se o feiticeiro pudesse negar o feitiço quando dele se beneficia. Continue lendo “Trump não está só”
O deleite de Hitchcock
Somos todos Cary Grant. Já vamos a meio do filme e ainda não sabemos em que história estamos enfiados. Nem sequer que personagem andamos a representar. Continue lendo “O deleite de Hitchcock”
O país da gambiarra
Desde a carnificina no presídio de Manaus, seguida pela matança em Boa Vista, especialistas na questão penitenciária são unânimes em criticar a ausência de planejamento para o setor. Nada de novo. O Brasil não tem plano nem para o sistema prisional nem para coisa alguma. É e sempre foi o país das gambiarras, dos remendos. Continue lendo “O país da gambiarra”
Passageiros da utopia
Em um de seus últimos artigos, o poeta Ferreira Gullar pregou a necessidade de se recuperar a utopia de uma sociedade mais fraterna e menos desigual, sonho de gerações e gerações do século XX. Continue lendo “Passageiros da utopia”
Eu vejo pessoas mortas
Como o pequeno Haley Joel Osment, em Sixth Sense, também eu vejo pessoas mortas. Os primeiros mortos entraram-me autocarro dentro, em 1974. Três mortos das noites anteriores de tiros, medo e ódio nas fronteiras raciais dos musseques de Luanda. Continue lendo “Eu vejo pessoas mortas”
Meia dúzia de coisas que incomodam, para dizer o mínimo
O ano de 2017 entrou violento, como a querer dizer que fomos precipitados em comemorar a saída de 2016. O Brasil está numa fase que, Deus nos perdoe, torna quase impossível ter esperança por dias melhores. Continue lendo “Meia dúzia de coisas que incomodam, para dizer o mínimo”
Como será 2017? Responda quem puder
Na virada do ano milhões de brasileiros jogaram flores a Iemanjá, consultaram os búzios ou cartas de tarô, pediram para a cigana ler as suas mãos. Tudo para saber o que o destino reserva para 2017, se as suas vidas passarão pelo mesmo sufoco de 2016 ou se há sinais de que vai melhorar. Continue lendo “Como será 2017? Responda quem puder”
Com a bênção de Hemingway
Não eram de se render. Marlene Dietrich não se rendeu a Hitler, Jean Gabin não se rendeu à pata nazi, na Paris ocupada. Juntou-os a América, que ainda não sabia se ia ou não à guerra. Ou talvez tenha sido um involuntário Hemingway a apresentá-los, num selecto clube de Nova Iorque. Continue lendo “Com a bênção de Hemingway”
Tem de ser honesto
Dia Mundial da Paz, o 1º de janeiro no Brasil poderia também ser o dia da jabuticaba, já que por aqui, bienalmente, são empossados os eleitos no ano anterior. Desta vez, mais de 11 mil prefeitos e vices e 57.736 vereadores, que passam a desenhar o novo – talvez nem tanto – mapa político do Brasil. Continue lendo “Tem de ser honesto”
Não dá mais para tomar bola nas costas
Na última semana do ano vale voltar a um tema vital para o Brasil: a educação.
Neste campo, o país está mais para o vexame dado pelo time de Felipão naquela vergonhosa derrota de 7 a 1 para a Alemanha do que para a seleção de Tite com seu futebol vistoso. Continue lendo “Não dá mais para tomar bola nas costas”
Veste-me essas calças!
Steve Rowland já tinha as calças bem puxadas para baixo quando descobriu quem ela era. Steve estava de corpo curvado, a cintura das Levis a passar os joelhos, o rabo graciosa e expectantemente erguido, e soube então quem ela era. Continue lendo “Veste-me essas calças!”





