O governo e os políticos entenderam mal . O que o povo pediu nas ruas não foi uma reforma política, mas uma reforma na política. Continue lendo “Democracia: por onde começa”
Suposta suspeição
É do jogo que partidos políticos busquem tirar o máximo proveito dos reveses de seus adversários. Quando denúncias pululam, um lado ou outro vê nelas a chance de impor ao inimigo a derrota fatal, ou, no mínimo, de empatar a peleja. Com as investigações sobre a formação de cartel nas licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo não seria diferente. Continue lendo “Suposta suspeição”
A cerveja é uma suspensão da realidade
Nenhuma cerveja nos leva ao inferno. Pior, toda a cerveja é uma suspensão da realidade. Em guerra é um pedido de tréguas. No amor, a câmara de descompressão antes da antropofagia erótica. Continue lendo “A cerveja é uma suspensão da realidade”
Cadê?
Elas começaram bonitas em São Paulo. Chegaram aqui fortes, determinadas e, permitam o uso da palavra que parece não ter nada a ver, mas tem, fagueiras. Era um prazer “ler” os cartazes empunhados pelos jovens. Pela justeza de suas reivindicações e reclamos: queriam mais atenção para Saúde, Educação, Transportes, Segurança. Continue lendo “Cadê?”
Tempos interessantes
“Que você viva tempos interessantes”.
Essa antiga maldição chinesa é explicada assim pelo engenheiro Demi Getschko, um dos pioneiros da internet no Brasil: Continue lendo “Tempos interessantes”
A noite mais escura é a noite do caçador
Do calor das cinco da tarde veio um riso de criança. Estou em Lisboa e a alegria irresponsável de uma gargalhada infantil interrompe-me a siesta andaluza. Julgava que já não havia crianças nas ruas de Portugal. Continue lendo “A noite mais escura é a noite do caçador”
Cabral, Padilha e Merval
Antes que pensem que enlouqueci, adianto que Merval Pereira entrou aí por ter cunhado a frase perfeita para definir a dupla que cito no título: “Por insuficiência de conteúdo”, na análise que fez do governo Dilma, “não sobrou nada”. Continue lendo “Cabral, Padilha e Merval”
Onde está a Idade Média?
Nada pode ser mais simpático do que um papa que manda pôr “mais água no feijão” e que diz que “bota fé nos jovens”.
Esqueceram que Bergoglio é argentino, torce para o San Lorenzo de Almagro, e ele mesmo foi generoso em fechar uma imaginária negociação com os brasileiros: ele consentiu que, embora o papa seja argentino, Deus continua sendo brasileiro. Continue lendo “Onde está a Idade Média?”
Nem todos os santos
Descortês, impróprio e deselegante, o discurso da presidente Dilma Rousseff na recepção ao Papa Francisco parece ter tido o dedo do diabo, que, é bom lembrar, ela confessou que usará para se reeleger. Continue lendo “Nem todos os santos”
Um tipo meio aciganado, europeu
O tipo moreno, meio aciganado, ao volante do descapotável, virou-se para o amigo e disse-lhe: “Quando Jack Warner e Sam Goldwyn controlavam isto, Los Angeles era um lugar diferente”. Continue lendo “Um tipo meio aciganado, europeu”
Bota mais água no feijão
Francisco tem passado mensagens profundas com palavras simples, palavras do dia a dia, e nisso reside sua força. Será que alguém imagina a possibilidade de os recados claros do Papa não entrarem em nossas mentes? Continue lendo “Bota mais água no feijão”
Ao Papa, sem carinho
Enquanto o Papa humilde falava das coisas do espírito no seu discurso de chegada, com a simplicidade do poverello di Assisi que inspirou a escolha de seu nome, a presidente Dilma discorria longamente sobre os rios de leite e mel que começaram a escorrer pelo Brasil durante os dez anos de governo de seu partido. Continue lendo “Ao Papa, sem carinho”
Lula de volta
Longe do ringue desde o quase nocaute desferido pelo escândalo Rosemary Noronha, e mais sumido ainda depois das manifestações juninas, o ex-presidente Lula reapareceu. E, ainda que zonzo, sentindo o golpe de não ser mais a voz máxima das ruas, reencontrou-se com o seu melhor estilo: o de reinventar a história. Continue lendo “Lula de volta”
Dinheiro e arte
O produtor Samuel Goldwyn nunca imaginou que do ameno céu de Los Angeles desabasse uma tempestade daquelas. Fizera o melhor, como a tanto o obrigava dinheiro e arte. Vira uma peça da escritora comunista Lillian Hellman e gostou. Continue lendo “Dinheiro e arte”
Fia-te na Virgem e não corras…
Começo por um erro grave, ensinar o Pai Nosso ao Vigário, e que Vigário! Logo o Vigário de Cristo.
Mas como eu o tenho como Papa, ou seja, o representante de Deus Pai aqui na Terra, ele há de me ter como sua filha e os filhos devem honrar e zelar por seus pais. É o que faço neste momento. Continue lendo “Fia-te na Virgem e não corras…”



