Palavras no avesso
A palavra pode ser um instrumento poderoso de conhecimento, de mistificação ou de convencimento e persuasão. Continue lendo “Palavras no avesso”
Nervos de aço
Vivemos aqueles dias que se equivalem a vários anos. A crise é de tal ordem que quase todas as previsões são atropeladas pelos fatos, de uma hora para outra. Quem imaginaria, ali por outubro de 2014, que poucos meses depois a proa do navio da presidente Dilma Rousseff estaria submersa? Continue lendo “Nervos de aço”
Mais trevas
No ano de 1970, eu ainda morava em Paris, fugindo da ditadura no Brasil, quando conheci Elia Kazan, um dos maiores diretores do cinema americano no século XX. Uma noite, na casa do jornalista Michel Ciment (biógrafo de Kazan), o cineasta nos anunciou que havia sido convidado, por uma universidade de São Paulo, a passar uns dias na cidade exibindo seus filmes e dando palestras para os estudantes. Continue lendo “Mais trevas”
Quem quer filmar Kant?
Com despudor e venialidade, em crónica anterior, exibi a língua de Sarita Montiel. Uma língua, por elástica que seja, não é, dizem-me, assunto nobre. Vinha penitenciar-me e tropeço em Immanuel Kant. Continue lendo “Quem quer filmar Kant?”
Era doce e se acabou
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já não é mais o mesmo. Pouco parece ter sobrado do hábil hipnotizador de platéias. Na sexta-feira, durante a 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros, nem o macacão laranja – figurino que já usara em 2006 para anunciar, de mãos sujas de óleo, a autossuficiência de petróleo que nunca veio – conseguiu salvá-lo. Continue lendo “Era doce e se acabou”
Nas mãos de quem estamos
Nasci um mês antes de Getúlio decretar o Estado Novo. Como ainda estou por aqui, vocês podem ver por quantos Brasis passei… Continue lendo “Nas mãos de quem estamos”
Em busca do eixo perdido
O candidato do PT ao governo de São Paulo Eduardo Suplicy desapareceu misteriosamente no meio da campanha eleitoral de 1986 e depois anunciou que tinha se refugiado na Serra da Cantareira para reencontrar o “eixo” que tinha perdido. Continue lendo “Em busca do eixo perdido”
Sem saída
Não é a primeira vez que o Brasil passa por momentos extremamente difíceis, no período pós 1964. Já vivemos outras crises, mas, ao contrário da atual, vislumbrou-se uma saída e conseguimos atravessar as tempestades. Continue lendo “Sem saída”
Um mar de sangue
Talvez não se lembrem da cena. Guardei-a na mais esconsa gaveta da minha mente. Al Pacino e Ellen Barkin entram no apartamento dele. Ela dá-lhe um empurrão ofegante. “What?”, diz ele, com a brutal economia do inglês que os americanos falam. Continue lendo “Um mar de sangue”
O país precisa se livrar de tudo isso
“O país precisa sair do volume morto, reencontrar um nível de crescimento, credibilidade no seu sistema político”, escreveu Fernando Gabeira em artigo brilhante em O Globo. “Hoje o país é governado por um fantasma de bicicleta e um partido de míseros oportunistas, segundo seu próprio líder, chamado de Brahma pelas empreiteiras.” Continue lendo “O país precisa se livrar de tudo isso”
Até as cores tentam roubar
Na sexta-feira, o mundo comemorou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em favor do casamento gay. Um avanço extraordinário. Os perfis coloridos tomaram conta do Facebook, em uma belíssima sacada do criador da rede, Mark Zuckerberg. Milhões de fotos e vídeos ocuparam o Instagram e o YouTube. Continue lendo “Até as cores tentam roubar”
E tudo graças à mandioca
Em dois meses, de 24 de abril a 22 de junho deste ano, Luiz Inácio Lula da Silva passou de atleta da terceira idade, cheio de gás e de conselhos para quem quer recuperar a força física, conforme vídeo transmitido pelo Instituto Lula, a um velho amargurado afirmando que em relação à popularidade, ele e Dilma estão no “volume morto”, enquanto o PT está “abaixo do volume morto”. Continue lendo “E tudo graças à mandioca”
Universo de sombras
A adulação talvez seja uma das práticas mais antigas na história da humanidade.
Também pode ser definida ou identificada como bajulação, culto à personalidade, idolatria, ou mero puxa-saquismo, para usar uma expressão mais rudimentar. Continue lendo “Universo de sombras”
O arrivismo do caudilho
Está certo que todo caudilho é egocêntrico por natureza, mas o ex-presidente Lula ultrapassou todos os limites do arrivismo ao pisar no pescoço da presidente Dilma Rousseff e entregar a cabeça do PT para tentar salvar a própria pele. Continue lendo “O arrivismo do caudilho”


