Pega na mentira

Hábito ou vício, há tempos a mentira é classificada como doença – mitomania ou pseudolalia, o transtorno da mentira. Não são raros os políticos que sofrem desse mal ou que são treinados sob a regência desses distúrbios. Continue lendo “Pega na mentira”

Mickey, o rato que já não anda por aí

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Anda por aí um Rato com o nome dele. Mic­key Roo­ney nas­ceu atrás de um palco, nos bas­ti­do­res de um tea­tro. A mãe era bai­la­rina, ou melhor, e se não for­mos dos que têm a mania de andar sem­pre em pon­tas, era corista. O pai, um Homem Banana, cómico que, se que­ria que o público se risse, tinha de dar o corpo ao mani­festo. Continue lendo “Mickey, o rato que já não anda por aí”

A mulher nua

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Em con­vul­são meta­fí­sica ou embalo esté­tico, o cinema gosta da mulher nua. Fruto de minu­ci­osa inves­ti­ga­ção, deixo-vos uma lista de temas, situ­a­ções e luga­res que os fil­mes usa­ram como des­culpa para a despir. Continue lendo “A mulher nua”

Teremos recall?

O 1º de Maio no Reino Petista foi de estarrecer.

Em São Bernardo do Campo a CUT reuniu militantes para shows, discursos e um ato que misturava religião com invectivas contra a Mídia! Representantes de diversas crenças pregando contra a Imprensa, orando pelo fim da sua liberdade. Um espanto! Continue lendo “Teremos recall?”

Céu sem brigadeiro

Um velho bordão muito popular nas redações de antigamente era “há algo no ar e não são aviões de carreira”.

Isso era vaticínio ou prenúncio, ou puro palpite, quando não teoria conspiratória, indicando a iminência de um fato não corriqueiro que estaria prestes a ocorrer. Continue lendo “Céu sem brigadeiro”

O IBGE resiste

Taxa de desemprego de 5%. Ainda que não seja a menor do mundo, como Dilma Rousseff gosta de se vangloriar, é um número e tanto para os palanques do 1º de Maio e da reeleição. Mas bastaram dois pontos percentuais para despertar a ira. Continue lendo “O IBGE resiste”

Um calor selvagem nas bochechas

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Não gosto do amor fun­da­men­ta­lista ao cinema, não gosto do amor de xius e sibi­la­dos shhhs no escuro da sala, não gosto do espec­ta­dor erecto por ter um garfo espe­tado já se sabe onde, não gosto do espec­ta­dor com olhar devoto a babar meta­fí­sica a cada rac­cord, a cada trou­vaille de mise-en-scène.

Continue lendo “Um calor selvagem nas bochechas”

O realismo mágico

Gabo morreu e deixou aí o seu realismo mágico.

Falta um narrador de sua qualidade literária para descrever a espécie de Macondo em que se transformou a novela da Petrobrás, desde o momento que emergiu a tenebrosa história da compra da refinaria de Pasadena até o capítulo da CPI que o governo quer transformar, como Nizan Guanaes quer fazer com a Copa, na CPI de todas as CPIs. Continue lendo “O realismo mágico”

Tempestade sobre Lisboa

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Não acho nada que Natal seja quando um homem qui­ser. Os Natais da minha infân­cia tinham data e mais data pas­sa­ram a ter quando vivi Natais ango­la­nos em cená­rio de catás­trofe. O con­flito, a vivên­cia extrema, enchem qual­quer Natal de estre­las tra­ce­jan­tes, de anjos desa­bri­ga­dos a que fal­tam as asas, às vezes uma perna ou um braço. Continue lendo “Tempestade sobre Lisboa”