É Robert Altman e são cinco da manhã

MASH, o filme que me faz aqui falar de Alt­man, é de 1970. E foi nesse ano que eu o vi em Luanda, no cinema São Paulo, ape­sar do IMDB o dar como estre­ado em Por­tu­gal ape­nas em Setem­bro de 74. Que se lixe, em Angola estreou antes. Estreou logo. E eu vi-o, com o puto Toni­nho, que rece­bia bilhe­tes à borla do “Pro­vín­cia de Angola”, e os par­ti­lhava com os ami­gos — e nesse dia tocou-me a mim. Continue lendo “É Robert Altman e são cinco da manhã”

O fetiche da CPI

A CPI é um fetiche da política brasileira. Entre as várias lendas nem tão lendárias que se institucionalizaram a seu respeito está a frase de autor desconhecido: “Sempre se sabe como uma CPI começa mas nunca se sabe como termina”. Continue lendo “O fetiche da CPI”

Quantas Pasadenas?

Então é assim: conselheiros da administração da Petrobrás aprovam transações de muitos milhões de dólares – compras, vendas, fusões, investimentos – sem ler contratos, sem conhecer cláusulas, sem ter noção dos ganhos e danos de um negócio. Continue lendo “Quantas Pasadenas?”

Pior do que o diabo

Especialidades do ex-presidente Lula, criticar as elites, estimular e manter em alta o antagonismo entre ricos e pobres, sempre lhe valeram bons frutos. Como ninguém, Lula consegue com o mesmo gogó desancar e afagar os endinheirados. E ainda usufruir deles. Continue lendo “Pior do que o diabo”

No corredor da morte

Glenn Ford tinha 38 anos quando foi condenado à morte. Agora, aos 64, depois de passar 26 anos, 9490 dias, 227.760 horas numa cela à espera que o Estado cumprisse a sentença do Tribunal e o matasse, foi liberado e sai do corredor da morte um homem livre. Continue lendo “No corredor da morte”

O país? Ora, o país…

Há dias, PT e PMDB ocupam quase todos os espaços com bate-bocas, acusações e ameaças de cá e de lá. O grupo de elite do governo, a própria presidente Dilma Rousseff, o ex Lula e seus asseclas parecem se dedicar apenas à crise com o aliado, detentor de fartos minutos no horário eleitoral de rádio e TV. Continue lendo “O país? Ora, o país…”

Há tipos que andam na rua e não são eles

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Bogart inven­tou uma per­so­na­gem para si mesmo. A per­so­na­gem com que se ves­tia era um tipo arro­gante, muni­ci­ado de res­pos­tas inso­len­tes. Mesmo nos dias civis, em que não tinha de arras­tar os pés para o estú­dio, Bogart saía à rua den­tro dessa pele. Continue lendo “Há tipos que andam na rua e não são eles”