Sardas desenhando o rosto claro, cabelos brancos presos em um coque antigo, a primeira moradora do prédio recém construído chega ao décimo e último andar – três quartos, sala, cozinha, área de serviço -, ajeita frutas, verduras, jornais, ajeita-se. Continue lendo “Saudade na portaria”
Gil, depois do Domingo
Depois de “Domingo no Parque”, segunda colocada no Festival da Record (1967), Gilberto Gil já compôs várias músicas e está preparando um novo LP. InTerValo antecipa para seus leitores algumas dessas músicas, com interpretação do autor. Continue lendo “Gil, depois do Domingo”
O Kindle, o iPad e o Google
Existe um mundo em que, em uma floresta maravilhosa, por onde passeia um riacho que vai descansar em um lago onde cintilam estrelas, vivem os homens-livros. Lá estão Madame Bovary, Ulysses, Lolita, Dom Quixote, Peter Pan, Narizinho e todos – todos – os seus amigos. Eles passeiam, por toda a floresta, contando suas histórias. A floresta é uma enorme, interminável biblioteca que anda e fala. Continue lendo “O Kindle, o iPad e o Google”
Historinhas de redação (1): Bob Kennedy baleado
Histórias de redação, de jornalistas, são sempre saborosas. Dezenas de vezes, na cachaça pós fechamento, defendi a tese de que deveríamos escrever as histórias, para não perdê-las. Continue lendo “Historinhas de redação (1): Bob Kennedy baleado”
Artimanha de aposentado
Claudião, o robusto Claudião, é aposentado e mora aqui no meu bairro. Fenômeno típico da realidade brasileira, conseguiu parar de trabalhar aos 45 anos e agora, aos 50, leva um vidaço. Continue lendo “Artimanha de aposentado”
Gritar, perturbar
Os tropeços da candidata Dilma Rousseff em sua primeira semana solo parecem ter desnorteado as hostes governistas. A ex-ministra e o próprio presidente Lula espalharam minas explosivas por baixo de seus próprios pés em um campo onde, até pouco tempo, tudo parecia ser flores. E o trabalho para desarmá-las não será pequeno. Continue lendo “Gritar, perturbar”
Varsóvia, dia 14 de abril, 17 horas
Liuxa, quatro anos, trepado nos ombros do pai, observa o cortejo. Homens e mulheres vestidos com roupas coloridas, desfilam dançando e rindo. Liuxa não sabe o porquê da festa. Não entendeu o que disse o tio, ao falar de vinte anos de independência. Continue lendo “Varsóvia, dia 14 de abril, 17 horas”
Depois que o amor acaba
Há 200 milhões de filmes e livros e canções sobre como o amor começa. Este é o tema básico da imensa maioria das comédias românticas, dos dramas, de quase tudo: o encontro, o começo do amor. Há bem menos filmes e livros e canções sobre o que acontece depois que o amor acaba. Continue lendo “Depois que o amor acaba”
Tancredo
Gosto de ler dicionários, e em especial um, o etimológico de nomes, de Antenor Nascentes. Ele me ajuda muito. Não sou muito chegado a crendices horoscópicas e afins, mas isso nada tem a ver com minhas observações. Continue lendo “Tancredo”
Matrifusia
Segunda-feira, meio da tarde, chave na porta a caminho do trabalho, calor dos últimos tempos – insuportável -, o telefone chama. Continue lendo “Matrifusia”
Ágata
Ágata me contou que veio para esta cidadezinha da Ilha do Marajó faz algumas semanas, e que ainda vai ficar alguns meses. Ela trabalha numa repartição do governo que tem escritório aqui, e está cobrindo o período de licença de uma colega. Continue lendo “Ágata”
Sobre a tragédia do Rio, igualar-se aos contrários, e Marina
Em cima da tragédia que se abateu sobre o Rio de Janeiro neste início de abril, surgiram na internet diversas manifestações tentando responsabilizar as muitas dezenas de mortes aos governos municipal e estadual, do PMDB lulo-petista, e ao próprio governo federal. Continue lendo “Sobre a tragédia do Rio, igualar-se aos contrários, e Marina”
Ah, o glamour
Pequenas crônicas que escrevi para meus amigos, em julho de 2009, acrescidas das duas que vão no pé. Continue lendo “Ah, o glamour”
Ressurreição
Mesmo em ritmo muito aquém do que poderia e deveria, não há dúvidas que o Brasil é um país que cresce e aparece. Com economia estabilizada há mais de 15 anos, inflação sob controle, força de trabalho, vigor e capacidade empresarial ímpar, além de dotes naturais invejáveis, é uma nação com todas as credenciais para sentar-se entre as grandes. Continue lendo “Ressurreição”
Joan Baez Volume 1: uma trajetória luminosa
Há artistas que se reinventam ao longo das décadas – como, por exemplo, a tão boa atriz quanto boa cantora Marianne Faithfull, ou Bob Dylan, que Joan Baez abençoou e para quem abriu o caminho da fama, no início da carreira dele, quando ela já era a rainha, a madona de voz puríssima.
Joan Baez não precisa se reinventar. Continue lendo “Joan Baez Volume 1: uma trajetória luminosa”
