“Os olhos de ambos erravam por sobre os montões de pedra das construções, sobre a água repugnante do canal, onde flutuava um molho de palha ,sobre a chaminé de uma fábrica, que se erguia um horizonte; os esgotos exalavam miasmas”. Continue lendo “Flaubert e os miasmas”
A besta, a fera, o mal
Nem Aécio Neves e o PSDB, nem Eduardo Campos e Marina Silva, mas a imprensa. Esse é o inimigo declarado do PT, a fera que tem de ser vencida, ou pelo menos domada, para que o partido se perpetue no poder. Isso dito com todos os efes e erres pelo ex-presidente Lula, líder maior do petismo. Continue lendo “A besta, a fera, o mal”
A mulher nua
Em convulsão metafísica ou embalo estético, o cinema gosta da mulher nua. Fruto de minuciosa investigação, deixo-vos uma lista de temas, situações e lugares que os filmes usaram como desculpa para a despir. Continue lendo “A mulher nua”
Teremos recall?
O 1º de Maio no Reino Petista foi de estarrecer.
Em São Bernardo do Campo a CUT reuniu militantes para shows, discursos e um ato que misturava religião com invectivas contra a Mídia! Representantes de diversas crenças pregando contra a Imprensa, orando pelo fim da sua liberdade. Um espanto! Continue lendo “Teremos recall?”
Céu sem brigadeiro
Um velho bordão muito popular nas redações de antigamente era “há algo no ar e não são aviões de carreira”.
Isso era vaticínio ou prenúncio, ou puro palpite, quando não teoria conspiratória, indicando a iminência de um fato não corriqueiro que estaria prestes a ocorrer. Continue lendo “Céu sem brigadeiro”
O IBGE resiste
Taxa de desemprego de 5%. Ainda que não seja a menor do mundo, como Dilma Rousseff gosta de se vangloriar, é um número e tanto para os palanques do 1º de Maio e da reeleição. Mas bastaram dois pontos percentuais para despertar a ira. Continue lendo “O IBGE resiste”
Um calor selvagem nas bochechas
Não gosto do amor fundamentalista ao cinema, não gosto do amor de xius e sibilados shhhs no escuro da sala, não gosto do espectador erecto por ter um garfo espetado já se sabe onde, não gosto do espectador com olhar devoto a babar metafísica a cada raccord, a cada trouvaille de mise-en-scène.
Os capitães de Abril
Leio tudo que me cai às mãos sobre o 25 de Abril. Acho essa data uma das mais lindas da História. E digo mais: só quem não conheceu Portugal antes de 1974 pode compartilhar a tolice “nada foi feito”. Continue lendo “Os capitães de Abril”
O realismo mágico
Gabo morreu e deixou aí o seu realismo mágico.
Falta um narrador de sua qualidade literária para descrever a espécie de Macondo em que se transformou a novela da Petrobrás, desde o momento que emergiu a tenebrosa história da compra da refinaria de Pasadena até o capítulo da CPI que o governo quer transformar, como Nizan Guanaes quer fazer com a Copa, na CPI de todas as CPIs. Continue lendo “O realismo mágico”
Chutes no traseiro
Na quarta-feira, exatos 1.550 dias depois de derrotar Chicago, Tóquio e Madri, o Rio de Janeiro anunciou mais mundos e fundos para a Olimpíada 2016, elevando o custo total do evento a R$ 36,7 bilhões. Continue lendo “Chutes no traseiro”
Tempestade sobre Lisboa
Não acho nada que Natal seja quando um homem quiser. Os Natais da minha infância tinham data e mais data passaram a ter quando vivi Natais angolanos em cenário de catástrofe. O conflito, a vivência extrema, enchem qualquer Natal de estrelas tracejantes, de anjos desabrigados a que faltam as asas, às vezes uma perna ou um braço. Continue lendo “Tempestade sobre Lisboa”
Pois sim!
Ao que parece, ao ler as declarações de dona Dilma sobre o escandaloso processo de compra da Pasadena Refinery e os depoimentos de Graça Foster e Nestor Cerverò ao Senado Federal sobre o assunto, o objetivo dos ambiciosos inimigos do Brasil é nos rebaixar. Continue lendo “Pois sim!”
Bonjour, Madame Pluvier
A lenda da Sra. Pluvier, uma militante devotada inventada pela imaginação criadora do ator e cantor franco-italiano Yves Montand, ainda que criada na França em 1956 — há 58 anos, portanto — está mais atual do que nunca. Continue lendo “Bonjour, Madame Pluvier”
Escracho
Aos gritos de “fascista”, “projeto de ditador” e “tucano”, três militantes da juventude petista hostilizaram o ministro Joaquim Barbosa, na saída de um restaurante em Brasília. Continue lendo “Escracho”
O dono da luz
Já uma vez aqui contei que Orson Welles, convidado para realizador, desconhecia a gramática cinematográfica e não teve vergonha de ir falar com os velhos cineastas. E disse que Welles foi ter com o melhor director de fotografia de Hollywood, uma competência técnica e artística que, fosse ele marujo, salvaria o Titanic. Disse e menti. Continue lendo “O dono da luz”





