MASH, o filme que me faz aqui falar de Altman, é de 1970. E foi nesse ano que eu o vi em Luanda, no cinema São Paulo, apesar do IMDB o dar como estreado em Portugal apenas em Setembro de 74. Que se lixe, em Angola estreou antes. Estreou logo. E eu vi-o, com o puto Toninho, que recebia bilhetes à borla do “Província de Angola”, e os partilhava com os amigos — e nesse dia tocou-me a mim. Continue lendo “É Robert Altman e são cinco da manhã”
Memória Viva
Na segunda-feira 31/3 eu estava ocupada e perdi o início do programa Roda Viva, na TV Cultura.
Quando vim para a salinha e liguei ao mesmo tempo o computador e a TV, ouvi uma voz que reconheci de imediato: Almino Affonso. Continue lendo “Memória Viva”
Tragédias e farsas
Prometo que não vou citar o Marx do 18 Brumário e dizer que a História se repete a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Embora a tentação seja grande, muitos já o fizeram, e a obviedade pode ser cansativa, às vezes. Continue lendo “Tragédias e farsas”
Impróprio para menores
Governante algum gosta de ter uma CPI futucando seus podres. Muito menos em ano de eleição. Portanto, é natural que a presidente Dilma Rousseff e aqueles que ainda lhe são fiéis tentem evitar a investigação congressual das imoralidades bilionárias cometidas contra a Petrobrás e o País. Continue lendo “Impróprio para menores”
Uma saga anti-Pinóquio
Um nariz, um simples nariz, é a adunca distância a que podemos ficar da glória. Basta ver a terrível história de Everett Sloane. Continue lendo “Uma saga anti-Pinóquio”
O fetiche da CPI
A CPI é um fetiche da política brasileira. Entre as várias lendas nem tão lendárias que se institucionalizaram a seu respeito está a frase de autor desconhecido: “Sempre se sabe como uma CPI começa mas nunca se sabe como termina”. Continue lendo “O fetiche da CPI”
Quantas Pasadenas?
Então é assim: conselheiros da administração da Petrobrás aprovam transações de muitos milhões de dólares – compras, vendas, fusões, investimentos – sem ler contratos, sem conhecer cláusulas, sem ter noção dos ganhos e danos de um negócio. Continue lendo “Quantas Pasadenas?”
Sempre que gritam Stella, é por ela que gritam
A camisola interior rasgada, uma alça deitada abaixo, o cabelo desgrenhado, por quem é que julgam que Marlon Brando grita em A Tramway Named Desire? Continue lendo “Sempre que gritam Stella, é por ela que gritam”
Apertem os cintos, o gerente sumiu
Pior do que o diabo
Especialidades do ex-presidente Lula, criticar as elites, estimular e manter em alta o antagonismo entre ricos e pobres, sempre lhe valeram bons frutos. Como ninguém, Lula consegue com o mesmo gogó desancar e afagar os endinheirados. E ainda usufruir deles. Continue lendo “Pior do que o diabo”
Whisky, Bourbon e um Quadro de Honra
Um dia, Orson Welles posou para a Playboy. Poupando-nos a poucas-vergonhas, em vez de se deixar fotografar, deixou-se entrevistar. Cada um dá o que pode. Continue lendo “Whisky, Bourbon e um Quadro de Honra”
No corredor da morte
Glenn Ford tinha 38 anos quando foi condenado à morte. Agora, aos 64, depois de passar 26 anos, 9490 dias, 227.760 horas numa cela à espera que o Estado cumprisse a sentença do Tribunal e o matasse, foi liberado e sai do corredor da morte um homem livre. Continue lendo “No corredor da morte”
Tanto riso
O PMDB só dá alegrias à presidente, ela disse, mas ela não se atreveu a fazer as contas e confessar como essas alegrias saem caro. Continue lendo “Tanto riso”
O país? Ora, o país…
Há dias, PT e PMDB ocupam quase todos os espaços com bate-bocas, acusações e ameaças de cá e de lá. O grupo de elite do governo, a própria presidente Dilma Rousseff, o ex Lula e seus asseclas parecem se dedicar apenas à crise com o aliado, detentor de fartos minutos no horário eleitoral de rádio e TV. Continue lendo “O país? Ora, o país…”
Há tipos que andam na rua e não são eles
Bogart inventou uma personagem para si mesmo. A personagem com que se vestia era um tipo arrogante, municiado de respostas insolentes. Mesmo nos dias civis, em que não tinha de arrastar os pés para o estúdio, Bogart saía à rua dentro dessa pele. Continue lendo “Há tipos que andam na rua e não são eles”




